Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Imprescindível reduzir os partidos. A baixaria de Galvão Bueno contra a seleção de futebol

HELIO FERNANDES

Impossível mantê-los. Já são quase 40 e em andamento para se transformar em realidade, outros 30. Nada de voto Distrital, Distrital Misto, Lista Fechada. Essa masturbação dita partidária, leva á promiscuidade eleitoral, sem nenhuma possibilidade de governo.

O sistema político, presidencialista pluripartidário, só pode ser operado com o máximo de 5 ou 6 partidos. È facílimo reduzi-los. Basta estabelecer o que já existiu, chamado de clausula de barreira. Limitava o registro e permanência, a 12 partidos, é muito. Os partidos devem ter no mínimo 5 por cento do numero de deputados, os exagerados 513.

Com a exigência de 5 por cento dos eleitores, cada partido com o mínimo de 25 parlamentares poderia compor um Congresso efetivo e dentro de uma realidade positiva. Até admitamos, teriam ideologia, representatividade, fariam parte de uma comunidade realmente existente. Com 30 ou 40 partidos, como hoje, e tendência visível de aumentar, nenhum compromisso com a coletividade. 

Mas como as modificações têm que ser feitas pelo Congresso, podem garantir que tudo continuará como está. Sem governabilidade. E não podem esquecer de acabar com o Fundo Partidário, que custa ao contribuinte, mais de 1 bilhão por ano. E no mesmo roteiro, esclarecer porque o horário eleitoral de radio e televisão é chamado de GRATUITO.

Apesar de ser pago pelo cidadão. O Ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, já disse publicamente: "O dinheiro do fundo partidário, serve para comprar até aviões e helicópteros". E fazer diversas negociatas. Não pode continuar existindo.

Olimpíada maravilhosa, menos tecnicamente

Estádios belíssimos. Publico entusiasmado Pesquisas "indicavam" que seria um insucesso. Exatamente o contrario. Vários jogos terminando a uma da madrugada, com as arenas lotadas. Decepção, apenas do ponto de vista dos resultados. Falavam que o "Brasil poderia obter 12 ou 14 ouros". Respondia: "Não consigo chegar a 6". E no momento, estamos com 3, inesperados, mas rigorosamente heróicos. Podemos ganhar outro no vôlei de praia, no vôlei masculino de quadra. No futebol masculino. E acabamos de ganhar o quarto, na vela, com Martine Grael e Khaena Kunze. Essa família Grael é deslumbrante.

O futebol feminino, admiração total do publico, perdeu nos pênaltis, provocando lamento geral. A seleção de futebol masculino, disputa amanhã a final, podendo, sem exagero, ganhar o primeiro ouro Olímpico. Começou mal, com dois empates de zero a zero. O locutor Galvão Bueno,armou um programa ofensivo, meia hora agredindo verbalmente os jogadores, chamando-os no mínimo de covardes.

Contestei imediatamente, dizendo: nada está perdido, não foram eliminados, podem se recuperar. E como o Brasil jamais ganhou o ouro Olímpico, em dezenas de anos, perguntei: por que esta seleção é insultada desprimorosamente? Se ficar com a prata, o locutor deve pedir desculpas ao vivo. Ganhando o ouro, o locutor deve pedir perdão, ajoelhado, e dizendo que esse ouro, é sagrado e sacramentado.

Tecnicamente, a grande decepção foi a China. Especialistas e grandes jornais e televisões esportivos do mundo, não hesitavam: "A China disputará a maioria do ouro com os EUA, até o fim". Está em terceiro, atrás da Grã-Bretanha. No total de medalhas, aparecia como vencedora. Mas vem brigando com a mesma Grã-Bretanha, pelo segundo e terceiro lugar.

Pedro Paulo pode ser candidato mas não ganhará

Já não era favorito, apesar de ser indicado e apoiado pelo prefeito Eduardo Paes. Depois de agredir a mulher, covardemente, admitia-se que nem seria candidato. Mas o Ministro Luiz Fux, também do Rio, não considerou grave, "mandou arquivar o processo". Só que Pedro Paulo não vencerá. As mulheres, lógico, não votarão nele. E os homens de caráter, terão outro candidato.

Dona Dilma vai depor no Senado

È um direito dela, estava hesitando. Mas depois do fracasso da carta anônima, decidiu ir. Dia 29. O problema: como os senadores se dirigirão a ela? Deverão chamá-la obrigatoriamente de Senhora. Acrescentando, ex-presidente, errado. Ou
presidente, também não é. A única forma correta, terá que ser, Senhora Presidente Afastada. Mas os 81 senadores poderão fazer quantas perguntas entenderem. Então será cansativo e estranho, essas três palavras repetidas durante horas e horas.

A propósito: outra divergência, sem sentido, é a identificação, Presidente ou PresidentA. Quando dona Dilma foi à primeira mulher a se eleger, e exigiu ser chamada com o A final, expliquei: "As duas formas são corretas. O errado é a exigência de uma forma, obrigatória". A gora Carmem Lucia eleita para presidir o Supremo. Lewandowski perguntou como queria ser tratada. Resposta: "Estudei muito o idioma, prefiro presidentE". O craquissimo professor Pasquale Cipro neto, utilizando um "data venia", ironizou a sua afirmação. Não discordou, ele sabe disso melhor do que quase todos.


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