Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 22 de maio de 2017

AFINAL QUEM FALA A VERDADE NESTE OCEANO DE MENTIRAS VERDADEIRAS? SEM PODER, SEM FUTURO, TEMER NAVEGA EM “ÁGUAS TURVAS”. SEM LEGISLATIVO, SEM JUDICIÁRIO, O QUE SERÁ DO PAÍS NOS PRÓXIMOS MESES E NOS PRÓXIMOS ANOS? CONVERSA DE BANQUEIROS: “O BRASIL JÁ PERDEU 60% DOS INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS...

ROBERTO MONTEIRO PINHO

Logo após a bombástica notícia de que Temer comprava a preço de ouro o silêncio do ex-deputado e ex-presidente da Câmara, preso em Curitiba, Eduardo Cunha o presidente Michel Temer anunciou que renunciaria. Em seguida, de forma “definitiva” voltava atrás de sua anunciada decisão. Segundo se especulou, o presidente estava pronto para a renúncia quando foi demovido da ideia.

A OAB aprovou o pedido de impeachment de Temer.  O Ministro Edson Fachin autorizou abertura de inquérito para investigar Temer. As duas informações sinalizam de que Temer aparentemente está praticamente fora do poder. Se não pouco ainda temos a cassação da chapa Dilma – Temer, por improbidade. O processo está na Pauta do TSE.

O efeito do episódio não ganhou a dimensão esperada. Em meio à atônica notícia, uma tentativa de mobilização social, não conseguiu levar as ruas milhões de pessoas, alguns focos de manifestantes espalhados nas capitais do país, sinalizava, pelo impeachment JÁ. Pelas Diretas JÁ!

Bloguistas e ativistas nas redes sociais, faziam o mesmo. O país pensou exatamente na mesma direção.

Mais fácil seria a RENÚNCIA, mas por que facilitar a vida da nação, já que esses atores do legislativo federal já não o fazem em situação de menor importância, agora que seus poderes e prerrogativas parlamentar estão em jogo, o fariam?

Saindo Temer, o que acontece? Há um imbróglio jurídico-eleitoral a ser superado. A Constituição Federal sinaliza uma lei que regulamente o processo eleitoral indireto, e no meu entender (coincidente com o de renomados juristas) esse diploma não foi editado, e neste ponto não cabe intervenção do Judiciário. 

Lula, Dilma, Temer, Aécio e Cia já são sem a menor dúvida personas non gratia ao povo brasileiro. Daqui 100 anos, um Brasil perplexo, ouvira a sua história de corrupção e conluios, tudo diante de uma Corte Superior inerte, partidarizada e covarde.

O país mergulhou num oceano de mentiras, e verdades mentirosas?

Mas o foco de hoje é esse: Na delação o executivo da JBS Joesley Batista afirma que fizeram pagamentos de propina de US$ 50 milhões depositados em uma conta no exterior para Luiz Inácio Lula da Silva e de cerca de US$ 30 milhões em outra conta em benefício de Dilma Rousseff, por intermédio de Guido Mantega em razão de esquema criminoso do BNDES e em fundos de pensão (Petros e Funcef) para beneficiar JBS. O saldo das contas somavam US$ 150 milhões 2014.

No epicentro dessa ruidosa corrupção, o majestoso e benevolente com os ricos e articulados, o BNDES, tudo numa parceria criminosa que incluiu Vitor Garcia Sandri (Vic para os íntimos) que foi apresentado a JBS, em meados de 2004, por intermédio do advogado Gonçalo Sá, como sendo o amigo íntimo de Guido Mantega, então Ministro do Planejamento. Vic ofereceu-se para conseguir para JBS facilidades com Guido Mantega, cobrando 50 mil mensais para tanto e afirmando que o dinheiro seria dividido com o Ministro.(gravação da PF).

Já na Presidência do BNDES, Guido Mantega,  Joesley Batista utilizou os empréstimos de Vic para conseguir, no início de 2005, tendo como finalidade apresentar o plano de expansão da JBS, a fim de iniciar o processo de convencimento do BNDES a apoiar esse plano.
Depois da reunião, a JBS apresentou ao BNDES, em junho e agosto de 2005, duas cartas-consulta que, juntas, pleiteavam financiamento no valor de 80 milhões de dólares para suportar o plano de expansão daquele ano. Vic solicitou, para si e para Guido Mantega, e Joesley prometeu pagamento de 4% do valor do financiamento, em troca de facilidades com Guido Mantega, inclusive a marcação de reuniões e a aprovação da operação financeira.
A primeira carta-consulta ficou disponível em agosto de 2005, e o relativo à segunda, dias depois da respectiva apresentação. Joesley pagou, então, a vantagem prometida a Vic por meio de conta deoffshore controlada por Joesley em conta no exterior indicada por Vic.
Mesmo depois de 2006, quando Guido Mantega se tornou Ministro da Fazenda, foram fechados os seguintes negócios entre a JBS e o BNDES com intermediação de Vic. O Brasil naufragava nas águas turvas coalhada pela corrupção, de um dos mais importantes asseclas de Lula e todo sistema de desvio de dinheiro público, jamais ocorrido no país.
Vic que na é “vaporub”, oxigenou o esquema que escoou bilhões para a JBS. Guido que não “manteiga”, fez a hostes da casa. Tudo confuso, porém uma verdade: Houve corrupção ativa e passiva, e os personagens, são os mesmo de sempre, desde o inicio desse viciado ciclo de poder, deste Fernando Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer.

Conversa entre banqueiros: “O Brasil já perdeu 60% dos investimentos estrangeiros”.

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