Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

FIM DO PT FOI DECRETADO PELA PÉSSIMA CONDUÇÃO DA PRESIDENCIA COM DILMA. DOS 5.565 MUNICÍPIOS, O PT DE LULA NÃO ALCANÇARÁ 1%. NAS CÂMARAS O FIASCO SERÁ MAIOR. A ELITE VAI BEM E AGRADECE.

ROBERTO MONTEIRO PINHO

Em junho de 2013, milhões de brasileiros foram às ruas e coalharam as capitais e cidades do interior dos estados, com presença de vários segmentos da sociedade. Não tinha bandeira partidária, políticos e a principal palavra de ordem foi “vocês não nos representam”.

O recado dos brasileiros foi para todos: esquerda, direita e os mentirosos que infestam a máquina pública principalmente o estado juiz, e servidores públicos. Não foi uma manifestação capitalista, sequer de contexto partidário. No movimento uma só voz, indignação e BASTA!

Em que pese o episódio do mensalão, Lava-jato, as denúncias contra os mais respeitáveis (dito) homens da nação, de FHC a Lula da Silva, Dilma Rousseff, Eduardo Cunha e todos demais envolvidos.

Não resta a menor dúvida que as eleições que se aproximam, será um marco para definir se o brasileiro sabe ou não votar. O esvaziamento do pleito, e visível nas ruas, e as discussões não mais fervilham com questionamento ideológico. Eis que nada sobrou, sobre esse histórico instituto, que tanto levou a revolta popular se insurgir com os desmando do estado.

FHC cinicamente e com apoio deliberado do Congresso entregou o país, de forma tão acintosa, que repete sua façanha como se fosse um herói às avessas. Lula da Silva, decepcionou, permitiu e omite a verdade. Trabalha com discurso de divisão de classes, retórica, mas eis que cansada, usual e personificada.

Não tem mais o apelo social, oposicionista. Seus comandados (poucos que restam) ainda falam em GOLPE, e ao que parece, desconhecem que o golpe foi dado de todos contra todos e a própria comunidade.

A onda da maldição corrupta ainda ronda o país. Em 2012 o espertalhão Eike Batista assumiu um grande contrato milionário com a Petrobras juntamente com a Mendes Júnior. E segundo se apurou, a pedido de Guido Mantega. Na época ele efetuou o pagamento de propina de R$ 4,7 milhões para quitar dívidas de campanha, segundo já amplamente divulgado na mídia (de 2010, possivelmente) do PT.

Está claro nos depoimentos da Lava-jato em Curitiba, que o dinheiro foi operacionalizado por Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana. Houve um contrato falso (simulado) de prestação de serviços entre eles. Mas, na verdade, o dinheiro era para cobrir rombo de campanha.

Enquanto Mantega foi liberado prontamente por razões humanitárias (ele estava no hospital para acompanhar sua esposa em uma operação). Já Lula, com a inexplicável e vergonhosa propina de um triplex no Guarujá em São Paulo, e levado, compulsoriamente para depor. Um descuido, nada saudável para a consistência da condução do processo criminal.

Neste momento (de fonte limpa), especula-se uma possível delação premiada. Guido está para o PT como o Cunha está para o PMDB. Seriam duas delações bastante explosivas. Mas não se sabe ainda qual a razão pelo qual esses atores não “abrem o bico”. Enquanto nos governo do PT com Lula e Dilma, as propinas na Petrobras envolviam os três partidos, PT, PP e PMDB.

Inquietante, (está sob a neblina) que cerca a operação, em dois anos de Lava Jato o STF até agora só recebeu três denúncias. E duas agora contra Cunha foram redistribuídas em razão de ele ter sido cassado e perdido o foro privilegiado.

No STF a mais alta Corte do país, desenhou-se um quadro débil, vergonhoso, capcioso e recheado de insegurança, com perda de credibilidade. A morosidade soa como proposital, para levar o processo a perda de objeto, a prescrição e vícios insanáveis. A resposta está na opinião pública, o judiciário despencou na credibilidade.

O país está navegando em “águas turvas”. Não temos um Supremo consistente e vigilante, Congresso a beira do ridículo (contaminado em sua maioria), executivo dilacerado, desacreditado e sem a representação dignas da flama nacionalista. O festejado líder popular, Lula, é hoje uma caricatura daquele que o povo imaginou ser.

O pouco que ainda resta, estará nas urnas de outubro, que dirão sim ou não a corrupção. Fosse isso na China ou outra nação de plano rigoroso no combate a corrupção, todos estariam fuzilados. E a bala seria cobrada da família dos criminosos.

Neste momento o nacionalismo, está abandonado, a vergonha se tornou suportável, e instalou-se a cultura de que roubar pode dar certo.

A autodenominada esquerda não existe de fato. As cores são vermelhas, mas o sangue e duvidoso. A oposição negocia descaradamente. A composição do governo Temer nos três escalões está com figuras “carimbadas” da vida púbica. O alento pode ou não fazer parte de um acordo de compadres, mas eles estão nos cargos e isso é o que importa.

No palanque das eleições no Rio de Janeiro a candidata a prefeitura, Jandira Feghali (PCdoB), tinha 7% nas pesquisas, Lula e Dilma subiram no palanque das Cinelândia, na pesquisa seguinte caiu para 5% e oscila. O PT das 5.565 prefeituras que estão no jogo do pleito o PT não faz mais que meia dúzia. Um final melancólico, para um partido que se impôs como a vanguarda, o partido popular, com num plano para eliminar as diferenças sociais.

No Ibope, Crivela (PRB) tem 35%. Bem abaixo Pedro Paulo (PMDB) aparece em segundo com 11%.


Hoje as minorias estão no alento, e a elite governo livremente, ocupando um espaço deixado pela incompetente, ruidosa, rude e desarticulada Dilma Roussef. Coube a destrambelhada política, mandar para o esgoto, o sonhado plano de poder dos petistas boquinhas.

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