Titular: Helio Fernandes

segunda-feira, 8 de abril de 2019


ANÁLISE & POLÍTICA
ROBERTO MONTEIRO PINHO


Pesquisa: Bolsonaro fará uma boa administração

Segundo, pesquisa do Datafolha realizada entre nos dias 2 e 3 de abril, as expectativas, do brasileiros são otimistas e seguem positivas para o Planalto, já que 59% acreditam que ele fará uma gestão ótima ou boa. Foram ouvidas 2.086 pessoas com mais de 16 anos em 130 municípios (2% do total do país, que possui 5.530 municípios). A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

Rejeição

Os números de Bolsonaro são os piores desde a redemocratização, em 1985. No mesmo período, Fernando Collor era rejeitado por 19% da população; FHC por 16%; Lula por 10%; e Dilma por 7%. Presidentes que eram vice antes de assumirem não são contabilizados, casos de José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer.

Para 30% dos brasileiros, o atual governo é ruim ou péssimo. O índice de rejeição ao governo Jair Bolsonaro é semelhante ao de aprovação. 32% dos brasileiros acreditam que a gestão é ótima ou boa e outros 33% avaliam o começo do presidente como regular. 4% não souberam ou não quiseram opinar.

Otimismo

Porém 59% da população brasileira acredita que Bolsonaro deixe o governo com uma ótima ou boa gestão, a Datafolha mostrou uma queda na expectativa. Antes de iniciar o mandato, 65% tinham a mesma percepção e apenas 12% diziam esperar uma administração ruim ou péssima.

O Datafolha mostra que os principais motivos de queda na expectativa com Bolsonaro está na dificuldade de aprovação da reforma da Previdência e alguns episódios de desgaste político. Além disso, o IBGE divulgou que o desemprego subiu 12,4% no último trimestre, ainda que o presidente tenha  pesquisa também perguntou se os brasileiros estão satisfeitos com o que foi feito pelo governo nos três primeiros meses. Para 61%, Bolsonaro fez menos do que se esperava. 22% acreditam que foi feito o esperado e 13% acham que o presidente foi além da expectativa.

Deputado Zé Dirceu agressor de Guedes investigado na Lava Jato
Pivô da confusão que encerrou a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sobre a reforma da Previdência na quarta-feira (3), o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) causou alarde ao chamar o ministro Paulo Guedes de "tchutchuca" com ricos e "tigrão" com os mais pobres. A afirmação irritou o titular da pasta da Economia, que deixou o local após discutir com o petista.

Apesar de ter chamado a atenção do público apenas nesta quarta-feira, o parlamentar é um nome importante dentro do Partido dos Trabalhadores. Zeca Dirceu é filho de José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil e braço direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Deputado federal desde 2011, Zeca Dirceu também foi prefeito do municipio de Cruzeiro do Oeste, no noroeste paranaense.
Lava Jato

Desde 2017, o deputado é investigado no âmbito da Operação Lava Jato. Ele e seu pai, José Dirceu, teriam propina no valor de R$ 600 mil da empresa Odebrecht. De acordo com o relator do processo, ministro Edson Fachin, a denúncia foi baseada no delação de Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, ex-vice-presidente da empreiteira.

Apenas para a campanha de Zeca Dirceu, teriam sido direcionados R$ 250 mil. "Narra-se, ainda, que nos anos de 2010 e 2014, foram efetuados, a pedido de José Dirceu, repasses a pretexto de auxílio à campanha eleitoral do Deputado Federal Zeca Dirceu, no valor de R$ 250.000,00", narra o ministro sobre o inquérito na 'lista de Fachin'.

Na pauta

Na terça-feira (2), um dia antes da confusão com Paulo Guedes, o processo de Zeca Dirceu teve um andamento importante. Por conta da polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que processos da Lava Jato sobre crimes de caixa 2 e relacionados sejam julgados pela Justiça Eleitoral, Fachin determinou que  o processo que envolve o petista vá para o Tribunal Regional Eleitoral do Estado do

No Planalto a festa dos cargos remunerados continua
Na semana passada, o ex-deputado Amauri Teixeira (PT-BA) estava sentando na primeira fila, reservada aos parlamentares, na Comissão de Minas e Energia da Câmara. Derrotado nas eleições de 2014, ele desistiu de se candidatar em 2018, mas não desapegou da vida nos corredores do Congresso. Teixeira foi nomeado para um cargo de confiança no gabinete do quarto suplente da Mesa Diretora da Câmara, Assis Carvalho (PT-PI).

Ex-vice governador do Distrito Federal, Tadeu Filipelli (MDB) não conseguiu repetir o desempenho nas eleições de outros anos — como 2006, quando foi o deputado federal mais votado no DF — e foi derrotado no ano passado. Investigado e já preso temporariamente em uma fase da Lava-Jato, o emedebista não ficou sem emprego. Foi nomeado funcionário da liderança do partido, com salário de R$ 13,9 mil.

Vale tudo, para todos ex-não eleitos

A ex-governadora do Distrito Federal Maria de Lourdes Abadia (PSB) também não conquistou votos suficientes para se eleger deputada federal. Ela também perdeu o emprego como secretária de Rodrigo Rollemberg (PSB), que não conseguiu a reeleição para governador do Distrito Federal. Maria de Lourdes foi nomeada, na semana passada, para cargo na quarta suplência da Mesa do Senado, ocupada por sua correligionária Leila do Vôlei (DF). A ex-governadora é agora auxiliar parlamentar do pleno, com salário líquido de R$ 7,9 mil.

Já Rollemberg é funcionário de carreira do Senado e voltou para o posto, mas com um cargo de confiança que aumentou o salário que receberia normalmente. Pela função, na liderança de seu partido no Senado, ganha R$ 5.762,32 a mais. Com descontos, seu salário do último mês foi de R$ 22.621,50, mais do que os R$ 18,9 mil que recebia como governador.

PCdoB, PT , MDB, PSL, PR, DEM, PSDB e Pros são os benevolentes

Outro caso é o da ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que não conseguiu ser reeleita e agora dá expediente no gabinete da deputada Perpétua Almeida (AC), sua correligionária. Seu salário, de secretária parlamentar, é de R$ 11,7 mil líquidos. 

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou que escalaria um time de ex-deputados para ajudá-lo na articulação do governo com o Congresso. Um time de derrotados. No guarda-chuva da Casa Civil está Carlos Manato (PSL-ES), que, com salário bruto de R$ 16,9 mil, chefia a secretaria que cuida do relacionamento com a Câmara. Na mesma pasta e com o mesmo salário, estão os ex-deputados Victório Galli (PSL-MT), Marcelo Delaroli (PR-RJ) e Abelardo Lupion (DEM-PR). O último não disputou a eleição de 2018. Para o relacionamento com o Senado, foi nomeado o ex-senador Paulo Bauer (PSDB-SC), com o mesmo salário.

Outros ex-deputados também ganharam postos pela Esplanada, caso de Valdir Colatto (MDB-SC), com salário de R$ 16,9 mil. A nomeação como diretor do Serviço Florestal Brasileiro causou polêmica. Ele já foi presidente da Frente Parlamentar Agropecuária do Congresso — a bancada ruralista — e já fez críticas ao percentual de terra que deve ser preservado por fazendeiros. O órgão que assumiu era vinculado ao Ministério do Meio Ambiente. Na gestão Bolsonaro, passou para a pasta da Agricultura.

Suplentes, derrotados e amigos estão se dando bem

Não são apenas os ex-parlamentares com cargos que circulam pelo Congresso. O ex-senador Mauro Benevides (MDB-CE) sofre do mesmo apego. Na legislatura passada, mesmo durante o período em que era suplente e não tinha mandato (depois veio a assumir o lugar do colega Aníbal Gomes, que adoeceu), vagava pelos corredores da Câmara com seu antigo broche de deputado, discursando para quem quisesse ouvir. Em geral, o público era bastante restrito. Hoje, apesar da presença constante, ele não tem emprego no Congresso.

O ex-senador Hélio José (Pros-DF) também não se reelegeu. Ele está à procura de uma vaga no gabinete de algum colega. Enquanto isso não acontece, comparece a todas as sessões do plenário, senta-se na cadeira que foi sua, dá palpite aos colegas, articula — ou seja, age como se ainda fosse senador.  O ex-deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), aliado de primeira hora do ex-presidente Michel Temer, também não foi reeleito, mas tem sido visto em gabinetes da Esplanada tratando da reforma da Previdência. Disse que não tem cargo e negou qualquer pretensão de ser nomeado para um posto em Brasília.


sexta-feira, 5 de abril de 2019


LULA COMPLETA 1 ANO DE PRISÃO,
SUA LIBERTAÇÃO, GANHA MANCHETES

HELIO FERNANDES

Os advogados do ex-presidente entraram com recurso. Pedem que ele seja
transferido para prisão domiciliar. Com todas as restrições
habituais. Não poderia dar entrevista, receber políticos exercer
atividades partidárias.

Alem desse pedido, os defensores do ex-presidente, "querem a anulação
do julgamento e da condenação com base no processo do triplex. (Os
dois processos e recursos, não se hostilizam nem se confrontam).

O próprio Sergio Moro que condenou Lula na primeira instancia. E
colaborou publicamente na segunda, e a prisão, fez declarações
contraditórias. Afirmou, "não tenho provas e sim INFLEXÕES, que
justificaram minha decisão". (Ninguém escreveu tanto, sobre o assunto,
quanto este repórter).

Os recursos de Lula serão examinados pelo STJ, Quinta Turma, relator o
ministro Felix Fisher. Os advogados querem ser informados, com
antecedência, da data do julgamento.A PGR, Rachel Dodge deu parecer
favorável ao pedido. Não ha prazo para o julgamento, nos dois recursos.
È bem possível que Lula já esteja em prisão domiciliar, antes de
julgado o pedido de anulação do processo do Triplex.

PS- Serão condenados pela comunidade, os que seguirem a fala de
Bolsonaro: "O ex-presidente deve apodrecer na cadeia".

PS 2- Lula é um personagem histórico, não alguém, tripudiado e
marginalizado pelas intrigas do poder circunstancial.

Quanto ao marechal Petain, segundo os critérios de avaliação em vigor,
foi considerado herói na primeira guerra, traidor da Pátria, na
segunda.

Aos 88 anos foi condenado á morte, unanimidade, tribunal militar.

Aos 89, num tribunal civil, a condenação foi transformada em perpétua
Aos 90, morreu

Hoje, existem duvidas se foi herói na primeira guerra por impedir os
alemães de entrarem em Paris.

Certeza absoluta: foi um traidor na segunda. Montou um governo em
Vichy, apoiou totalmente os nazistas de Hitler.
 
CRIVELLA NÃO SOFRERÀ IMPEACHMENT
 
Levaram quase 12 horas, conseguiram apenas 35 votos, o indispensável
para formar a Comissão Especial que decidirá o destino  e o futuro do
prefeito. Segundo especialistas, de agora até á votação, transcorrerão
entre 3 e 6 meses. Para tirar Crivella do cargo, serão necessários 35
votos. Dois terços dos 50 vereadores.
 
Não conseguirão de jeito algum. O tempo é a favor de Crivella. O erro
foi eleger esse tremendo carreirista, existiam candidatos muito
melhores.
 
Pelo menos um ponto positivo. Não tirarão Crivella agora. Mas ele não
tem a menor chance de reeleição, no ano que vem.
 
MARATONA DE 7 HORAS, DESCONTROLA PARTICIPANTES 
DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
 
Debates como esse deveriam ter um limite de duração. No máximo 2 ou 3
horas. Interesses colossais e a conquista de objetivos ainda maiores,
tiram a tranquilidade dos mais experientes e experimentados. Só podia
terminar como terminou, interrompida com o que parecia com uma briga
de rua. O personagem mais importante, o super ministro da Economia,
não respeitava a oposição. Esta, por sua vez atirava no coração do
ministro.
 
A oposição, que não irá votar (prefere não dar numero) nunca foi tão
vibrante e veemente.Seus representantes acusavam o ministro de mandar
um projeto para a Câmara, e debater outro inteiramente diferente. Em
suma: colocavam o ministro praticamente como mistificador ou até mesmo
mentiroso. Os oposicionistas estavam muito bem informados. E manejavam
números com segurança.
 
Um deputado do PT, com o final do projeto do governo na mão, acusou o
ministro de falsear  "uma diferença de 900 BI" que seria paga pelo
povo. Paulo Guedes aí se perdeu inteiramente, fez uma comparação sem
nenhuma base, entre o que chamou de " gastos da Previdência do
passado, de 700 BILHÕES",  e o que é destinado no orçamento para a
educação,  70 bilhões. Fez questão de ressaltar:  "10 vezes menos".
 
Imprudentemente, chamou de  "gastos da Previdência no passado", quando
na verdade, esses 700 bilhões representam o total devolvido ao
contribuinte, que passou dezenas de anos contribuindo, para finalmente
 receber quando aposentado. Já a educação, tem a verba orçamentária,
fixa, de 70 bilhões.
 
PS- A grande derrotada dessas 7 horas de confronto, foi a reforma da
Previdência,
 
PS2- A partir de hoje, quem entra em campo, pessoalmente, é o próprio Bolsonaro.
 
PS3- Vai tentar ganhar votos, manejando o que chama de "nova forma de
fazer política".
 
PS4- Dialogando (?) com o que existe de mais indefensável na velha,
perdão, VELHÍSSIMA política.

ABI NO BANCO DOS RÉUS

PS – Com eleições marcadas para o fim de abril, três chapas vão concorrer ao comando da histórica Associação Brasileira de Imprensa-ABI, cuja trajetória, e ideologia pela causa jornalística  dispensa comentários. Hoje amarga dezenas de ações, todas dirigidas a má administração do atual presidente e sua diretoria nefasta.

PS2- A terceira chapa cujo titulo Barbosa Lima Sobrinho, é uma justa homenagem ao grande ex-presidente com quem dividi a administração da ABI, e que hoje me leva apoiar.
PS3 - O jornalista foi ícone da história da ABI, na luta por ideais nacionalistas e via sua profissão como um meio de levar a população brasileira à conscientização política e social. Em 1926, aos 29 anos de idade, assumiu pela primeira vez a Presidência da Casa. Durante seu quarto mandato, em 1992, foi o responsável direto pelo pedido da abertura do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello.

PS4 - A chapa Barbosa Lima Sobrinho é de linha idealista, nacionalista e extremamente contra a direita atroz comandada pelo apresentador genérico Domingos Meireles, que ali vegeta há anos. A liderança da chapa é do jornalista profissional, advogado militante e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro Washington Luiz Pinto Machado.

PS5 – Desde o falecimento do saudoso e competente presidente jornalista Maurício Azêdo,  advogado formado em 1966 que teve sua trajetória em jornais do Partido Comunista Brasileiro (PCB), do qual era militante, a ABI adormeceu. Na grande imprensa, trabalhou como repórter, redator, editor e cronista no Jornal do CommercioDiário CariocaJornal do BrasilJornal dos SportsÚltima HoraO Dia, Tribuna da Imprensa, O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, além das revistas Realidade e Manchete.
PS6- Sua história é digna de um ideal. Durante a ditadura militar, colaborou com jornais de resistência da imprensa alternativa, como o Movimento e Opinião. Nos anos 1980, filiou-se ao PDT, partido pelo qual se elegeu vereador por três mandatos, chegando a exercer a presidência da Câmara Municipal do Rio no biênio 1983-1985.
PS7- A primeira eleição de Maurício Azêdo para a presidência da ABI ocorreu em 2004, para um mandato de três anos. O jornalista continuou à frente da entidade por mais dois triênios: 2007-2010 e 2010-2013. Um dos seus ideais foi manter a publicação do Jornal da ABI, onde dezenas de intelectuais e jornalistas combativos deram depoimentos e escreveram suas matérias.
PS8 – A partir de 1014, começou a derrocada da ABI. Seu patrimônio entrou em decomposição, mais nada foi feito para a manutenção do prédio, um colosso no Centro do Rio de Janeiro, cuja arquitetura tem o referendun como Patrimônio Cultura da cidade.  
PS9 - A sede da ABI é de autoria dos irmãos Marcelo e Milton Roberto e seu  terceiro irmão, Maurício, como co-autor. De qualquer maneira, a execução da obra se deu a partir de um concurso instituído por Herbert Moses em 1936, quando foi avaliada em 13 mil contos de réis. O dinheiro foi conseguido pelo próprio Moses através de solicitação pessoal a Getúlio Vargas, por intermédio do ministro Osvaldo Aranha. O empréstimo foi levantado no Banco do Brasil. Na ocasião, Getúlio Vargas recebeu o título de Presidente de Honra da Casa e Moses foi agraciado como Grande Benemérito. Nada diferente do que acontecia naquele tempo em que ditadores eram beneméritos.

PS10 – O que não pode é dar continuidade a um processo de degradação desse patrimônio material, cultural e histórico da instituição. Nesse sentido a atual diretorial, e seu grupo que pretende concorrer ao comando da instituição que eles são dissidentes.

Duas chapas “uma a cara da outra”. M-E-L-A-N-C-Ó-L–I-C-O.   IRRESPONSÁVEL, PROPAGANDA ENGANOSA. AVISEM O PROCON!!!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

BOLSONARO SE DESENTENDEU COM MAIA,  
ACENA COM CONCESSÕES QUE DESGASTAM 
GUEDES

HELIO FERNANDES

Em 3 meses  de governo, Bolsonaro foi eleito inesperadamente, acumulou
erros e equívocos colossais. Administrativos e pessoais. Não acertou
uma. Desperdiçou um capital nas redes sociais, conquistado gastando
fortunas, doadas pelos grupos mais corruptos e desmoralizados. Na
primeira pesquisa, sua popularidade, e "sua forma de governar", foram
totalmente desmoralizadas.

Prometeu fazer "avaliação dos seus primeiros 100 dias, pessoais e de
governo". Esse prazo está chegando, não existe o que avaliar. De
péssimo para baixo, ele e do ministério indefensável.

Rompeu com Rodrigo Maia, que durante 19 meses, tem um mandato
intocável, conquistado com o voto de 334 deputados. Esperava aprovar a
Previdência, e se lançar candidato a governador. (O pai tentou ser
governador e senador,varias vezes, só se elegeu vereador).

Agora, Bolsonaro, que "havia dado carta branca ao super ministro Paulo
Guedes", oferece alterações no projeto, que contrariam  o economista que
ele mesmo escolheu, "sou analfabeto em economia".

Acredito que se Bolsonaro não atrapalhar, o projeto poderá ser
aprovado, com muitas concessões. Mas já escrevi e não mudei de
convicção: "10 anos é muito tempo. Mas não haverá de jeito algum,
"economia de 1 trilhão, 100 bilhões por ano".

PS- Isso se Guedes chegar lá.
 
BOLSONARO VOLTOU ONTEM DE MADRUGADA, PRETENDE 
IR À CÂMARA, HOJE, QUINTA
 
Não comunicou ao presidente Maia, mas segue o conselho acintoso
dele: "Senta na cadeira e começa a governar". Não seguiu toda a
recomendação, mas vai conversar com deputados, segundo informou
pessoalmente, "terei agenda e encontro diario com parlamentares" Depois
de atacado violentamente pelas "redes bolsonaristas", (foram
registradas mais de 600 mil pauladas pessoais), Maia pediu para
Bolsonaro explicar, "o que é a nova forma de fazer política".
 
O presidente mais desgastado, ridicularizado, impopularizado, começa a
a tentar mostrar o que é isso,tão badalado por ele.E já marcou
encontro para hoje, com lideres do MDB e Centrão. O que existe de mais
antigo e irrecuperável. Não fazem política, nova ou velha, defendem
seus interesses escusos, qualquer que seja o presidente da Republica.
 
A única diferença, e não para melhor, é que a nova versão do
"troca-troca",  se realizará no Planalto e não na Câmara. Os
Convidados (?) para esses encontros, se chamam Jucá e Kassab. O
primeiro, ministro de Temer, foi demitido por corrupção, ficou apenas
6 dias no cargo. E não se reelegeu senador. Bolsonaro prefere
conversar com parlamentares mais vulneráveis, como Jucá.
 
O outro, Kasssab, não disputou eleição, não queria deixar o
ministério. E responde a vários processos, o que não afeta a
avaliação do ínclito Bolsonaro. Começou a carreira como vice-prefeito
de Serra, em SP. Ninguém ignorava, que, eleito, Serra trocaria a
prefeitura pela candidatura a governador. Kassab assumiu com uma
declaração, que revelava toda sua desfaçatez:" Não sou  de esquerda,
de centro, de direita".
 
PS- Bolsonaro trocou a coordenação da NOVA Previdência. Sai Rodrigo
Maia, entra Onix Lorenzoni.
 
PS2- A chefia da Casa Civil era muito para Lorenzoni. Esse cargo mais
a coordenação da Previdência, exagero.
 
DIRIGENTES DE PAÍSES ÁRABES, QUEREM CONVERSAR
 
O relacionamento comercial com o Brasil, têm muita importância para
nós. São grandes compradores de carne de boi e de frango. A produção
de carne  de frango,já foi reduzida, os empresários reclamam. Os
compradores fizeram contato, o que significa que não querem romper o
laço comercial.
 
Bolsonaro  (para irritação e revolta de Paulo Guedes) respondeu sem
estudar o problema: "O escritório comercial, é solução temporária.
Deixou claro, a transferência da embaixada, pode estar a caminho.
 
O general Mourão, vice-presidente eleito, geralmente é claro. Desta
vez, precisa ser interpretado. Afirmação: "O Escritório Comercial,
pode ser decisão intermediaria".
 
BOLSONARO FAZ QUESTÃO DE EXIBIR SUA IGNORÂNCIA 
ECLÉTICA
 
O ministro do Exterior faz questão de desmoralizar a tradicional e
respeitada diplomacia brasileira. Afirmou sem o menor conhecimento ou
constrangimento: "O nazismo e o fascismo, começaram como movimentos de
esquerda". Foi massacrado de todas as maneiras. O embaixador da
Alemanha afirmou: "Isso não é erro, é besteira".
 
Bolsonaro, em visita ao Museu do Holocausto, fez questão de "ratificar
as besteiras  do seu ministro". Foi desmentido de corpo presente, pela
própria direção do Museu. Sem falar em historiadores, cientistas
políticos, sociólogos.
 
O Itamaraty está em pânico, com as decisões de mudanças, anunciadas
por Bolsonaro. Reconheceu, "minha imagem no exterior está péssima, vou
mudar o embaixador nos EUA, e 15 outros representantes". Sua imagem
está tão deteriorada, que não adianta transferir embaixadores. Dizem
que Trump defendeu a permanência de Sergio Amaral.
 
E os países mais representativos, (principalmente da UE, que
receberiam pelo menos um terço dos novos representantes) têm uma
grande preocupação. Os novos embaixadores, seriam de direita, como o
próprio Bolsonaro.
 
O VICE, GENERAL E ELEITO
 
Não fez por menos: "De esquerda é o comunismo, não resta duvida". Não
precisa de interpretação. E alem de tudo, quando fez essa afirmação
irrefutável, era presidente no exercício do cargo.
 
PAULO GUEDES, ENCURRALADO PELA OPOSIÇÃO
 
Contestadíssimo, desde o inicio. Começou com afirmações espúrias e
Extravagantes  "foi ridicularizado". Textual: "Quem ganha mais, terá
que pagar mais, acabaremos com os privilégios". Ficaram esperando, não
disse se os privilegiados, são civis ou militares. Outra afirmação não
levada a serio: "O sistema previdenciário brasileiro, está falido,
antes da população envelhecer".
 
Parlamentares de todos os partidos pediram a palavra, "desmontaram 
o ministro".
 
Acusação gravíssima, não respondida pelo Ministro: "O senhor quer
debater sobre números ou fatos, que não estão no projeto enviado a
esta Câmara". Rigorosamente verdadeiro, o ministro mudou de assunto. 
E afirmou nova bobagem: "Só apresentarei a Capitalização, se o projeto
não for muito alterado".
 
Mais terreno perdido pelo ministro, e não precisava ser "derrotado"
aparentemente por aliados. No caso, Rodrigo Maia, que relacionou 3
assuntos,  "que não sobreviverão de jeito algum". Entre esses 3, a
capitalização. Alias, toda a câmara está contra a capitalização, essa
afirmação do presidente da câmara, "foi um recado generoso do Rodrigo
Maia, que a arrogância habitual do ministro da economia não deixou que
ele percebesse.
 
Depois de horas, exatamente como na semana passada, o ministro
encerrou sua exposição, fugiu do debate, não convenceu a ninguém, e
deixou para o Parlamento e para a comunidade, 3 certezas:
 
1º- Dificilmente haverá votação no primeiro semestre.
 
2º- O projeto está cada vez mais combatido e menos aceito pela Câmara.
 
3º- Deputados combativos afirmaram o que venho dizendo desde o início:
"Não haverá economia de 1 trilhão, a não ser que 900 bilhões, sejam
tirados ou retirados dos trabalhadores.
 
As maiores contestações feitas ao ministro, tiveram como autor ou
autores, deputados do PT. Muito bem informados, que declararam não
estar contra o ministro, e sim, contra o seu projeto.
 
Afirmação textual de toda a oposição: "Tudo o que o ministro chama de
economia, e não admite que seja menos de 1 trilhão, sairá do bolso do
contribuinte."
 

É o que eu chamo há mais de 40 anos, de "Cidadão - Contribuinte - Eleitor".