Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

O CONGRESSO VIA TEMER E O JUDICIÁRIO VIA STF, COMANDAM A NAÇÃO, ONDE POUCOS SUBMETEM MUITOS AO MAIS DEPRIMENTE SISTEMA POLÍTICO DO PLANETA. PETISTAS ATÔNITOS NÃO ASSIMILARAM O FIM DA ERA LULA. ELEITOR EM 2018, TERÁ QUE ESCOLHER O CANDIDATO MENOS PIOR. SE ACERTAR AINDA SIM SERÁ RUIM, SE ERRAR ENTERRA A NAÇÃO DE VEZ.

ROBERTO MONTEIRO PINHO

Com a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por unanimidade da Turma do TRF4 em Porto Alegre, por mais que os petistas de carteirinha não admitam, Lula será enquadrado na Lei da Ficha Limpa e não poderá se candidatar a cargo eletivo

Alguns pragmáticos de plantão querem montar um movimento para pressionar a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a pautar novamente alguma ação que leve à discussão sobre a prisão após sentença em segunda instância, afirmam pessoas ligadas à Corte.

Cármen Lúcia já confidenciou a auxiliares próximos, e chegou ate esse colunista de que ela quer encerrar sua gestão sem colocar o tema novamente na pauta do plenário para evitar uma mudança no entendimento do STF. Para quem não lembra o Supremo decidiu em 2016 que a sentença deveria começar a ser cumprida depois que um tribunal referendasse a decisão de primeira instância.
Examinado alguns pontos afetos a questão legal, atentei ao "Art. 155 - O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas".
Ainda o "Art. 239 - Considera-se indício a circunstância conhecida e provada, que, tendo relação com o fato, autorize, por indução, concluir-se a existência de outra ou outras circunstâncias".
Temo pelo ato de que a máxima do direito é de que os indícios se constituem um tipo de prova. Colhidos depoimentos de testemunhas, perícias e documentos, se forma o que chamam de convencimento sem dúvida.
Não compactuo esse quadro político, em que os atores submetem a população suas mazelas e infortúnios. Sendo eles os personagens, cercam, molduram e dão a esse um colorido, com o propósito de desvirtuar, ou seja: tirar do foco a questão da pratica criminosa, porá o de mera perseguição política. Isso se estampa, partindo do propósito de uma montagem facciosa, para execrar o inimigo, no caso Lula e o PT
No Brasil de Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma e Temer, o governo só cuidou de 1/3 da população que está com renda alta. O mercado não tem nada a oferecer aos 2/3 pobres das periferias, comunidades, morros e alagados. A ralé humana é um destroço, que fica a margem de uma vida saudável e prospera.
Para os ricos, as opções para dividendos e juros, na orgia da “ciranda financeira”, onde esses criminosos, membros do “quadrilhão governista” (sem exceção). Haja visto o dinheiro a custo de 4% ao ano, emprestado pelo BNDS, CAIXA E BB para especuladores, desde que fosse repartido o doce da festança.
O pobre, no cartão de crédito o estelionato de juros a 180% ao ano. Mas os governos nada sabem e nada viram. Se não querem o socialismo que prega igualdade, ao menos deveriam ter se preocupado em ceder parte de suas ambições materialistas, para esse povo que vive na pobreza extrema. Bem lembrado por analogia o diálogo de Migalhas de Marx e Engels. O fato é que os Governos posteriores a 1994 não tiveram propostas para tirar da pobreza os mais pobres.
Os governos do PT ofereceram paliativos através da Bolsa Família, mas a vida nas comunidades não melhorou, há nessas áreas de pobreza 130 milhões de indivíduos, dentro os quais 21 milhões de jovens sem educação e sem futuro, cuja única porta de saída é o crime. Se não acreditam, visitem o interior do Maranhão, Piauí e Rio Grande Norte.

Nas comunidades falta tudo: saneamento, escola, ambulatório, transporte, vias de acesso, segurança. O investimento público até para a manutenção do que já existe é mínimo, e acaba de ser cortado a fim de sobrar dinheiro para os juros da dívida pública, que se destinam a renda da faixa mais alta da população, através de fundos de investimento. Agora vem o condenado Lula, desesperado falar em fraude jurídica. 


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