Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quarta-feira, 3 de maio de 2017

TRÊS MINISTROS CONTRA O SUPREMO

HELIO FERNANDES

A libertação de José Dirceu poderia até ter uma vaga e distante noção de justificativa, se os autores dessa decisão, fossem outros. Gilmar,Toffili, Lewandowski, estavam preparados para declarar guerra aberta á Lava-Jato. Por ações e palavras, já combatiam a ação moralizadora. Os três, unidos e incansáveis, estavam sempre contra a operação de Curitiba

Não foi por acaso, que antes de ser cassado e preso, Eduardo Cunha exaltava seu "prestigio" nessa Segunda Turma, garantindo: "Tenho 2 votos certos, o terceiro  a  caminho. Esse terceiro voto seria de Lewandowski, logo ratificado pela sua esdrúxula e  extravagante decisão, no impeachment de Dilma.

A partir daí nenhuma divergência, incluindo a defesa do indefensável Renan Calheiros no plenário. Perderam por 8 a 3, mas mantiveram o roteiro para o futuro. Nenhuma duvida de que cumpriam, bastava consultar o comportamento passado dos três.

Surpreendente, que jurista com titulo de professor tenho dito a O Globo: "Eu manteria José Dirceu na prisão, mas compreendo a decisão, que foi apertada, 3 a 2"´

A INCOERENCIA DO JURISTA

Libertaria também Daniel Dantas duas vezes? Mesmo o corruptissimo agredindo antecipadamente os Tribunais Superiores? E a liberdade de Eike Batista, e todo o seu passado  de crimes financeiros, na Lava Jato e antes dela ?

Quanto a esse jurista professor, dizer  que o resultado foi "apertado", disparate, desinformação, total audácia de enfrentar a realidade. Ninguém desconhecia como votariam os 3 ministros deliberada e antecipadamente contra a Lava-Jato.

A HISTERIA DOS VOTOS

Gilmar foi até impagável se não se tratasse de uma questão dramática: "Estamos dando uma lição jurídica". Não disse para quem é a lição, mas na certa na linha da libertação (duas vezes), do corrupto, audacioso e arrogante Daniel Dantas.

Depois, Eike Batista, e agora Dirceu. Eduardo Cunha e  Sergio Cabral podem  ficar
esperançosos. Até o dia 31 d e maio, ainda escreverei muito sobre o assunto.

Hoje quero comparar esses 3 ministros , com a fase mais tenebrosa do Supremo, de 1937 a 1945 . Maquiavélico, Vargas implantou a ditadura do "Estado Novo", prendeu centenas, fechou a Câmara e o Senado, deixou o Supremo ABERTO e FUNCIONANDO, ratificando decisões monstruosas.

Como a extradição para a morte de Olga Benario (Prestes). Esse Supremo referendou o CRIME BÁRBARO, por UNANIMIDADE.

O GOLPE NA VENEZUELA
 
Maduro exerce o  poder cada vez mais ditatorialmente. Desde que assumiu, empobrece o pais, 
seu povo em situação de desespero. Inflação acima de 700 por cento, total desabastecimento.  E ele
 cada vez mais implacável , jogando toda a culpa na oposição, prendendo e assassinando mais gente, 
nas manifestações que deveriam ser pacificas.
 
Não respeita nem mesmo Chaves, a quem deve tudo.Se não fosse o líder bolivariano, 
continuaria motorista de caminhão. Agora resolveu convocar uma constituinte indireta, com 
500 membros indicados por ele. Acabando com a Constituição de Chaves, implantada em 1999. 
È um ditador cruel, incompetente, que não respeita ninguém.
 
Palocci-Batochio
 
Tiveram duas reuniões tumultuadas, desde o domingo. O advogado (que já foi de Lula insiste que 
não irá acompanhá-lo no depoimento do dia 5,perante Moro. Motivo alegado publicamente: 
não trabalha para cliente que faz delação. O ex-Ministro quase se humilhou no apelo.
 
Argumento de Batochio: "Voçê foi beneficiado com a liberdade do José Dirceu". Resposta rápida 
de Palocci: "Ele vai voltar logo para Curitiba". Moro já determinou tornozeleira para Dirceu. 
Por enquanto, só isso.
 
PS- Aparece aqui, pela segunda vez no mesmo dia. A primeira pode ser lida antes. À tarde, 
decepção total. Foi julgado pelo Supremo, que recusou seu Habeas Corpus. Esperava ser 
beneficiado pelo efeito Dirceu.
 
PS2- A noite recebeu um recado do advogado. Palocci estará depondo perante Moro, 
mas sem advogado. Batochio reafirmou: "Não defende cliente que faz delação". Considera 
que a delação representa confissão. Faz sentido.

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