Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

domingo, 6 de novembro de 2016

"Volta, FHC"

HELIO FERNANDES

A ideia de Chico Graziano, amigo e participante do governo do ex-presidente, é inovadora, saneadora, salvadora, não pode ser abandonada ou desperdiçada. Antes, Graziano consultou o próprio. Não queria ser acusado de aventureiro, ou de surgir com uma ideia, que o colocaria no centro dos acontecimentos.

Volta, FHC

O ex-presidente foi comunicado e consultado. No seu estilo dúbio, reticente e itinerante, respondeu da forma como Graziano esperava: "Não tenho nada com isso. Não participo, não atrapalho nem me intrometo nos teus projetos". O antigo auxiliar conhecia bem o ex-presidente,  que era"sinal verde".

Volta, FHC

Escreveu então o artigo, levantando e exibindo todos os pontos que justificavam seu entusiasmo pelo que reduzira apenas em duas palavras. Pensando unicamente no país, constatou que voltando ao governo, FHC iria completar o "retrocesso de 80 anos em 8". Cujo patamar de fracasso estamos vivendo, mas ele conseguiria submergir ainda mais.

Volta, FHC

A reentrada do ex- não se daria em 2018, como muitos apregoaram, e logo agora, em 2017. Cassada a chapa Dilma-Temer, apesar dos esforços de Gilmar Mendes para salvar o presidente indireto, haveria novo presidente, eleito pelo Congresso. Indicado FHC, surgiria à aclamação em vez de eleição. 2018 ficaria para a reeleição, não se pode falar em FHC presidente, sem reeleição. A primeira foi comprada e paga por empresários. A de agora, imposição.

Volta,  FHC

Do ponto de vista eleitoral, satisfação total. A começar pelo PSDB. Com 3 candidatos conflitantes, passaria a um outro, o quarto na legenda. Os outros 3 se retirariam, orgulhosos da união e da pacificação. Que seria imediatamente apoiada pelo PMDB, que não choraria pela cassação de Temer. E os outros, numericamente menores, logo chegariam. Até mesmo o PT, em reestruturação. 

Volta, FHC

Trataria de completar a tragédia que iniciou e não pôde completar. Recriaria a Comissão de Desestatização, que enriqueceu tanta gente, e empobreceu o país. Levaria os juros novamente a 40 por cento, que elevou a divida publica a alturas jamais imaginadas. Doaria a estrangeiros o que sobrou, e que o antigo auxiliar chama de "vasta experiência".

Volta, FHC

Mas como os políticos e a comunidade estão empolgados, tem todo o direito de fazer esta exigência: "Volto, mas para não sair nunca mais". Será a felicidade indestrutível do país. Naturalmente até que um dia, na distancia dos tempos, todos serão chamados para a eternidade. Não pense então no mausoléu da Academia, você viverá no coração de cada brasileiro. Que já serão pelo menos 300 milhões.

VOLTA, FHC. No mínimo para sempre.

Linha sucessória no Supremo. Constrangimento.

Esperado com ansiedade, o julgamento foi uma decepção. A comunidade acreditava que era tão obvio, que réu não poderia participar da substituição, mesmo eventual, do presidente da Republica, que a decisão do mais alto tribunal do país, seria essa. E na verdade, o Supremo confirmou a esperança.

Só não pôde divulgar oficialmente o resultado, por motivos inexplicáveis. O placar está em 6 a 0, e falta a presidente Carmem Lucia, que vota por ultimo. E como a questão envolve os problemas que se sabe, ela levará a conta para7 a 0, sem nenhuma duvida.

Estranho e incompreensível

Os Ministros Gilmar Mendes e Lewandowski, não compareceram nem justificaram as ausências. Moram em Brasília, trabalham em Brasília, ganham o mais alto salário do país e não vão trabalhar no dia de em que na pauta está um assunto de super importância. 

O Ministro Toffoli, sem o menor constrangimento, pede vista quando a questão já está resolvida. O decano Celso de Mello, não respeitou o pedido, e votou assim mesmo. Foi um voto de desconfiança a Toffoli, que atendeu a pressão de Temer e Renan. Se Toffoli não devolver o processo imediatamente, será um escândalo nacional. E caso para ser analisado pelo Conselho Nacional de Justiça. (CNJ). Esse órgão foi criado para isso, Adiantamento, segunda.

Cunha: "aprisionado" na prisão

Pediu ao Supremo, a libertação e o arquivamento das ações contra ele. Todos consideraram absurdo, seus advogados tentaram convencê-lo, que não seria considerado, os recursos, negados. Insistiu. Na sexta feira, Teori Zavascki manteve a prisão e negou o arquivamento das ações.

Agora espera a convocação das 22 testemunhas que apresentou em sua defesa.  Tudo protelatório ou tentativa de criar problemas. Como por exemplo, o presidente indireto, preocupadíssimo. Mas nenhum dos 22 irá aplainar o caminho para a libertação do ex-presidente da Câmara. Ficará longo tempo sem liberdade.

Outro que terá o mesmo destino de Cunha, é o ex-ministro Palocci. Ainda neste 2016, deverá receber uma condenação entre 19 e 23 anos. Se for salvo pelo recesso judiciário, não escapa do inicio de 2017. A primeira condenação.´

Entre os que são incluídos numa lista, "todo o tempo que ficou em liberdade já é lucro", está Eike Batista. Agora, inacreditavelmente, "testemunha voluntaria "da Lava-Jato. Artes e subterfúgios do seu famoso advogado. Tido e havido como grande criminalista. O que é realmente. Mas ainda maior estrategista.

Hillary, felizmente

Depois da Independência e da Republica. E da solida Constituição (1787-1788), promulgada pelos "pais fundadores", ninguém admitia a decepcionante opção imposta agora ao povo americano. Amanhã, terça feira, (podendo beirar a madrugada de quarta), a maior potencia do mundo, estará elegendo a primeira mulher para presidi-la.

Por contratempos, contrariedades e contradições, Trump chegou a ser considerado, apesar de repudiado. A "desgraça" Trump, (royalties para o general, ex-secretario de estado Colin Powell, Republicano), em determinados momentos, chegou a ser aplaudido por alguns setores. Apesar de ter sido destroçado nos três debates.

A participação do chefe do FBI, inacreditável e incompreensível, chegou a ser surpreendente. E a levar muitos a considerarem Trump vencedor. Mas restabelecido o bom senso e a boa analise, o resultado que será confirmado e consolidado amanhã. Hillary vitoriosa no colégio eleitoral e no voto popular. E não apenas os EUA, mas o mundo, livres da catástrofe Trump.

PS- Fim de semana excelente, para o tenista escocês, Andy Murray. No sábado passou a ser o numero 1 do mundo, superando o sérvio Djokovic. No domingo ganhou o Master Mil de Paris, pela primeira vez.

PS2- Com isso colocou mais mil pontos na frente de Djokovic. E aumentou sua geografia bancaria, em mais 1 milhão de dólares, equivalente a 3 milhões e 300 mil reais. Mas não foi fácil.

PS3- Conseguiu isso aos 29 anos. Nos últimos 8, só 3 tenistas estiveram na liderança. Federer, Nadal e Dokovic. Jornais e TVs, disseram que o tenista mais velho a ser líder, foi Newcomb, com 30 anos. Erraram por pouco.

PS4 - Quem liderou o ranking com mais idade, foi o americano Artur Ash, com 31 anos. Foi também o primeiro negro a chegar a essa condição. Morreu aos 37, do chamado enfarte fulminante. A quadra central de Nova Iorque, tem o seu nome, homenagem mais do que merecida.


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