Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

terça-feira, 4 de outubro de 2016

ANÁLISE & POLÍTICA

ROBERTO MONTEIRO PINHO


Tinha que ser, “a voz do povo é a voz de Deus”

Por mais que se pondere, o Partido dos Trabalhadores (PT) do Lula da Silva e Cia, malogrou nas eleições de 2 de outubro. O revés foi tão grande que o torneiro mecânico de pouco tempo na profissão, não encontrou palavras para contemporizar o estrago. De um amigo próximo, ouviu o seguinte: “Vamos pensar em 2018”. Eles pensam e o eleitor pensa também. Dentro de dois anos uma outra história.

O PT só conquistou uma prefeitura nas capitais.

O Nordeste vinha sendo contabilizado como um tradicional reduto petista. Entre as nove capitais, o PT só vai para o segundo turno no Recife. João Paulo (PT) recebeu 23,76% dos votos dos pernambucanos. Nas eleições de 2004, o PT elegeu nove prefeitos de capitais brasileiras, número que caiu para cinco em 2008, quatro em 2012, e poderá se reduzir a duas prefeituras em 2016, o mesmo resultado de 1996.

A perda de prefeituras nas cidades mais representativas do país reflete um momento de crise e denúncias de corrupção. Nas eleições de 2 de outubro, o PT poderia ir para o segundo turno em quatro capitais, resultado que se concretizou apenas em Recife.
Em São Paulo, a derrota foi para João Doria (PSDB), em Porto Alegre, Raul Pont (PT) não seguiu para o segundo turno; e em Fortaleza, a petista Luizianne Lins também não partiu para a segunda fase da disputa.

Tarso Genro, a sensatez e análise pública

Um dos principais intelectuais do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul, (as perdas do PT no estado foi de 47,2%) o ex-governador Tarso Genro é realmente um dos poucos artífices no partido a admitir, sem reticências, a necessidade de uma "análise pública sincera" dos fatores que levaram à derrocada do PT nas urnas. Em todo o país, o número de prefeituras sob o comando da sigla encolheu 60% em relação a 2012.

Michel Temer soube e acatou a sugestão do seu grupo. Não se expôs

Para quem sabe ler “um pingo é letra”. Às 8h do dia 2 o presidente Michel Temer chegou para votar na Pontifícia Universidade Católica, em São Paulo, onde foi professor de direito constitucional, para votar em seu candidato à prefeitura da cidade. Para driblar a imprensa, a assessoria de imprensa da Presidência havia informado que ele votaria às 11h. A esposa (primeira dama) Marcela Temer votou em um colégio eleitoral no Alto de Pinheiros, também na zona oeste de São Paulo.
O mapa eleitoral

No novo mapa da política brasileira, 18 capitais de Norte a Sul do país vão ter disputa de segundo turno nas eleições municipais. 

Em oito delas, os novos prefeitos já foram definidos e na briga pelas prefeituras o Partido dos Trabalhadores (PT) enfraquece sua participação, praticamente saiu do mapa, mostrando que a crise que atingiu a legenda no âmbito federal teve repercussões nas eleições municipais. Para o partido, o resultado pode ser o pior desde 1996.

O PT fez apenas uma das oito prefeituras definidas no primeiro turno, com a reeleição de Marcus Alexandre, em Rio Branco, no Acre.
 

Dilma sumiu do mapa

Não sabendo de nada, sobre o arraso das eleições de 2 de outubro, a exemplo das indagações sobre a rombo da Petro, Dilma Rousseff, deliberadamente "mergulhou". Vergonha de Lula seu inventor e dos boquinhas que ela fulminou quando foi despejada do Planalto.

Filho de Lula perdeu a eleição para vereador

Nada deu certo para o ex-presidente Lula da Silva, na eleição de 2016. O tsunami eleitoral levou até seu filho. Isso deixou o pai extremamente abalado, percebendo que o seu apoio não influenciou sua eleição. O filho perdeu justamente no berço do petismo, domicílio eleitoral de Lula. Marcos Cláudio Lula da Silva perdeu a eleição para vereador. O candidato do PT a prefeito, Tarcísio Secoli, também amargou a derrota e ficou na 3ª colocação.

“Quero meu filho o mais votado!”

O ex-presidente Lula amargou a derrota de seu filho na tentativa de reeleição para a Câmara Municipal de São Bernardo do Campo. Em 2012, Marcos Claudio Lula da Silva foi eleito com 3.882 votos apresentando para o eleitorado como ‘Marcos Lula, o filho de Lula’. Agora o próprio Lula se dedicou pessoalmente a pedir votos e resultado foi a decepção de 1.504 votos. Para íntimos o ex-confessava que era uma questão de honra que Marcos Cláudio (ou Marcos Lula), fosse o mais votado.

A Light lesando os consumidores

Consumidores de todo o país podem acionar a Justiça para reaver de 7% a 12% dos valores pagos na conta de luz, dos últimos cinco anos (2011,12,13,14,15), devido a um cálculo indevido do Imposto sobre circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Advogados especialistas em Direito Tributário têm obtido vitórias em vários tribunais para derrubar a cobrança de ICMS sobre as Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) e de Distribuição (TUSD).

Ampla se declara mera arrecadadora de tributos?

Em nota, a Secretaria de Fazenda disse que “avalia a questão”. A Light afirmou que “compete ao Estado do Rio de Janeiro, através de sua Secretaria Estadual de Fazenda, solucionar dúvidas do contribuinte acerca da base de cálculo do ICMS sobre a TUSD e sobre a TUST” e que atua como mera arrecadadora do tributo. Já a Ampla disse que arrecada o ICMS como definido em lei e repassa ao Governo do Estado.

E a taxa de juros?

Enquanto no mundo todo, desde a crise financeira de 2008, as taxas estão excepcionalmente baixas, o Brasil é uma exceção. A taxa de juros continua alta; não apenas alta, mas muito alta. Durante duas décadas, entre o primeiro choque do petróleo em 1973 e o Plano Real em 1994, a inflação brasileira desafiou políticos e intelectuais em busca de uma saída para um mal que corroia os salários, concentrava a renda, distorcia os preços, aumentava a incerteza e dificultava a avaliação dos investimentos. Independentemente da velocidade com que governos, ministérios e métodos foram testados e substituídos, a inflação seguia seu curso, parecia alimentar-se das tentativas fracassadas de controlá-la e ameaçava até mesmo a estabilidade institucional.
E a inflação no supermercado?

De acordo com um levantamento feito pelo GOBanking rates, apesar dos pesares, o Brasil está entre as 30 nações mais baratas para se viver — batendo o 30º lugar na lista. Para criar o ranking de países com o custo de vida mais baixo do mundo, o GOBanking Rates comparou aspectos como poder aquisitivo da população, valor de aluguéis, custos com a alimentação e gastos com bens de consumo de 112 nações com os de Nova York, que é considerada a cidade com o custo de vida mais elevado do planeta. O detalhe é que o pesquisador esqueceu de visitar os supermercados no Brasil

NY & NY, bye my love
No caso do Brasil, enquanto os aluguéis são 89,2% mais baixos do que na “Grande Maçã”, os custos com a alimentação são 69,8% mais baratos e os gastos com bens de consumo são 61,1% menores do que em Nova York, e o nosso poder aquisitivo também é 50,4% mais baixo. Isso significa que os nova-iorquinos fariam a festa se morassem por aqui!  


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