Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

ESPECIAL: EUA – TRUMP VENCE ELEIÇÃO

Hoje, quarta-feira, ás 6,29 da manhã, o mundo era algemado pelo "trumpismo"

HELIO FERNANDES

Ninguém esperava,previa, admitia, a vitoria do terror, anunciado na campanha, pelo próprio candidato. À meia noite e 1 minuto, quando começava essa madrugada tenebrosa, a Associeted Press, revelava: "4 estados terminaram a apuração. 3 vitorias para Trunp, uma para Hillary". Continuou abastecendo as televisões do mundo inteiro, num trabalho jornalístico admirável.

Às duas da manhã, ninguém percebeu que o mundo estava sendo destroçado aprisionado, aterrorizado pelo candidato que prometia combater o terrorismo. Não dormi um minuto a noite toda. Sozinho diante da televisão. Até o momento em que a agencia comunicou que Trump ultrapassara os 270 votos do Colégio Eleitoral, era o sucessor de Obama.

Por volta das 2 e meia da madrugada, já convencido da catástrofe, apenas anunciada, fui para o computador verificar o que havia escrito á tarde para sair hoje, quarta feira. Sabia  o que tinha escrito, a respeito da vitoria de Hillary, no voto popular e no colégio .

Podia ter apagado tudo, mudado o SIM da vitoria para o NÃO, depois dele ser derrotado. Já não tinha mais duvida. Estava convencido que não haveria reviravolta.

Fiquei envergonhada, só com a ideia de mudar o que fora ultrapassado. Que eu escrevera com total convicção

O Partido Republicano tenta assumir a vitoria

Por volta das 5 da madrugada, os principais líderes Republicanos, reunidos apressadamente, decidiram que "precisavam estabilizar o candidato, e ajudá-lo a governar".

Textual. Tendo recebido inesperadamente a presidência da Republica. E ampliado a vitoria na Câmara e no Senado, se convenceram, "que não podiam jogar tudo fora". Mas precisavam ter cuidado, quase não tinham relacionamento com ele. Até mesmo mais hostilidade.

O mundo inteiro, que havia repudiado Trump o tempo todo, agora vai sofrer pela incerteza, até á posse, em 20 de janeiro. Mais de 2 meses de expectativa, até que ele comece a anunciar os nomes do seu governo.

O pessimismo é total e inalterável. Trump tem tudo para levar o mundo pelo caminho da tragédia, do insensato, do irrecuperável.


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