Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

FIM DO PT, E LULA DA SILVA. 37 PARTIDOS NUM SISTEMA PRESIDENCIALISTA, “E DANDO QUE SE RECEBE”. DILMA A DESTRUIDORA (DENOMINAM OS BOQUINHAS DO PT). ESTÁ CADA VEZ MAIS DISTANTE A ELEIÇÃO DE 2018 PARA O PT.

ROBERTO MONTEIRO PINHO

Uma pesquisa do Instituto Ipsus Public Affairs a qual a BBC Brasil teve acesso em primeira mão, o presidente da República Michel Temer, tem 30% de aprovação entre os entrevistados, contra 60% que desaprovam sua gestão.

Em junho deste ano, a desaprovação de Temer atingiu 70% – seu patamar mais alto – contra apenas 11% de apoio. Em outubro de 2015, o então vice da petista Dilma Rousseff  tinha apenas 4% de apoio.

Durante o levantamento feito entre os dias 6 e 16 de setembro em 72 cidades do País, 55% das pessoas disseram desconhecer as reformas que Temer quer implantar. Logo depois ele aprovava em primeira votação a PEC 241, que limita os gastos do governo.

Pesquisa a parte, Temer tem que administrar três questões. 1 – A eleição em 2017 do presidente da Câmara; 2 – A reeleição para presidente em 2018 e 3 – A reforma trabalhista. Em nenhum dos casos, ao ser procurado por interlocutores desta Coluna, Temer não se manifestou.
O Brasil está patinando há muitos anos, e deixando de realizar uma brande obra social e econômica, por duas razões: potencial mineral e energético e pelos avanços com as leis que amparam as camadas mais pobres. Ocorre que esses dispositivos institucionais, e materiais estão sendo pessimamente administrados.

Nos dois parágrafos acima os assuntos envolvem interesses mais políticos que administrativos. Ausente a necessária vocação de nação gestora, o Brasil, sucumbe por imposição de uma minoria composta de poderes de estado, e se perde no labirinto de excessivo número de leis e manobras políticas sem as cores do verdadeiro ideal socialista.

Ao aprovar a PEC 241, o governo temer, não fez nada especial, apenas rotulou o que necessariamente deve ser feito, o dispositivo em tela é apenas para chancelar o projeto.

No espelho a imagem de rostos diferentes, o que é real e o irreal. Não me parece até aqui, que judiciário e legislativo estejam voltados parem salvar o país. Meu sentimento é de que o que temo, é exatamente a reunião de forças antagônicas, denominadas de direita e esquerda, um vicio, amaldiçoado que têm servido tão somente para dividir o espólio da nação.

Nos 16 anos de poder petista, o caos que começou antes mesmo do primeiro mandato do presidente Lula da Silva.

Hoje a visão que se tem do TGF-Brasil reflete na importante classificação internacional sobre o nível de corrupção nas nações, gestado pela organização denominada Transparency International – The Global Anti-Corruption Coalition. O primeiro ranking foi divulgado no ano de 1995 (CEPEDA; SÁNCHEZ, 2011, p. 13-62) – ainda antes, por exemplo, da criminalização da Lavagem de Dinheiro, que somente se operou com a Lei nº 9.613/98 – ocasião em que o Brasil ocupava o vergonhoso título de quinto país mais corrupto na classificação geral, atrás apenas de Venezuela, Paquistão, China e Indonésia.

Vinte anos depois e com a adoção de diversas medidas no âmbito do sistema de controle da corrupção, o Brasil saltou para a 76º colocação (de um total de 168 países ranqueados) na classificação estabelecida pela Transparency International.

O sinal latente, já que estamos vivendo um vendaval de prisões e condenações, reflete na situação da estrela maior do mensalão José Dirceu, preso desde agosto do ano passado pela Operação Lava Jato; e que já tinha sido condenado na Ação Penal 470, conhecida como mensalão.
Se pegarem Lula da Silva (e tudo indica que isso ira ocorrer) a divisão de classe política (ele agora minoritário) o PT naufragou na eleição de 2 de outubro, é possível que esse ciclo se feche, justamente com aquele que começou.
Um discurso emocionado, inconsistente e alicerçado por personagens que destruíram o patrimônio público.

O contraste é que milhões de brasileiros estão desempregados, os que estão empregados, cumprem jornada de oito horas de trabalho diário, recebem migalhas e são explorados pelo sistema estatal mais cruel e mentiroso que existe na face da terra.

O Brasil com 37 partidos hereges. Que não cumprem sua própria Carta, e um judiciário indigno de ser tratado como instrumento de justiça, agregado ao regime presidencialista é hoje uma nação empobrecida, sem consistência e ideal.

É permanente e sonoro o grito de junho de 2013: “Vocês não nos representam”.



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