Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

domingo, 23 de setembro de 2018


NENHUMA SEMELHANÇA ENTRE A ELEIÇÃO
DE 1989 E DESTE 2018

HELIO FERNANDES

Quase todo dia, os mais diversos órgãos de comunicação, e jornalistas,
pessoalmente, tentam comparar as duas disputas presidenciais. Nada
mais disparatado e sem o menor sentido. Não só pelos personagens, mas
também pelo clima e a satisfação dos candidatos e dos eleitores,
Depois de 29 anos sem nenhuma eleição (desde 1960), a volta do voto
direto, com candidatos expressivos.

1 ano antes, a constituinte que discutiu, votou e aprovou a nova
Constituição, que o doutor Ulisses logo identificou e consagrou como
a "Constituição cidadã". O próprio doutor Ulisses foi candidato,
Brizola, Mario Covas. Lula disputava sua primeira eleição
presidencial, ia para o segundo turno com um candidato sem
historia. Chegava na frente de Brizola por meio ponto, era identificado
como "sapo barbudo".

Mas vivíamos em agradável democracia, saiamos de uma ditadura
terrível, tremenda, totalmente incompetente e corrupta. As roubalheiras
da Petrobras começaram com Sigeaki Ueki, o japonezinho nomeado e
protegido do "presidente" Geisel, que deixava roubar e autorizava que
pessoas fossem assassinadas. Ha 30 anos, Ueki é a maior fortuna do
Texas, sempre com petróleo. Mais rico que os Bush, pai e filho e
ex-presidentes, que moram lá.

Só desatentos ou mal intencionados podem tentar a comparação. O clima
deste 2018 é tenebroso, rigorosamente antidemocrático. Totalmente
militarista. Pré militarista. Visivelmente um retrocesso, a volta ao
regime da intervenção militar, autoritária, torturadora, com ameaças
Assustadoras. A Constituição de 1988, segundo afirmações do general
Mourão será substituído por uma constituinte, sem povo, sem voto, sem
Urna.

“Textual do general, que eu já publiquei sem contestação, vai repetir:”
Vou NOMEAR uma constituinte, entre NOTÁVEIS, que eu mesmo
Escolherei. Posso alterar qualquer item, e eu mesmo ratificarei essa
constituinte" Mas apenas como candidato a vice, como conseguirá essa
façanha ou mistificação? Ele mesmo explicou: "Bolsonaro não tem condições
de presidir o país, eu assumirei".

E concluindo essa tragédia democrática, por enquanto percorrendo os
bastidores do Clube Militar, afirma: "Não haverá segundo turno". De
tudo o que tem propagandeado levianamente, isso ele deixa apenas
entrever. São duas versões que pairam esperando o dia 7 de
outubro. Antes não podem ser confirmadas ou desmentidas.

1- Sua chapa obterá mais de 50 por cento dos votos, a eleição estará
encerrada. Praticamente impossível.

2- Não chegarão á maioria absoluta, mas terão grande votação. Mesmo
derrotados por qualquer um, usarão da força e ELIMINARÃO o segundo
turno.

3- Havendo o segundo turno, a chapa militar contará com o voto da
traição, irresponsabilidade, raiva e ressentimento dos derrotados.

4- Teremos então, uma ditadura militar consentida, exatamente o
contrário de 1989.
 
FHC: EXIBICIONISMO E VAIDADE NUMA CARTA INÚTIL
 
Publicada pelos mais variados jornais e televisões, teve tremenda
repercussão negativa. Provocou raiva, revolta, protesto unânime. FHC
não tem credibilidade nem responsabilidade para propor que todos os
presidenciáveis se reúnam e escolham um único candidato para enfrentar
a chapa militar. Faltando 15 dias para o primeiro turno, não dá nem
para se reunir e conversar.
 
E FHC é o mais desclassificado, descaracterizado e descredenciado para
uma proposta como essa. Dezenas de candidatos, trabalhando
eleitoralmente ha mais de 1 ano, iriam desistir para agradar o
ex-presidente. Não existe uma possibilidade disso acontecer. E todos se
lembram do FHC de 20 anos passados (1998), quando expulsou os
concorrentes ou adversários, comprando a reeleição e acabando com a
alternância no poder, e "fabricando" toda a crise que domina o país.
 
Utilizou uma fortuna, posta á disposição por empresários, ávidos de
fartas recompensas, que receberam com o nome de DESONERAÇÔES, pagas
com o dinheiro do cidadão-contribuinte-eleitor. Toda essa dinheirama
recolhida por um ministro de FHC. O mesmo que recompensava (não quero
dizer pagava) em dinheiro vivo, deputados e senadores. (O candidato que
resistiu e não podia ganhar se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Ha 20
anos não podia enfrentar tanto dinheiro. Agora não pôde enfrentar a
conspiração judiciária, ficou inelegível).
 
Esta eleição está maculada com fatos públicos, esquecidos. O ministro
morreu logo depois ninguém, no governo chorou.
 
PS- Falei que muitos ficaram revoltados. Ninguém tanto quanto Alckmin,
candidato do PSDB. O mesmo partido de FHC.
 
PS2- Antes da carta aos eleitores, tinha pouca chance. Agora está
sendo ridicularizado. E parte para a baixaria. Derrotado vai mandar
votar na chapa militar. Uma parte votará.
 
TOFFOLI PRESIDENTE DA REPÚBLICA
 
Quando assumiu a chefia do STF, informei: ocupará o Planalto, 3 ou 4
vezes. Começou ontem, ás 4 da tarde. O presidente corrupto e
usurpador, foi aos EUA. Isso obriga á peregrinação do presidente da
câmara e do senado, que não podem assumir, para não ficarem
inelegíveis. Foram ficar uns dias no Paraguai. Viajaram na véspera,
com medo de Temer sair de surpresa.



ANÁLISE & POLÍTICA
   “Jornalismo opinativo com informação precisa e contundente”


ROBERTO MONTEIRO PINHO

Bolsonaro tem plano “b” no caso de segundo turno

O candidato do Novo à Presidência da República, João Amoêdo, no inicio do mês, durante evento organizado pelo banco BTG Pactual, evitou responder a uma pergunta de repórter se apoiaria Jair Bolsonaro (PSL), em caso de enfrentar o candidato do PT no segundo turno. Mas deixou a senha, quando Amoêdo durante a sabatina num determinado momento retrucou: "Para mim, Lula é um péssimo exemplo e esta declaração diz muito como pensa Haddad."
Para muitos parece um caso isolado quando se trata da discussão sobre o segundo turno das eleições presidenciais, porém o detalhe é importante. Existe aqui dois aspectos: a consolidação das pesquisas até a véspera do primeiro turno dia 7 de outubro, a nova composição da câmara e do senado, e a eleição dos novos governadores.
Entre os oito candidatos Bolsonaro poderá ter o apoio de quatro
Por outro lado, no PSL a conversa é de que “não terá segundo turno”, Bolsonaro “liquida a fatura no primeiro”. Mesmo assim os mais conservadores, trabalham com a segunda hipótese e arquitetam  o plano “b”, por isso articulam junto com o candidato as alianças possíveis. Na lista estão Geraldo Alckmin (PSDB), Alvaro Dias (Podemos), e Marina Silva (Rede),  embora exista uma dúvida quanto ela apoiar candidaturas num segundo turno. Por outro Amoedo não se encaixa no perfil do PT, e quem pode ganhar o apoio é Bolsonaro.
Marina “tem perfil para a educação ou meio ambiente”
A queda de Marina Silva também não se traduziria em apoio por votos e sim para “compor os projetos de governo”. Para um dos coordenadores mais próximo de Bolsonaro, ela tem o perfil “para a educação ou meio ambiente).
Ciro Gomes
O candidato Ciro Gomes (PDT), está com um discurso onde ataca os dois que aparecem a sua frente na pesquisa: Bolsonaro e Haddad. No entanto, sua posição ainda é definida quanto ao segundo turno, pelo fato de que o candidato discursa para ser o segundo mais votado nas eleições do dia 7 de outubro. A dúvida neste momento fica por conta de Marina Silva e o próprio Ciro Gomes. Ambos contam com eleitores próprios, Ciro regionalmente e Marina embora polarizado tem uma boa fatia de votos por ser a única mulher na disputa.

Pesquisa: Bolsonaro mantém larga vantagem sobre Haddad

A nova pesquisa Datafolha de intenção de votos para candidatos à Presidência, divulgada na no dia 20 de setembro (quinta-feira), apontou liderança de Jair Bolsonaro (PSL), com 28% da preferência do eleitorado, seguido de Fernando Haddad (PT), com 16% dos votos.
XP/Ipespe coincide com o percentual do Ibope
Em relação ao último Datafolha, divulgado em 14 de setembro, tanto Haddad quanto Bolsonaro cresceram três pontos percentuais entre o eleitorado feminino. Na pesquisa XP/Ipespe Bolsonaro também alcançou 28%. Ciro Gomes (PDT) cresceu em quase todos os segmentos, apresentando apenas uma queda: na faixa entre 45 e 59 anos, passou de 13% para 11% na preferência dos eleitores. Mas continua atrás de Haddad.
Facebbok/Fake news...

No Facebook, o engajamento - curtidas, compartilhamentos e comentários - com perfis disseminadores de notícias falsas (as chamadas  fake news ) diminuiu nos últimos dois anos. A conclusão se deu a partir de um estudo sobre desinformação publicado por pesquisadores da Stanford University e da New York University (NYU), ambas dos Estados Unidos. 

Os autores analisaram 570 sites norte-americanos classificados como produtores de conteúdo falso entre janeiro de 2015 e julho de 2018. As fontes dessas fake news foram comparadas com páginas e perfis de veículos tradicionais e pequenos de mídia, bem como de cobertura segmentada em temas como negócios e cultura, por exemplo.

Crescimento

Segundo o levantamento, as interações com mensagens desses sites de maior credibilidade cresceu entre janeiro de 2015 e os meses finais de 2016, logo após as eleições presidenciais dos EUA. O grupo de sites estudado teve nível de engajamento semelhante às 38 principais páginas de mídia verificadas na pesquisa.
A partir de 2017, as interações caíram mais de 50% no Facebook. No fim de 2016, a plataforma chegou a ter picos de 200 milhões de interações por mês no conjunto dos sites analisados. A média caiu para 70 milhões de engajamentos por mês.
Desinformação...
“Embora as evidências não sejam definitivas, acreditamos que a magnitude geral do problema da desinformação pode ter reduzido, pelo menos temporariamente, e que os esforços do Facebook após as eleições de 2016 para limitar a difusão de desinformação podem ter tido um impacto significativo”, dizem os autores do estudo.

Desde dezembro de 2016, o Facebook anunciou um conjunto de medidas que teriam como objetivo barrar a difusão de fake news  dentro da plataforma. Foram celebrados acordos com agências de checagem, marcação de conteúdos como falsos, redução do alcance dessas mensagens e derrubada de contas falsas - até no Brasil.

70 milhões de interações

Apesar disso, os pesquisadores alertam que os níveis de engajamento com fake news  continuam altos e que o Facebook tem um papel importante nessa disseminação. O número de 70 milhões de interações por mês nesses sites foi considerado relativamente alto pelos autores da pesquisa.

Fake news também no Twitter


No Twitter, entre 2017 e 2018, os estudiosos identificaram uma ampliação de reações, compartilhamentos e outras formas de interação com mensagens enganosas. Enquanto a média mensal de compartilhamentos estava em 2 milhões em janeiro de 2015, em julho de 2018 ela havia chegado a quase 6 milhões por mês.

Na comparação de interações entre Facebook e Twitter, a proporção teve uma queda considerável, saindo de 45:1 (45 engajamentos no Facebook para 1 compartilhamento no Twitter) em 2016 para 15:1 no meio de 2018. No início deste mês, o diretor executivo do Twitter, Jack Dorsey, depôs a um comitê do Senado dos fake news e que não estava preparada para o fenômeno. A plataforma vem focando sua atuação apenas na derrubada de contas falsas.

Queda de R$ 1,95 bilhão na arrecadação da Previdência Social

A arrecadação líquida do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que envolve os trabalhadores da iniciativa privada, caiu R$ 1,95 bilhão no bimestre encerrado em agosto. No acumulado do ano, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, a frustração de receitas para o setor está em cerca de R$ 15 bilhões. 

A informação foi confirmada no dia 21 de setembro (sexta-feira) durante a apresentação do Relatório de Receitas e Despesas do governo federal. Segundo Almeida, a previsão inicial de arrecadação da  Previdência era de R$ 405 bilhões, mas as atuais projeções do governo indicam receitas na faixa de R$ 390 bilhões. 

Lentidão na recuperação do emprego formal

De acordo com o secretário, o resultado abaixo do esperado está relacionado à lenta recuperação do emprego formal no país. "Isso se reflete na [queda] da massa salarial e consequentemente na arrecadação da Previdência", explicou.

A taxa de desemprego, segundo a mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abrange 12,3% da população economicamente ativa. O número representa um contingente de 12,9 milhões de pessoas sem trabalho no país.

Trump quer legalizar imigrantes nos EUA

O governo de Donald Trump propôs no dia 22 de setembro (sábado) uma nova lei nos Estados Unidos. Ele pretende que os imigrantes parem de receber benefícios públicos, como assistência alimentar e vales de moradia.
A medida poderia obrigar milhões de imigrantes pobres, que dependem da assistência pública para alimentos e moradia, a fazer uma escolha difícil. Eles terão que optar entre aceitar ajuda financeira ou conseguir a residência permanente, conhecida como Green Card para viver e trabalhar legalmente nos Estados Unidos.
Não sobrecarregar os contribuintes americanos
A secretária de Segurança Nacional, Kirstjen Nielsen, disse em comunicado que a medida está de acordo com a lei vigente. – De acordo com a lei federal de longa data, aqueles que querem imigrar para os Estados Unidos devem demonstrar que podem se manter economicamente – disse ela.
Ainda segundo Nielsen, esta nova norma vai colocar em prática uma lei aprovada pelo Congresso. A intenção é promover a autossuficiência dos imigrantes e proteger os recursos limitados, garantindo que não se transformem em uma carga para os contribuintes americanos.
Terceira idade...
Os imigrantes de terceira idade, muitos dos quais compram remédios receitados a baixo custo através de programas subsidiados, também poderiam ser obrigados a deixar essa ajuda ou arriscarem-se a serem considerados “carga pública”. A norma, que segundo a administração afetaria cerca de 382 mil pessoas por ano, é a mais recente de uma série de medidas enérgicas do presidente Donald Trump e de seus assessores sobre imigração legal e ilegal.
A medida não pretende afetar os imigrantes que já têm residência permanente. Porém, os defensores dos direitos dos migrantes temem que inclusive eles deixem de usar os benefícios públicos para proteger seu status migratório. (via Agência EFE).


Reforma é forte indício de extinção da JT
(...) O excesso dessas agremiações com a marca de 17 mil sindicatos no País assombra a todos. Desses apenas 20% são atuantes. Os outros são cartórios que estavam arrecadando a contribuição é só se limitavam e fazer os dissídios, quase sempre desastrosos para os dois pólos”.

ROBERTO MONTEIRO PINHO                               

O judiciário trabalhista está mergulhado nas trevas da sua própria inoperância judiciária. Tudo errado, material e juridicamente. Testemunhas mentem, produzem fatos dos mais inusitados e o juiz considera. Só priorizaram a hiper valorização dos seus servidores e juízes, todos pagos a “preço de ouro”.

Todavia sem merecer, eis que não existe reciprocidade nos resultados apresentados nas últimas três décadas, onde a lentidão e a insolência é a tônica nessa metamorfose que corrói sua estrutura material, social e causa enorme dano aos trabalhadores.

Há muito se tornou uma justiça morosa, sem planejamento e com a máquina engessada, apesar dos juízes de primeiro grau contar com dois assessores que adornam as varas trabalhistas. Longe se vai o tempo em que 100% das decisões eram tomadas pelos juízes, agora um servidor despreparado, copia decisão já disponível nos computadores.

Mentiras - A Reforma Trabalhista aplacou o fim à Justiça do Trabalho, mas não é garantia para que aos poucos isso não ocorra. Existem razões de sobra para motivar setores conservadores apoiar a sua extinção.

Umas das atrocidades do processo trabalhista é a mentira das testemunhas, raramente punida conforme determina o art. 342 do CP, quando a afirmação for “falsa, negar ou deixar de dizer a verdade comete crime”. Infelizmente, um crime que poucas vezes tem sido punido como manda a lei. Neste caso o próprio juiz pode dar voz de prisão à testemunha que for pega, em flagrante, mentindo durante depoimento.

Quando isto ocorre, a segurança da instituição é chamada, e a pessoa encaminhada à Polícia Federal, uma vez que o crime cometido é contra um órgão federal. Convém assinalar que a testemunha não comete crime contra a parte prejudicada no processo, e sim contra a própria Justiça, que fica impedida de uma prestação jurisdicional eficaz.

Existe um impasse quanto dois pontos da reforma: A possibilidade de terceirização de quaisquer atividades, inclusive da atividade principal da empresa e a preponderância das normas estabelecidas através de Acordos Coletivos sobre aquelas previstas em Convenções Coletivas.

Queda de 50% das ações - Após 150 dias da entrada em vigor, a reforma trabalhista apresentou efeitos positivos. O principal é o contexto geral da flexibilização das relações de trabalho, a simplificação do processo trabalhista e o início de um processo de reforma sindical, que veio na esteira, acabando com a contribuição sindical compulsória.

O excesso dessas agremiações com a marca de 17 mil sindicatos no País assombra a todos. Desses apenas 20% são atuantes. Os outros são cartórios que estavam arrecadando a contribuição é só se limitavam e fazer os dissídios, quase sempre desastrosos para os dois pólos. Levando em conta que temos o registro da queda de 50% do número de ações na Justiça do Trabalho, com queda média de 58% no número de pedidos nas ações. Comprovadamente os dispositivos da reforma contribuíram para reduzir a litigância aventureira, por essa razão, a reforma sindical e trabalhista está coroada de êxito.

Pesquisas - Há muito se cultua no Brasil o princípio do “in dúbio pro mísero”, embora a máxima não seja extraída da carta celetista. Ocorre que ao longo de sua implantação, a CLT se transformou em trincheira de luta de classes, e o juiz do trabalho - o articulador dessa metamorfose de cunho ideológico é o Partido dos Trabalhadores (PT), que cooptou esses servidores para introduzir na laboral suas propostas.

Agora o Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça (DPJ/CNJ) realizou, no dia 15 de agosto, em Brasília, uma reunião com pesquisadores contratados para desenvolver pesquisas de interesse do Poder Judiciário, com o objetivo de analisar os resultados parciais dos trabalhos, que deverão ser finalizados até o fim do ano e apresentados em seminário.

As pesquisas foram encomendadas pelo CNJ. A primeira edição da Série Justiça Pesquisa foi realizada pelo CNJ em 2015. No total até a presente data, foram13 pesquisas, desenvolvidas na “Série Justiça Pesquisa” que, a partir dos dados e conclusões apresentadas, é possível apurar os problemas da prestação de Justiça no dia-a-dia do cidadão. É certo de que o resultado ira revelar números desastrosos para a justiça brasileira.


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

BOLSONARO NÃO FOI DESTRUÍDO
PELO ATENTADO, MAS É ALTAMENTE
FAVORECIDO PELAS CONSEQUENCIAS

HELIO FERNANDES

E elas, estimuladas pelo próprio candidato, e não rebatidas ou
desmentidas pelos indigitados adversários, levam o capitão "por mares
nunca dantes navegados". Seus objetivos iniciais não eram marcantes,
não anunciavam vitoria, não assustavam. Agora tudo mudou. Com o
atentado, os adversários que o metralhavam (principalmente o
ex-governador Alckmin), passaram a elogiá-lo, a prestar solidariedade
quase admiração, a lamentar o que aconteceu, mesmo sem uma analise dos
fatos.

O próprio Alckmin (novamente ele, o mais precário e vulnerável, tido
como favorito) foi para a televisão chorar o episodio e
comunicar: "Estou reunindo minha equipe parra mudar a estratégia, não
posso combater um homem que está no hospital em estado grave". Não sei
qual a reação do ex-governador, (e de Dona Marina, que desceu o
despenhadeiro eleitoral por causa do Bolsonaro) ao saber que Bolsonaro
vai ficar no hospital, até o fim do primeiro turno.

Só tem vantagens "morando" no hospital. Alem dos cuidados médicos, é
totalmente beneficiado pelo exibicionismo diário. Aparece andando com
dificuldade, amparado por um medico e uma enfermeira. E o refrão não é
esquecido: "Seu estado é estável, mas talvez tenha que fazer nova
cirurgia". Sempre o talvez, são médicos famosos mas parecem não saber
de nada.

Ao contrario do próprio Bolsonaro, que conhece muito bem, as vantagens
de não sair do hospital. Não comparece aos debates. (O TSE deveria
verificar se ele não pode participar). Milhões de pessoas que assistem
televisão, varias vezes, diariamente, sofrem com o sofrimento desse
injustiçado presidenciável. por causa desse sentimento. E por isso,
nada surpreendente que mudem de voto. E por enquanto não é VOTO
definido, é INTENÇÃO, que pode se confirmar ou não.

Morando no hospital, não é entrevistado. Perdão. Ontem, ele mesmo
quebrou a regra imposta pessoalmente, para sua tranqüilidade. E
quebrou para desmentir o economista Paulo Guedes, que ele apresentou
ao país, como o “economista que vai dominar e dirigir a economia no meu
governo". E afirmou, numa confissão patética: "SOU COMPLETAMENTE
ANALFABETO NA MATÉRIA".

Num comentário, imediatamente, saí em defesa dele: "Não precisava
SELECIONAR, o senhor é analfabeto em tudo". Não gostou, faltou
compreender que era elogio.

Ontem discordou raivosamente de Paulo Guedes, com quem dizia,
publicamente que tinha "um casamento indissolúvel, sem ameaça de
rompimento ou separação". O economista, que há 15 dias revelei ser
comprometidissimo, mora no Brasil e nos EUA, dono de uma empresa, que
tem como objetivo, se apropriar do governo Bolsonaro.

Paulo Guedes declarou que iria criar um novo TRIBUTO, ele não chama
de imposto.

Bolsonaro leu, e replicou com violência, inusitada e arriscada para um
personagem como ele, que precisa (?) morar no hospital. "Isso é uma
contradição absurda, a bandeira do meu governo, é REDUÇÃO DE
IMPOSTOS".

Paulo Guedes telefonou para se justificar, foi recebido com os piores
palavrões da caserna. E ainda ficou falando sozinho.
RENAN DISINDICIADO
 
Desde 2007, tem contas a ajustar com o STF. Esqueceram dele. No
episodio, o senado foi mais correto. Teve um filho longe de casa, com
Monica Veloso. Disse que não tinha dinheiro, pediu á Mendes Jr., antes
do apogeu das empreiteiras. A empreiteira pagou, agora ficou em
silencio, disse, "não queremos tratar do assunto", confissão maior,
impossível.
 
O STF só lembrou de Renan, agora que ele está disparado na
pesquisa, com a reeleição garantida. Ele ainda tem 14 processos no
Supremo. Em 2007, para não ser cassado e perder o mandato, preferiu
perder a presidência, que reconquistou. Como vai reconquistar
novamente.
 
INTERROMPIDA A VOTAÇÃO PARA ESCOLHA DE UM NOVO 
MEMBRO DA SUPREMA CORTE DOS EUA 
 
O sistema de lá, igual ao daqui. O presidente da Republica indica um
nome, o senado aprova ou desaprova. Só que o comportamento dos
senadores nos dois países é inteiramente diferente. Aqui aprovam no
mesmo dia. Lá investigação profunda sobre o indicado.
 
A primeira mulher (hoje são duas) levou 6 meses para ser aprovada.
O primeiro negro levou mais de 1 ano sendo investigado. Fizeram até um
filme. È respeitadíssimo juiz. No Judiciário americano, ninguém é
ministro.
 
Agora estão investigando o indicado por Trump. Depois de uma semana,
ontem a votação foi suspensa. Motivo: o candidato foi acusado de ter
sido responsabilizado por ASSEDIO SEXUAL.

SUPREMA CORTE DOS EUA (2)
 
Completando e complementando. O indicado para o cargo, não praticou
assedio sexual e sim, AGRESSÃO SEXUAL. A vítima apareceu, procurou o
presidente do senado, querendo depor. Aceita, ontem mudou de idéia,
disse que está sofrendo ameaças de morte. Trump insiste: "Meu candidato
tem que ser aprovado". O Partido Republicano tem maioria, pequena, no
senado.
 
Mas alguns senadores, dizem que votarão CONTRA.
 
HOJE È PRIMAVERA
 
Dia 21, 1,48 da madrugada começou. Faltam 15 dias para o primeiro
turno. Primavera é tempo de paz, principalmente primavera
presidencial.  Abandonem o dicionário do ódio, da raiva, do
ressentimento. Se voltem para uma eleição com
conciliação, convicção. Pensando mais no interesse do país.
 

Parabéns pela primavera, que tantos não merecem.