Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A "redução" do preço dos combustíveis, PEC dos gastos. O projeto da repatriação

HELIO FERNANDES
Alem de indireto e incompetente, farsante completo. Governa irrefletidamente, superestima os resultados, nos quais só ele acredita, não tem o menor constrangimento em divulgá-los.

Aqui e no exterior. Na reunião com os lideres dos Brichs, nem duvida nem hesitação: "O Brasil está em plena recuperação econômica". Não percebeu que o mundo hoje é dominado pela informação, é impossível esconder alguma coisa. Todos sabem tudo ao mesmo tempo. 

Sua realidade interna se baseia num tripé desequilibrado, que mal se aguenta em pé. 1- PEC de gastos. 2- Reformas, reformas, reformas. 3- E agora a insustentável redução do preço dos combustíveis. Cada um deles e todos eles, irrealizáveis, apenas quimeras ou alucinações econômicas. 

Se tivesse credibilidade, poderia realizar alguma coisa. Mas como conseguir penetração junto á comunidade, sendo presidente indireto e sem votos, numa democracia representativa?  Praticou malabarismos e sujeição a mais rasteira, para aprovar um retrocesso que os analistas independentes reconhecem e proclamam? Tanta subserviência por uma causa inútil. 

 Foi a primeira das reformas. Imagina agora a da Previdência. Sem plano, sem projeto, sem compromisso, apenas imaginação. Alem da irrealidade, a tolice de dizer e repetir: "Essa é uma das reformas impopulares".

Foi adiando indefinidamente, á medida que as resistências e os obstáculos foram surgindo. Agora transmitiu aos áulicos: "A Previdência será reformada, logo depois da aprovação final da PEC dos gastos". Isso significa que ficará para 2017.

E finalmente a terceira reforma, que tinha tudo para ser a primeira: a da repatriação do dinheiro sujo. Essa tinha a vantagem de movimentar dinheiro vivo, que o governo mais precisa. 

Ha mais de 20 anos tentam isso. Mas depois do maravilhoso trabalho dos jornalistas investigativos, todo o caminho ficou facilitado. Os maiores bancos especializados em guardar dinheiro roubado, comunicaram aos clientes: "Forneceremos todos os dados aos países de origem. Não haverá exceção".

Mas a inabilidade e a divergência, destruíram ou pelo menos afastaram não se sabe até quando, a aprovação, que era consenso. Com a votação certa, os recursos á disposição.

Pelo menos 150 BILHÕES, diretos e imediatos. Alguns especialistas falam e garantem quantias muito mais altas. Essas são as três reformas, que representam  a esperança do indireto. Para agora e para 2018.

Redução do preço dos combustíveis

Sem as reformas, ou a PEC dos gastos votada apenas uma vez, surgiu a necessidade de '"fabricar" dinheiro sem autorização do legislativo. Como o presidente da Petrobras acumula a Presidência do Conselho de Administração da Bovespa (evidente conflito de interesses),resolveram aprovar mudança, que agradasse o "mercado". E também á multidão de contribuintes.

Logo pensaram na redução do preço dos combustíveis. Para as refinarias, a queda foi substancial, 5 por cento, sem impostos. (Logo que o fato se tornou publico, falaram que haveria aumento de impostos para essa prodigalidade. Lá da índia, Temer trovejou:"Não haverá aumento de impostos").

Mas para as bombas, duas realidades. 1- A  redução é flexível, não obrigatória.  2- A redução fixada pelo presidente da Petrobras, é de 0,05 por litro. Isso mesmo, não ha equivoco. O cidadão que encher um tanque de 40 litros, economizará 60 centavos, quase a metade de 1 real. Isso é uma extravagancia em forma de beneficio. E  um desaforo. Alem de impedi-lo de votar, a afronta. para encher um tanque inteiro.

A supervalorização da redução dos combustíveis

Apesar da incipiente medida, o desperdício do exagero. Os gênios da Petrobras, propalaram por quase todos os órgãos de comunicação: "Essa decisão terá influencia na queda da inflação".

Entusiasmados, concluíram: "E também facilitará a queda dos juros, que ha 1 ano e meio está em 14, 25 por cento". O presidente do Banco Central, já anunciou oficialmente: "Quarta feira 19, (amanhã) reduziremos a Taxa Selic em 0,25 por cento, ficando em 14 por cento". Mas deixa em aberto a hipótese de reduzir 0,50.

AS maiores Agencias do mundo, falam: "Está na hora do Brasil agir com agressividade na questão dos juros". Este repórter, ainda no tempo de Dona Dilma, sugeria corte direto para 10 por cento. Que reafirmei com  o provisório, agora indireto.

E minha proposta, ha 15 dias, teve o reforço da professora Monica de Bolle. Economista do prmeiro time, da Universidade Jhons Hopkins. Sugeriu os mesmos 10 por cento de corte na Selic. O presidente do BC, já desalentou a todos.



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