Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

terça-feira, 30 de agosto de 2016

ESPECIAL IMPEACHMENT NO SENADO:

O final do holocausto político e individual. Faltam as conseqüências. Dilma só reverteu 1 voto

HELIO FERNANDES

O segundo dia do impeachment, planejado, premeditado e executado por Cunha e Michel Temer, começou ás 10,30. Ao contrario de ontem, quando teve inicio ás 9. Vai haver exibição de advogados de defesa e acusação. Como havia pouca assistência de publico e de participação de senadores, resolveram que a primeira oradora seria a jurista-judoca, Janaina Pascoal. Mais contida e menos espalhafatosa, foi repetindo pedaços de discursos, já pronunciados.

A isenção da doutora Janaina, se manifestava assim: "A presidente mentiu deliberadamente", ela "praticou estelionato eleitoral", sabia que "estava burlando a lei, enganando o eleitor". O "líder "Cássio Cunha Lima e o jovem presidenciável Aécio Neves, na primeira fila, queriam aplaudir. Como é proibido, riam e balançavam a cabeça, de forma afirmativa.

Dona Janaina continuava, cumpria o papel destinado a ela. E que proporcionava o abandono do incomodo ostracismo. Não ligava para o ridículo e as afirmações sem provas. Os que garantiram essa tribuna para que ela dissesse o que bem entendesse, vibravam. E consideravam que o retorno do investimento verbal, fora
bastante proveitoso. Ela falou exatamente por 1 hora.

 Aí, surpreendentemente, o senador Aloizio Nunes Ferreira, quebrou o roteiro. Chamou os adversários de "sequazes", foi replicado. O presidente Lewandowski teve que suspender a sessão. Nunes Ferreira, que sempre foi contra Temer, mudou rapidamente de posição. Para ganhar o cargo de líder, nada melhor do que arruaça. Na véspera não quis defender Temer. Agora para prestar serviço, arruaça e palavras insultuosas.

Lewandowski restabeleceu a calma, reabriu os trabalhos. Com outro advogado de acusação. Miguel Reale Junior, cumprindo seu papel, de "abnegado" defensor de interesses, que ele mesmo diz, "são abandonados". Não entusiasmou ninguém. Acertadamente, não desperdiçou mais de 17 minutos.

Foi sucedido pelo jovem presidenciável Aécio Neves, que usou o microfone por 5 minutos. Ninguém entendeu. Com 5 minutos, nem Carlos Lacerda transmitiria alguma coisa. Apesar de ser identificado por mim, como "o tribuno da imprensa". Ao meio dia em ponto, começou a falar José Eduardo Cardoso. Aí o plenário ficou lotado.

Todos reconhecem: é a grande revelação desse impeachment, desde os tempos da Câmara. Vem combatendo a partir dos os tempos que se encerraram no tenebroso domingo de 17 de abril. Quando Eduardo Cunha consolidou, pelo voto, a traição de Michel Temer. O advogado de defesa, não ganhará nada, a não ser o reconhecimento do brilhantismo. Vitoria? Não está no roteiro, escrito antecipadamente pelos vencedores.

O mesmo aconteceu com Dona Dilma. Tirou ou retirou forças, não se sabe de onde. Assombrou adversários e correligionários. Fugiu do usual ou habitual, se destacou. Mas não reverteu 1 voto. (Um senador, amigo e informante de sempre, me disse: "Helio não publique o nome, mas ela ganhou 1 voto. O meu"). Elogiada discreta ou exageradamente, mas está fora do jogo.

No Jaburu acompanham tudo com impaciência. Até assustados com a possível mudança no resultado. São tolos, dispersos, incompetentes. Para impedir o impeachment os partidários de Dona Dilma, precisam conquistar 8 senadores. Nenhuma possibilidade em 1 milhão, como venho dizendo com insistência.

Uma única duvida, que vem sendo discutida e debatida nos bastidores. Outra coisa, dominando o lado da presidente afastada: o fim de tudo, com a votação final. O presidente Lewandowski, fez cálculos e informou: "A votação acontecerá na madrugada de terça para quarta".

Os "dilmistas" e até jornalistas, tentam transferir para a manhã de quarta. Os "dilmistas" querem tempo, que já acabou ha muito tempo. Os jornalistas querem publico, sem ele não existem.

PS- De qualquer maneira, poucas duvidas. Também gostaríamos que não acabasse de madrugada.


PS2- Haja o que houver, continuaremos.

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