Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

PT ESFACELADO, EXECRADO E PUNIDO NAS URNAS DE 2 DE OUTUBRO. LULA E DILMA SUBIRAM NOS PALANQUES, E DESMORONARAM SEUS CANDIDATOS. GERALDO ALCKMIN ELEGEU JOÃO DORIA E GANHOU LASTRO PARA DISPUTAR A PRESIDÊNCIA EM 2018. UM EVANGÉLICO E UM DITO ANTI CRISTO NA DISPUTA DA PREFEITURA DO RIO.

ROBERTO MONTEIRO PINHO

O artigo 77 da Constituição da República e a lei 5044/97, estabelece que será eleito o candidato que alcançar a maioria dos votos, não sendo computados (para a obtenção dessa maioria) os votos brancos e nulos.

E, se nenhum dos candidatos obtiver maioria absoluta na primeira votação, surge o 2º turno, concorrendo os dois candidatos com mais votos.

Nas últimas eleições presidenciais tivemos algo em torno de 29% (vinte e nove por cento) de votos inválidos (brancos, nulos e abstenção), representando, em números, 38.797.556 eleitores. Se todas essas pessoas votassem na Marina Silva, ela seria eleita no 1º turno.

O artigo 224 do Código Eleitoral fala em uma nova eleição ‘Se a nulidade atingir mais da metade dos votos’. Assim, se mais de 50% dos brasileiros anularem o voto, teremos uma nova eleição.

(...) para fins do art. 224 do Código Eleitoral, a validade da votação ou o número de votos válidos na eleição majoritária não é aferida sobre o total de votos apurados, mas leva em consideração tão somente o percentual de votos dados aos candidatos desse pleito, excluindo-se, portanto, os votos nulos e os brancos, por expressa disposição do art. 77, § 2º, da Constituição Federal” (TSE – Agravo Regimental em Recurso em Mandado de Segurança nº 665, Acórdão de 23/06/2009, Relator (a) Min. ARNALDO VERSIANI LEITE SOARES, Publicação: DJE – Diário da Justiça Eletrônico, Volume -, Tomo -, Data 17/08/2009, Página 24 ).

Nas eleições de 2 de outubro, nas duas principais capitais do país, (São Paulo e Rio de Janeiro), respectivamente 37%, e 42% não votou. O tucano João Doria (PSDB) apoiado pelo governador Geraldo Alckmin foi eleito no primeiro turno. No Rio de Janeiro, Marcelo Crivela e Marcelo Freixo vão disputar a prefeitura dia 30 de outubro.

O maior índice de pessoas que deixaram de votar em todo o País foi registrado no Rio de Janeiro (24,28%). Praticamente um em cada quatro eleitores não votou na capital carioca. Brancos, nulos e abstenções chegaram a 1.866.621 no Rio. Os dois líderes, Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL), juntos, tiveram 470 mil votos a menos.

Somadas, as abstenções, nulos e brancos superaram o primeiro colocado em dez capitais: Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Curitiba (PR), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Aracaju (SE) e Belém (PA).




O PT com Lula e Dilma subindo em palanques, desmoronou e só ganhou em duas cidades. O partido passou ocupar a 10ª posição no número de votos. Foi esfacelado, execrado e punido pelos erros, escândalos e praticas criminosas contra os cofres da União.

O processo eleitoral brasileiro é na sua essência um embuste. Os partidos políticos não são participativos, a cúpula está sempre nos cargos públicos, no horário gratuito eleitoral, elegem aqueles que estão próximos dessas pessoas.

Os partidos ditos de esquerda, são os que mais se locupletam dessas benesses. O PCdoB possui 11 deputados federais e nenhum senador, mais da metade ocupa cargos públicos, e até ministério. Sua base eleitoral está na área da saúde, educação e um braço na Central Única dos Trabalhadores, com facções do PT e do PCdoB.

Uma representação de apenas 11 deputados no universo de 513, significa 2% do seu total. Número insignificante, e que no passado, no governo do ditador sanguinário Getúlio Vargas, o seu fundador no Brasil, Luiz Carlos Prestes fez aliança para eleger uma Constituinte e subiu no palanque para cometer uma heresia política,  numa eleição em que elegeu 13 deputados e um senador.

Da mesma forma que o PCdoB é nanico e “boquinha” três dezenas deles orbitam neste poder, mantido pelo cidadão contribuinte, que padece a cada momento por conta das agruras protagonizadas justamente pelos seus representantes no Congresso.

Agruras essas que atiraram o país no fundo do poço, com os rombos na Petrobrás, BNDES, Caixa Econômica e Banco do Brasil. Para o empresário venal, e propineiro, levantar dinheiro a baixo custo se tornou uma prática e cultura no processo econômico.

O anacrônico processo eleitoral brasileiro e deveras controverso. Vota o analfabeto que não tem direito a assinar uma procuração cartorial, sem estar assistido, mas dá seu voto, que é uma procuração, sem saber ler a Constituição Federal.

Vota o maior de 16 anos, que não pode responder pelos seus atos, eis que ainda e considerado impúbere perante a lei. Vota o cidadão que recebe o “Bolsa Família”, instituto degradante, eis que o cidadão precisa de emprego, com isso dignidade e respeito.

O poder é inteligente, se reveza a cada duas décadas. Sabe traçar estratégias, e assegura posições. A direita é financiada com moeda corrente, à esquerda com quirelas de cargos públicos, contemplando seus militantes. Assim tem sido desde a velha Republica.

 O impeachment se tornou uma constante, e os vices, sempre os maiores contemplados. Ser vice político no Brasil é um bom negócio.

Daqui dois anos (2018), teremos eleições para as assembléias, Câmara, Senado e presidência da República.

Hoje diria que Alckmin seria a candidatura com maior visibilidade, e potencial de votos. Num PSDB complicado, com estrelas, e pretendentes a vaga, teremos uma fase pré eleitoral bastante movimentada.



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