Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ANÁLISE & POLÍTICA
ROBERTO MONTEIRO PINHO


Crivella um prefeito diplomata por excelência

As pessoas mais próximas do prefeito eleito pelo Rio de Janeiro, Marcello Crivella, afirmam que o bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, é um diplomata por excelência. Descendente de imigrantes italianos e de migrantes nordestinos após ter seu ministério aprovado, chegando a Bispo na sua Congregação. Trabalhou por dez anos como missionário em países da África. É Engenheiro Civil, e inspirado no aprendizado quando esteve em Israel, desenvolveu um vitorioso projeto de terras produtivas na cidade de Irecê na Bahia. É cantor gospel e pelo sucesso do titulo “O Mensageiro da Solidariedade” (vendeu 1 milhão de cópias) foi laureado com o “Disco Diamante”.

Na política

Marcelo Crivella nas eleições de 2002 foi eleito senador da República para um mandato no período 2003-2011. Disputou e perdeu, o governo do Rio de Janeiro em 2006 e 2014 e prefeitura da capital em 2004, 2006 e agora em 2016 conquistando o cargo. Em 2005 deixou o Partido Liberal e fundou o Partido Republicano Brasileiro (PRB). O seu maior revés foi na disputa pela prefeitura em 2008, quando ficou no terceiro lugar. Três anos depois se reelegeu senador, para um mandato que termina em 2019. Foi ministro da Pesca no governo Dilma, mas deixou a pasta em 2014 “para fugir dos respingos” quando pressentiu o desastre da sigla petista.

Freixo sem pegada

No comício da Cinelândia Marcelo Freixo, derrotado fez seu pronunciamento, alguns medalhões do PSOL não queriam que a agremiação fosse exposta. Seu discurso destilou um fundo de frustração, demonstrando que tinha a convicção que se elegeria. De toda forma foi derrotado por um candidato com um dos melhores históricos político e socialista do país. Portanto nada a reclamar. Para muitos faltou para Freixo no segundo turno: “pegada”.

Em 2018 o partido fará alianças?

O candidato do PSOL teria que ter ido mais alem do que martelar que preside a “CPI das Milícias”. Nem mesmo o filme “Tropa de Elite 2”, personificado pelo ator Felipe Farias, o credenciou a ser o mais votado. Por outro lado sua assessoria falhou grosseiramente quando concentrou seu foco em acusações. Muitas inócuas, inoportunas e até rançosa. Tido como sectário, o candidato sucumbiu por si mesmo. Uma ala minoritária, já pensa em lançar um candidato a governador em 2018. Este terá quer ser aglutinador e aberto ao diálogo. Querem quebrar o trauma da perda em majoritárias, abrindo o partido para alianças, com isso ir mais alem dos votos de “estudantes”, pilotado por professores nas universidades.

Legenda é a sombra do PT de 80...

Analisando o comportamento das urnas no mundo inteiro, a maioria dos eleitores tende a votar em candidatos mais moderados, tanto à esquerda quanto à direita.

Refúgio e clone do PT de 80, leia-se uma alternativa de esquerda ao PT, o PSOL não tem o “sapo barbudo”, que Brizola estigmatizou em Lula da Silva, mas tem guetos ruidosos, que rosnam a tudo e a todos, tipo aquele PT avesso ao diálogo, mas que aceitou à mudança para a moderação que permitindo a eleição de Lula."

O PT. O efeito Dilma e eleição que foi uma lastima...
Em 83 capitais e grandes cidade o histórico Partido dos Trabalhadores (PT), fundado e emoldurado por Luiz Inácio Lula da Silva, ficou com apenas 1 cidade – Rio Branco, no Acre. No total, o PT foi de 638 prefeitos eleitos em 2012 para 254 neste ano - de 11,2 milhões de eleitores sob sua gestão nas cidades, a apenas 1,6 milhão. No final de tudo, o efeito Dilma, acabou por fulminar as bases do partido.
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O PSDB se consagra

 

O segundo turno consagrou a legenda de FHC repetindo a performance da primeira eleição. O PSDB emergindo como a principal força nas urnas. Os tucanos administravam 18 cidades do G-83, o grupo das capitais e cidades com mais de 200 mil eleitores, e passarão em 2017 a ter o comando de 28. O PSDB venceu 14 dos 18 segundos turnos que disputou. Será ainda a sigla a administrar o maior número de eleitores nas cidades (13 milhões) e a maior quantidade de capitais: 7.

O PMDB resiste...

O PMDB, partido do presidente Michel Temer, manteve a liderança no total de prefeituras (1.021 em 2012 e 1.038 em 2016), mas administrará menos eleitores (9,5 milhões para 8,1 milhões). O maior partido do país melhorou seu desempenho no grupo do G-83: 10 para 14 cidades, e conquistou quatro capitais (tinha duas): Boa Vista, Goiânia, Florianópolis e Cuiabá. Das 15 cidades em que a legenda estava nas urnas no segundo turno, venceu em nove.


Eleitor responde com abstenções, brancos e inválidos


Agora os analistas políticos vão debruçar sob os altos índices de votos brancos, nulos e abstenções. Ao todo, 25,8 milhões de eleitores compareceram às urnas neste domingo, entre 32,9 milhões aptos a votar. Não votaram, portanto, cerca de 7 milhões de pessoas - índice de abstenção de 21,5%. No Rio de Janeiro, a abstenção chegou a 26,8% (1,3 milhão de pessoas) e houve 569,4 mil votos nulos. A desconfiança, a onda de escândalos envolvendo a classe política, e a insegurança jurídica, vista na mais alta Corte do país o STF, é o mais forte ingrediente para a reação popular.

 Lula não saiu de casa

A turma do Instituto Lula informou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não votou no segundo turno das eleições municipais. Será a primeira vez que o petista não comparecerá às urnas. A pesar de justificar ter mais de 70 anos de idade. 

O fraco desempenho do PT nas eleições, em especial em São Bernardo do Campo, cidade da Grande São Paulo, sequer reelegeu o filho vereador, justamente onde o petista reside e começou sua carreira política. Tarcisio Secoli, apoiado por Lula, ficou em terceiro lugar na disputa para prefeito no primeiro turno, realizado no último dia 2. Ele teve 84.768 votos, o equivalente a 22,57% do total.  A cidade é governada desde 2008 pelo petista Luiz Marinho, que é afiliado político de Lula e foi ministro da Previdência Social e do Trabalho.
Afinal porque os políticos insistem num segundo turno eleitoral?
Gastos são astronômicos
Para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o custo das eleições municipais de 2016 foi de R$ 650 milhões (em 2012 foi R$ 483 milhões) ao todo o país desembolsou R$ 1,1 bilhão para realizar as eleições, onde votaram analfabetos, menores de 18 anos e presidiários. No entanto há controvercias, estimadas de que foram gastos R$ 3 bilhões. Números oficiosos apontam o dobro do divulgado, e levando em conta os gastos de campanha, o país joga ao relento do “vocês não nos representam”, bilhões de reais.

Eleição com custo zero...

Guardo aqui o bom exemplo do meu filho quando se candidatou a prefeito na primeira serie do seu colégio. Ele não gastou um centavo. Urnas de papelão, cédulas Xerox (devidamente rubricadas pelos mesários). Tudo pelo bom direito do voto, inclusive fiscais de quatro candidaturas. Todo material doado pelos pais e amigos. Custo zero. Detalhe: ele se elegeu. Precisamos aprender com esses garotos, (pensei). Mas não é isso que ocorre, a cada eleição o custo aumenta.

Dia 9 de novembro é o dia “D” da terceirização no STF

A polêmica questão da terceirização será julgada pelo STF no dia 9 de novembro. O caso a ser analisado é o Recurso Extraordinário 958.252, que teve a repercussão geral decretada no ARE 713/13.211 e é relatado pelo ministro Luiz Fux. Para quem não sabe a Terceirização não tem legislação específica no Brasil. O próprio presidente do TST, ministro Ives Grandra Martins Filho, defende a regulamentação da terceirização. “Não adianta ficar com briga ideológica de que não pode terceirizar na atividade-fim, só meio. Não existe mais a empresa vertical, em que você tem do diretor ao porteiro, todo mundo faz parte do quadro da empresa. Hoje, você funciona com cadeia produtiva. A gente precisa urgentemente de um marco regulatório, disse a um jornalão.

Greve dos servidores é ilegal

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no dia 27 de outubro, por 6 votos a 4, que o poder público deve cortar os salários de servidores em greve. A sentença tem repercussão geral e obriga todos os tribunais do país a adotarem o entendimento da corte sobre esse tema. A maioria dos ministros acompanhou o entendimento do relator, Dias Toffoli. Para ele, não deve haver descontos somente nos casos em que a paralisação for motivada por quebra do acordo de trabalho por parte do empregador, com atraso de pagamento dos salários, por exemplo.
Justiça do Trabalho ainda na “berlinda”
As declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes de que o Tribunal Superior do Trabalho “desfavorece as empresas em suas decisões” e que há um aparelhamento da Justiça do Trabalho por “segmentos do modelo sindical" não foram bem recebidas na corte trabalhista. Na sexta-feira (28/10), 18 dos 27 ministros do TST encaminharam ofício à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, manifestam “desconforto profissional e pessoal” sobre o episódio. Para os ministros, as declarações de Gilmar são injustas e “decerto fruto de desinformação” ou “má informação”.
O documento do desespero

Os ministros também repudiam as conotações de parcialidade em desfavor do capital que Gilmar Mendes atribuiu aos TST. O ofício diz ainda que o teor das declarações não eleva e em nada modifica as instituições, desprestigiando e enfraquecendo o Poder Judiciário e cada um de seus juízes. “O limite da autoridade, máxime judiciária, em qualquer nível, repousa na lei e na razão. O respeito, a tolerância e o juízo devem pautar as relações entre as instituições e as pessoas em uma sociedade civilizada, até por uma imposição da inteligência”, ressaltam no documento.

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