Titular: Helio Fernandes Editoria: Roberto Monteiro Pinho

domingo, 14 de abril de 2019

PESQUISA DO BC SOBRE BANCOS

HELIO FERNANDES

Conclusão: "Os lucros desses órgãos, agora em 2019, foram os maiores
desde 2012". 7 anos fabricando lucros, crises, desemprego. E acumulando
fortunas  cada vez maiores. Com taxações cada vez menores. Quando
falam "em aumentar impostos sobre os mais ricos, os primeiros a se
insurgirem são os banqueiros, com um poder de fogo muito grande".

A Constituição de 1891 proibia a reeleição, exigência de Rui Barbosa,
autor do ante projeto. FHC não se conformou em ficar presidente, só 4
anos. Comprou mais 4, pagos pelos banqueiros, altamente
recompensados. Esses banqueiros chegam a cobrar mais de 300% de juros,
diante da omissão do BC.

O economista nomeado ministro da Educação, foi implacavelmente
farsante, ao proclamar: "No Brasil os bancos são controlados pelos
COMUNISTAS".

Continua ministro e em liberdade. E afirmando: "Não sou radical"
 
EXATAMENTE HÁ 30 ANOS, SE DISCUTE E SE DEBATE 
A AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL
 
Desde a primeira eleição direta, a partir da chamada
redemocratização, (1989) o  assunto não sai das manchetes. Como o
presidente e os diretores, (membros do Conselho Diretor)  terão ou teriam
mandatos fixos e invioláveis  de 4 anos, prevalece um antigo conceito:
presidentes da Republica não gostam de nomear alguém que não 
possa ser demitido.
 
O presidente do BC tem muitos poderes, incluindo o de controlar os
juros. Isso contraria os poderosos e insaciáveis banqueiros. Agora
introduziram modificação, acreditam, facilitará  a autonomia do BC. 
 
As nomeações paras o BC, seriam feitas na metade do mandato 
presidencial, ele governaria o país nos 2 últimos anos do mandato, 
com o BC hostil ou muito independente.
 
Essa concessão ou restrição dos próprios poderes prova a razão do
debate estar completando 30 anos.
 
O GRANDE ADVERSÁRIO DA REFORMA PREVIDENCIARIA, 
SE CHAMA  JAIR BOLSONARO E É PRESIDENTE DA REPÚBLICA
 
A cada dia diz uma coisa sobre o assunto. Tomou posse apregoando: "A
grande prioridade do meu governo é a reforma da Previdência". Foi
mudando de posição, hostilizando Guedes e Maia, os grandes guerreiros
da reforma. Até que anteontem, foi claríssimo, sem precisar de
interpretação: "Não gostaria de fazer a reforma da Previdência, mas é
necessária".
 
Antes, contrariava os parceiros e aliados, estimulava a oposição: "Acho
que até o final deste 2019, a reforma  estará aprovada". Vejamos a
reação dos aliados.Paulo Guedes, de Washington: "È de coração?
Bolsonaro está apaixonado pela reforma? Claro que não. Mas ele tem
qualidades".
 
Rodrigo Maia: "A agenda do presidente, nunca foi a liberal, sempre foi a
conservadora. Em janeiro ele fez uma aliança com o Guedes, acredito que
esteja ocorrendo". Então por que Maia abandonou a coordenação?
 
O geral Mourão, vice eleito, não quis ficar de fora, desta vez apelou
para o disparate: "A Nova Previdência traz benefícios sociais e
igualdade, alem de economizar 1 TRILHÃO e acabar com privilégios". Se
comprometeu a toa, é o primeiro que acredita na economia de 1 TRILHÃO.
Podia ter combatido a aposentadoria de 28 mil (alem dos penduricalhos)
para parlamentares.
 
Desperdiçou muitos pontos, que havia acumulado.
 
BOLSONARO FEZ INTERVENÇÃO INDEVIDA 
E IMPRUDENTE NA PETROBRAS
 
A empresa determinou o aumento do diesel, nas refinarias. O presidente
da Republica, (Bolsonaro) sem poderes e autoridade para isso, ANULOU o
aumento. Isso teve um efeito catastrófico. Na mesma sexta-feira, as
ações da maior empresa do país caíram 8%. 
 
Por 2 motivos: 
 
1- O efeito imediato da anulação de uma decisão da diretoria da Petrobras.
 
2- A possibilidade do governo (Bolsonaro) ter gostado da intervenção, 

E repeti-la  em situações mais abrangentes e desastrosas.

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