Odebrecht,
Banco do Brasil, Lula, BNDES, estádio do Corinthians
HELIO FERNANDES
Vou
contar pela primeira vez, a historia escabrosa da construção do estádio do Corinthians.
No vandalismo financeiro do levantamento dos elefantes brancos para a Copa de
2014, dominados pelas empreiteiras roubalheiras, como sempre a Odebrecht era
absoluta.
Tanto as
obras das Copas como das Olimpíadas, começavam 6 anos antes. (Com exceção do
Maracanã, o maior crime e o maior faturamento, pois era necessário destruir um
símbolo e levantar um chiqueiro.O orçamento era de 600 milhões, custou 1 bilhão
e 300 milhões. Mais outros 300 milhões para o estádio ser utilizado na Olimpíada.
Tudo vorazmente recebido pela Odebrecht ).
SURGE O
CORINTHIANS
O clube
sempre quis ter o seu estádio. Depois de muitas peripécias, conseguiu o orçamento,
400 milhões. Se fixou no subúrbio distante e tranqüilo de Itaquera. Teve que
enfrentar a revolta e o protesto dos moradores. Conseguiu o sinal verde.
Faltava o dinheiro, resolveu tratar profissionalmente, acreditaram que era
assim que se resolvia.
Encurtando.
Conseguiram contato com o presidente do Banco do Brasil, que se interessou, um
financiamento de 400 milhões, era um bom negocio. Dependia das garantias. Levaram
1 mês. Foram consideradas insuficientes, pediram reforço, não serviu, acabou o
negocio.
O BNDES SUBSTITUI O BANCO DO BRASIL
Só que aí
desapareceu o profissionalismo, surgiu o interesse rasteiro. "Corintiano
de coração", Luiz Inácio Lula da Silva deu um "toque" no Marcelo,
que quando soube que o estádio custaria 400 milhões e o financiamento do mesmo
valor, não se interessou. Mas colocou no circuito, Benedito (Junior, executivo
para essas situações.
Conversaram,
Lula telefonou para Luciano Coutinho, textual: "Você sabe como sou Corintiano.
Vou mandar um amigo conversar com você, atende que é boa gente". Benedito foi
já levou as garantias recusadas pelo BB, e aceitas tranquilamente pelo BNDES. E
uma vantagem excepcional: juros de 4 por cento, quando no mercado já valiam 8
ou 9. Luciano Coutinho não era apenas prestativo, mas o máximo como servo,
submisso e subserviente.
Conseqüência:
uma parte dos 400 milhões foi reempreestrada a 8 por cento pelo executivo da
Odebrecht. Foi só atravessar a Avenida
Chile, o BNDES fica num lado, a Petrobrás no outro. Agora o Corinthians não paga,
o BNDES não recebe maior o saque e recebe. Uma "compensação": com
Eike Batista foi 10 vezes maior o prejuízo. E não haverá recuperação. Devolução
do dinheiro roubado
Quem
rouba da Saúde, deve ser condenado duplamente. Uma pela corrupção
propriamente
dita. E outra por assaltar os que mais precisam de recursos, em situação de
dificuldade extrema. Comecei a escrever sobre o assunto quando roubaram em SP, o
dinheiro da merenda escolar. Lembrei sempre do genial informante dos repórteres
do Washington, que desvendaram o escândalo de Watergate, que derrubou o presidente
Nixon: "SIGAM O DINHEIRO".
No
mensalão, na Tribuna, e no petrolão aqui neste blog, passei a defender a
devolução do dinheiro acumulado ilegitimamente, como forma de punição exemplar.
Agora que jornais e televisões fazem levantamento a respeito de fortunas
acumuladas por políticos, é bom lembrar. Nunca tiveram emprego particular,
sempre fizeram e fazem política. Portanto, tudo que receberam e recebem, vem do
contribuinte, está sujeito a devassa e devolução.
A ENORME FORTUNA DO MEDICO SERGIO CORTES
Estranhíssima.
Surpreendente. Inesperada. Médico do serviço público, era elogiadíssimo pelos
luminares da medicina. Dedicadíssimo, chegava a trabalhar 12 e até 15 horas por
dia, sem reclamação. Morava num casebre caindo aos pedaços. Convidado para secretario
de Saúde de Cabral, foi saudado na posse, como "INTOLERANTE com a
corrupção". Mudou inteiramente de vida, mudou para um triplex, carros
importados, mansões de veraneio.
A grande preocupação de Temer
È a mesma dos deputados, senadores, ministros. Sabem que este 2017 se esgotará sem cassação ou prisão, todo o ano se esgotará em investigação e indiciação, nada definitivo. Mas chegará a fase em que se transformarão em réus, ante véspera da cassação. O indireto que entrou de forma ilegal e ilegítima, não quer sair de maneira legal e direta.
Pretende vender a ideia de que não pode ser atingido por atos praticados antes de ser presidente. Nem os advogados acreditam nisso. Responde perante a Lava-Jato, por utilizar dinheiro de propina. Os maiores "apanhadores" do PMDB eram ele e o senador Jucá. E os dois são fartamente citados por Marcelo Odebrecht e ex-executivos.
No crime de recebimento de propina para a campanha presidencial, começaram a ser processados, logo depois da eleição, estão mantendo o maior escândalo que já houve no TSE. Já se passaram 26 meses, já devia estar cassado, antes mesmo de imaginar a conspiração com o parceiro corruptissimo, Eduardo Cunha. Temer poderá escapar em 2017, mas não poderá ver 2018 nascer. Ou morrerá politicamente com ele. Ministros "imexíveis"
Miro Teixeira, deputado Federal desde 1970, condenou os 9 ministros, citados na lista do Ministro Fachin, e nem se abalaram. Querem ficar o mais tempo possível. Miro disse publicamente que devem pedir demissão. Nem pensam nisso. Consideram que serão beneficiados pela palavra que coloquei no titulo, entre aspas. E que foi usada no passado por Rogerio Magri, quando era Ministro do Trabalho e queriam demiti-lo.
Os 7 ministros que não têm nem prestigio nem patrocínio, tentam se garantir numa expectativa: Temer não demitirá Eliseu Padilha e Moreira Franco. Não demitindo esses 2 também não demitirá os outros. Essa é, aliás a crença geral. Mesmo porque, se optar pelas demissões, terá que escolher os substitutos na mesma base desaliada e desalinhada.
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