Titular: Helio Fernandes

segunda-feira, 28 de março de 2016

Lula, desesperado, primário, insensato, defende as empreiteiras corruptas, tenta jogar a culpa da crise econômica em cima do bravo juiz Sergio Moro

HELIO FERNANDES

È com o maior constrangimento lamento, sofrimento e enorme tristeza, que sou obrigado á constatação da degradação e decadência de um ser humano. Luiz Inácio Lula da Silva parecia um iluminado sem futuro, por mais que isso indique contradição e irrealidade. Vindo do sindicalismo de palanque oratório, entrou logo na política, nada mais natural. Mas os fracassos seguidos provocaram decepção.

Os tropeços quando não conseguia subir os primeiros degraus dessa escada difícil e tormentosa que é a realidade e a realização na vida política, acenderam os primeiros sinais de alerta. Principalmente entre os que já o admiravam, e constatavam que não seria o comandante de um combate que sabiam ha muito tempo que precisavam lutar irrevogavelmente, faltava apenas à liderança que parecia surgir.

Eleito deputado federal, esperaram, sem entusiasmo mas com alguma esperança.Os quatro anos do mandato, se esvaíram, sem nenhuma participação. A tribuna da Câmara parecia desconfortável e desapropriada para o mintingueiro das fabricas.

Usou o microfone do plenário apenas uma vez, visível insatisfação dele e dos que o ouviam e mostravam curiosidade. Sabiam alguma coisa  desse personagem trabalhista e trabalhador, que não deixou nenhuma lembrança. Apenas uma frase negativa e pejorativa: "A Câmara tem 300 picaretas". Era pouco, quase nada, para quem prenunciava tanto.

Candidato a governador de São Paulo fez a festa dos Institutos, não aparecia nas pesquisas. Veio à eleição, confirmou a inexistência de votos, ficou longe de todos. Em 1989, novamente queimou etapas, apesar dos fracassos anteriores, se lançou a Presidente da República. E deu um salto na votação, quase se elegeu. Ganhou de Brizola, Covas, Doutor Ulisses, foi para o segundo turno com o meteoro Fernando Collor.

Não ganhou, mas recuperou o entusiasmo e a esperança dos primeiros admiradores. È verdade que levou 13 anos para obter a primeira vitoria e chegar ao poder. Derrotado mais duas vezes, três derrotas seguidas, o que não aconteceu com nenhum presidenciável no mundo. Mas demonstrou a fé que tinha no seu potencial.

Lula presidente, surge o líder tão esperado ou imaginado.

Tomou posse como vitorioso em 2003. E novamente em outros 13 anos até este tenebroso 2016, uma trajetória irrefutável, inigualável, irrecusável. 8 anos quase todos positivos, deixou o poder, ninguém esperava que viessem inesperados 5 anos, todos negativos e destruidores. Daquilo que ele mesmo plantou, adubou durante algum tempo, e chafurdou na hora de colher. Com o presidente da Republica, reapareceu o orador, não apenas o mitingueiro, mas o monopolizador de multidões, o homem que se ouvia com a maior satisfação.

E também o grande realizador, que surpreendeu e empolgou o país. Sua desgraça começou a partir do momento em que se convenceu que era maior do que tudo, a alternância no poder não existia para ele. E garantiu convicto: "Fui o maior presidente que o mundo já viu". Não tinha a menor duvida a respeito disso

Com a volúpia e a paixão pelo poder, Lula comprometeu a biografia, arruinou o futuro

Em 2009, no fim do segundo mandato, decidiu não ir embora, tentou o terceiro mandato, desesperado como o corrupto Menen da Argentina. Não conseguiram, Menen foi condenado e preso.Lula ficou em liberdade, imaginou a "prorrogação para a coincidência" dos mandatos de presidente,governador, prefeito.Recusa e insucesso, teve que caminhar para a escolha do sucessor.

Objetivo e obsessão: alguém tão medíocre, inócuo, inútil, incompetente que aceitasse ficar apenas 4 anos no governo e lhe devolvesse o Poder. Estava ali á sua frente ou  retaguarda, Dona Dilma. Só que Lula não imaginava, que alem das palavras que arrolara e ela aceitara, fosse logo acrescentada mais uma, deslealdade. Que traçara e dominara ou dominaria o cenário, longe da imaginação de Lula. 

Sumarizando: Lula fez um excelente primeiro mandato, apesar de em 2005-2006, e já avançando no segundo mandato, 2007, o presidente freqüentasse muito intensamente os caminhos do mensalão. Como é publico e notório, sabia de tudo, Roberto Jefferson lhe contou, depois deu entrevista sensacional á Folha. Apesar disso, entrou no segundo mandato com grande crédito.

Delfim Neto, 7 anos Ministro da Fazenda da ditadura, 3 com Médici, 4 com Geisel, plantou o "sentimento" social: "È preciso deixar o bolo crescer para depois distribuir". Lula disse e fez o contrario: "Temos que dividir e distribuir o bolo enquanto estiver crescendo".

Tirou milhões da miséria, mas cometeu o erro crasso e primário de todos os ditadores: se convenceu que o povo lhe devia muito, era um salvador da Pátria, podia reivindicar o que bem entendesse. Tudo que está acontecendo agora e que terá conseqüências ainda mais dramáticas.

O Lula a partir de 2014, o da reeleição, e 2016 o da reviravolta, revelando a própria falta de ética, de caráter, de limites, é o que está no palco como personagem que nega o passado, envergonha o presidente, não tem mais futuro. Traiu o povo pela falta de dignidade, credibilidade, só restou a impopularidade.

 Lula: defensor da roubalheira  das empreiteiras e da corrupção

De suicídio em suicídio, Lula foi escrevendo vários epitáfios, um para cada lugar. Para o triplex, o sitio de Atibaia, tudo sem o seu nome. O único identificado era o Instituto, onde guardava os pertences e os presentes do presidente. Os milhões que recebeu das empreiteiras, por conferencias que nunca realizou, deviam estar em outro lugar. Ia jogando tudo para frente, se julgava imune e impune, intocável e inviolável, até que surgiu a condução "coercitiva" (obrigatória), e destruiu seu suposto poder mágico.

Constatou então que estava perto da prisão preventiva, era preciso uma ofensiva, escolheu a que não enganava ninguém, revoltou toda a opinião publica. Ele e Dilma decidiram, seria Ministro da Casa Civil. Fingia que era para ajudá-la, mas não houve uma só pessoa que não entendesse e denunciasse: "Lula quer ganhar foro privilegiado no Supremo para fugir do juiz Moro". Era verdade, o mundo desabou sobre o ex-presidente e a atual (e ainda?) presidente.

PS- Algumas aberrações ditas pelo ex-presidente, nos últimos dias e colocaram Lula em situação insustentável e sem saída.

PS2- “A crise econômica é conseqüência da Lava-Jato". 

PS3- "O desemprego chegou a esse ponto irrecuperável, por causa da perseguição do juiz Moro ás empreiteiras, grandes criadoras de trabalho com carteira assinada e ótimos salários". 

PS4- Falando para sindicalistas, ordenou: "Vocês devem ir a Curitiba cobrar desse juiz Moro, a catástrofe da nossa economia". 

PS5- "Não ha no mundo uma alma tão honesta quanto a minha". Naturalmente excluindo o triplex, o sitio de Atibaia, os milhões que recebeu das empreiteiras por conferencias que nunca fez. Mas teve a coragem de retumbar: "Cobro mais caro do que o Bill Clinton pelas minhas palestras, que todos querem assistir"

O seminário conspiratório de Gilmar Mendes

Teve a idéia de organizar em Portugal, ato de apoio internacional ao impeachment de Dona Dilma. Como tem um Instituto, concretizou idéia e ação. Convidou daqui, alguns que lutam para ocupar o poder, como o "jovem presidenciável" Aécio Neves e o "herdeiro não decorativo", Michel Temer. E muitos outros. Em Portugal convidou o "presidente que preside mas não governa", o Primeiro Ministro Socialista que tomou o poder através de um golpe, "governa mas não preside". Muitos Ministros, até o Reitor da Universidade de Coimbra. Todos aceitaram.

Mas logo, logo foi publicado que o encontro era golpista e conspirador foram comunicando, "não posso comparecer, surgiu compromisso de ultima hora". Gilmar ficou sozinho com Aécio, nem Michel Temer apareceu, cancelou apressadamente, por que se comprometer dessa maneira torpe e imotivada?

Terça e quarta abrem a semana, política e jurídica, no PMDB e STF

Amanhã deve acontecer o chamado "desembarque" do partido, que pretende abandonar o governo. È praticamente certo, mas em se tratando do PMDB, ainda mais presidido por Temer, tudo pode acontecer. "Sheiquispiriano", se divide entre  ser ou não ser, quase a  trajetória que começou quando sucedeu ao bravo e destemido MDB.(Fui um dos fundadores, junto com outros, que como eu foram cassados em 1966 e 1968. A ditadura acabou com os partidos, permitiu novos, precisavam ter na frente um P.O MDB se transformou em PMDB, mas não incorporou o espírito de resistência e estoicismo, preferiu a complacência e o adesismo.

Sendo obrigado a optar por palavras, o governo não teme tanto o "desembarque", se assusta mais com a "debandada". O PMDB, no máximo, no máximo pode desembarcar com 50 navegantes ou tripulantes. Mas pode jogar bóias supostamente salvadoras, seduzir três ou quatro partidos, que somam 120 militantes do nada. Já estão recebendo instruções de como utilizar essas bóias. Depende das "instruções de navegação" que receberem do governo.

No PMDB, no momento é o tamanho e o sucesso do ato de desembarcar. Mas sempre admitindo a hipótese e a possibilidade de precisar reembarcar. Por enquanto, tudo depende dos números do impeachment, dificílimos de estabelecer. Como já disse, espero a derrota do impeachment, para que o TSE cumpra seu papel. Cassando a chapa Dilma -Temer. Com a realização de eleição direta. Por pior que tenhamos votado errado varias vezes, colocar no poder, alguém sem a nossa autorização, não ha nada mais extravagante e surrealista. Lutar para que o país seja governado por alguém que teme o voto, o povo e a urna, espantosa contradição.

Quarta no Supremo: sessão incerta e duvidosa

Duplamente. Na sexta 18, logo depois do voto longo e polemico do Ministro Gilmar, a noticia: como o Supremo não trabalha na semana santa, o exame do seu voto (e de outros dois Ministros) ocorrerá na quarta, dia 30. Absurdo completo. Como o Estado é laico, a semana poderia ser normal. Alem do mais, o plenário só se reúne uma vez por semana, nenhum impedimento. E diante da importância e relevância das questões, deveriam antecipar a decisão.

Segunda duvida. Agora não se sabe até mesmo se haverá essa sessão do dia 30, depois de amanhã. Como Gilmar ainda está em Portugal se recuperando do fracasso do seminário conspiratório, admitem que ele não compareça. Ora, sobram 10 Ministros, que podem se reunir, votar e decidir. Pelo regimento interno, só não podem votar se estiverem presentes menos de 8 Ministros. E não tive o menor sucesso em esclarecer qualquer coisa. Sexta, sábado e ontem, domingo, não havia ninguém em Brasília. Dos Três Poderes.

Quem perdeu foi a seleção do Dunga e não a do Brasil

O empate naquelas condições foi derrota e assim tem que ser chamada. Depois daquele gol "mediúnico" aos 40 segundos e indo para o vestiário com 2 a 0, a reviravolta foi mais do que medíocre. E o Uruguai dominou todo o segundo tempo, encurralou o Brasil, não ganhou por falta de sorte. Colocar o Neymar como centro avante fixo, prova de burrice completa.  


Jogando pelas extremas, é extrardinario. Faz gol e coloca os companheiros sempre em posição excepcional.  Como centroavante, exatamente o contrário. Tem que esperar a bola chegar para ele, marcadíssimo. Com 4 vagas certas e uma na repescagem, o Brasil irá á Rússia, certo. Mas ninguém liga para a seleção do Dunga. Não dá mais tempo de colocar outro técnico que represente a seleção cinco vezes campeã do mundo. Mesmo perdendo duas Copas em casa.
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A soberba e o ego é a desgraça da magistratura
(...) Altos salários, privilégios e a exigência de serem chamados de “excelência”, ou hostis serventuários, ameaçarem advogados e demandantes nas salas dos tribunais apontando para placas de que: “ofensa ao servidor, é crime”, (como se não fosse lei também para qualquer cidadão) é o imperativo para essa insanidade protagonizada por um estado republicano, débil, amarrado aos idos do Brasil Colônia.

ROBERTO MONTEIRO PINHO
                                   
Nunca em tempo algum a magistratura brasileira experimentou de forma tão intensa, ser questionada em sua honestidade e eficiência. Enquanto as decisões da mais alta Corte do país, - o STF polemiza juristas e analistas políticos, com suas controvérsias, a morosidade é o fator mais agudo a rejeição e baixa conceituação a magistratura.

Muitos questionam, e com razão, da qual me associo, de que a exposição na mídia, pela TV a cabo das sessões dos tribunais, faz com que ministros, profiram votos desnecessariamente longos, num claro e insofismável comportamento que satisfaz apenas o ego do relator. Recente o governo (que não tem verba), vetou o aumento pretendido pelos servidores públicos.

Entre os grupos, o do judiciário é o que apresentou a maior gula, pretendem entre 53% e 78% de aumento, um absurdo, levando em conta os altos salários (conta todas as rubricas do contra cheque), que recebem todo mês.

A bem da verdade, este repórter-colunista indica que o recorde de gastos está detalhado na pesquisa “Abrindo a caixa-preta: três décadas de reformas do sistema judicial do Brasil”,  uma parceria entre Luciano da Ros, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, (a única instituição no país que trata seriamente do assunto) e Matthew Taylor, da Universidade Americana, de Washington.

O trabalho completo só ficará pronto agora em 2016. Uma pré-análise conclui que: “O custo da Justiça no Brasil: uma análise exploratória” há uma comparação das despesas entre países. O gasto é de 0,32% do PIB na Alemanha, de 0,28% em Portugal, de 0,19% na Itália, de 0,14% na Inglaterra e de 0,12% na Espanha. Nos Estados Unidos, 0,14%. Na América do Sul, a Venezuela consome 0,34%, o Chile, 0,22%, a Colômbia, 0,21%, e a Argentina, 0,13%%. No Brasil é assustador: 2,4% do PIB.

A folha de pessoal é a principal causa do altíssimo custo. No Judiciário, há gente e mordomias demais. O pagamento de 434.932 funcionários, entre juízes e servidores, consumiu 89,5% das despesas totais em 2014. O salário médio alcança 10,8 mil mensais.

O discurso dos atores do judiciário diverge totalmente da opinião pública. Como se não bastasse à estabilidade, (instituto em que 204 países do globo, não adotam). 

Enquanto esses reivindicam melhores salários (como se ganhassem pouco), diminuição da carga horária e benefícios extra folha, do lado de fora milhões de trabalhadores mínguam o salário mínimo, não gozam de privilégios e sequer de benefícios na folha salarial, e evidente, também não são estáveis, salvo se pertencerem a CIPA for dirigentes sindicalistas ou portarem doença contraída na atividade laboral.

O fato é que o pagamento acima do teto resulta dos chamados “penduricalhos”. Auxílios, indenizações, gratificações e uma penca de adicionais não definidas como “salário” e adotados do Oiapoque ao Chuí. No Rio Grande do Sul, paga-se um “auxílio-táxi” de 123,80 reais. Goiás instituiu em 2013 um “auxílio-livro” de 3,2 mil anuais. No Rio de Janeiro, há desde setembro um “auxílio-educação” de 953 reais por filho de juiz. Em 2011, o Conselho Nacional de Justiça, cuja missão é vigiar o Judiciário, criou um “auxílio- alimentação” e uma licença remunerada para cursos no exterior, entre outros

Para a população brasileira a justiça e branca e rica. Só os que reúnem melhor condição financeira é que tem acesso ao Poder Judiciário, ou seja: conseguem e defender, levando o processo até a última instância até que este seja extinto pelo tempo que levou tramitando nos tribunais.

Foi o que aconteceu com os réus do mensalão. Altos salários, privilégios e a exigência de serem chamados de “excelência”, ou hostis serventuários, ameaçarem advogados e demandantes nas salas dos tribunais apontando placas de que: “ofensa ao servidor, é crime”, (como se não fosse lei também para qualquer cidadão) é o imperativo para essa insanidade protagonizada por um estado republicano, débil, amarrado aos idos do Brasil Colônia.

Em outubro de 2014, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Nalini, disse em entrevista à TV Cultura que só “aparentemente” o magistrado brasileiro ganha bem. “Ele tem de comprar terno, mas não dá para ir toda hora a Miami comprar terno, a cada dia da semana ele tem de usar um terno diferente, uma camisa razoável, um sapato decente, ele tem de ter um carro.”Esses que falam dessa forma arrogantes são os responsáveis diretos pelo vergonhoso percentual de processos sem decisão que chegou a 71% no mês agosto de 2015.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Ha 1 ano, Marcelo Odebrecht dizia: "Não faço delação, não entrego ninguém, não sou dedo duro". Depois do depoimento da secretaria, procurou a PM e MP, mudou completamente de ideia, procurou a PM e o MP, fez a proposta: "Contarei coisas que vocês nem imaginam". Estão se acertando.

HELIO FERNANDES

Ninguém imaginava que num ambiente dominado por delações, confidencias, delações, documentos apreendidos em centenas de "buscas e apreensões", ainda sobrasse tanta coisa. A grande descoberta dos últimos tempos, que surpreendeu a todos, foi a secretaria Maria Lucia Tavares. Alem de secretaria, ela controlava o que era chamado internamente de "departamento da propina". Tudo passava por ela.

Quando foi contatada, e concordou com a colaboração, o caminhão de documentos que apresentou, surpreendeu e assustou os próprios profissionais da investigação.

Só fez um pedido, logo aceito, depois referendado diante da montanha de informações e o caminhão de documentos: “Não faço delação, não fico presa, entrego tudo, explico ponto por ponto, nunca mais sou procurada, vou viver a minha vida". Não queriam outra coisa, decodificou tudo, tirou todas as duvidas da PM, foram três dias de conversa franca, nenhum comprometimento, nenhum aproveitamento pessoal, nenhum favorecimento. 

Era alta funcionaria, cumpria ordens, não tinha compromisso de proteger alguém. A Odebrecht, para ela, é um ponto no passado, agora o que existe é o presente e o futuro, livre e desembaraçada.

Seu depoimento teve efeito totalmente contraditório e destruidor para Marcelo Odebrecht. Assim que soube que Maria Lucia conversara com a PM e o MP, e fizera depoimento avassalador, falou para o seu segundo, preso com ele: "Vou mudar completamente de posição. Não quero ficar como o tesoureiro do mensalão, condenado há 40 anos”.

“Vou contar o que sei, não quero pegar um dia de cadeia, já basta o tempo que fiquei aqui". Pediu imediatamente contato - conversa com os investigadores. Não encontrou muita receptividade, disseram para ele: "Você tem que nos surpreender, sabemos tanto, que é praticamente impossível que você acrescente alguma coisa".

Não se abalou, respondeu: "Eu sei o que vou contar, os documentos que vou mostrar, personagens poderosos citados pela primeira vez. Em troca fico livre, deixo a direção da empresa, vou viver na Europa e nos EUA, longe de negócios. A empresa já fez acordo de leniência com o governo,ela sobreviverá sem mim". Não custa lembrar: ha meses Marcelo liberou todos os diretores e altos funcionários a fazerem delação, até recomendou que fizessem. Ressalvou e ressaltou: "Eu não farei, vocês estão livres". Está fazendo, trocou o nome de "delação premiada" para "colaboração definitiva".

Se quiser, Marcelo pode começar pelo financiamento da construção da Arena do Corinthians, que ele, Lula e este repórter conhecem tão bem. (Contei aqui mesmo, ano passado). A Odebrecht ia levantar o estádio, faltava o dinheiro. Estava previsto que custaria 400 milhões. Frederico Barbosa, importantíssimo, procurou a direção do Banco do Brasil, conversaram, pediram as garantias.

O homem da Odebrecht levou quase 1 mês, entregou as garantias, não foram aceitas, precisavam de reforço, não existia. Frederico falou com Odebrecht. Este ligou para Lula, que acionou Luciano Coutinho, do BNDES. Textual: "Vai ai um bom amigo, precisa de 400 milhões para a construção do estádio do Corinthians". Foi, resolveu, conseguiu o empréstimo - financiamento, com juros de 4 por cento, já valia 9. Acreditei que isso surgiria na CPI do BNDES. Não quiseram aborrecer Luciano. Depois desse inicio, Marcelo pode contar o resto.

Obama hoje na Argentina, data histórica e sangrenta

Ha 40 anos, o general Videla começava o mais terrível golpe da America do Sul. Não sei se foi planejado ou premeditado, ou simples coincidência. Durou apenas 7 anos, assassinou milhares, foi mais terrível do que no Brasil ou no Chile. Mas todos os generais foram punidos, Videla, condenado á prisão perpetua, morreu numa cela de 3 por 4, merecidamente. Em 1978, fui cobrir a Copa do Mundo lá, tive contatos com resistentes, principalmente as "mães da Praça de Maio", heróicas, que tiveram os filhos roubados.

Num outro plano, o registro: ha menos de três meses no poder, Macri, que derrotou a dinastia Kirchner tem conseguido muita coisa. Incluindo a visita do presidente dos EUA. È que a ex-presidente atacava muito os EUA, Obama não se  importava mas não retribuía em ajuda.

Dilma: "Não renunciarei, mas eles não passarão”

Anteontem aproveitando a presença dos advogados e juristas que assumiram sua defesa, improvisou comício no Planalto. Mais de 120 pessoas, eufórica e entusiasma, Dilma falou varias vezes. Durou mais de 3 horas. Disse o que coloquei no titulo, e lembrou (sem citar o nome) da frase da lendária "passionaria" grande resistente á ditadura de Franco. A satisfação acabou em menos de 24 horas. Surgiu o primeiro relato, que envolve e atinge 18 partidos e praticamente 200 políticos. Atribuído a Marcelo Odebrecht, mas pode ser de varias fontes.

Do Planalto e do Alvorada, enorme apreensão. Mas depois uma suposta satisfação. Desses supostos 18 partidos, logicamente muitos da oposição. Logo isso se espalhava, e se confirmava o informe ainda não informação, de que muita gente que combate a presidente, e luta pelo impeachment, completa esse numero elevado. Mas tudo é duvida, incerteza, nenhuma segurança a respeito da votação no plenário.

Zavascki - Moro

Na sexta feira, quando Gilmar Mendes deu seu voto-libelo contra Lula w Zavascki não estava em Brasília e sim em Ribeirão Preto, foi receber um titulo de cidadão. Pouco antes, numa conferencia, afirmou: "O juiz não deve criar problemas e sim procurar soluções". Comentei: o personagem oculto da frase é o juiz Sergio Moro. Na primeira oportunidade, confirmou minha observação.

Recebendo um recurso dos advogados de Lula, decidiu contrariamente ao voto de Gilmar, nada ilegítimo. Mas a fundamentação absurda. Zavascki determinou que Curitiba mandasse para Brasília, tudo que se referia a Lula. Nenhum dos dois tinha poder de execução, mas  Zavascki deu ordem e prazo para a devolução. Polêmico, autoritário, acabou desgastando o juiz que está cumprindo integralmente seu dever.

Foi criticadissimo, só o plenário do Supremo pode tomar decisões definitivas. Isso está marcado para o dia 30, próxima quarta. Gilmar está em Portugal, num seminário que organizou, volta segunda. Temer também foi, volta domingo. Tem que estar aqui, para a convenção do PMDB e de sua "candidatura", na terça 29.

Novo pedido de impeachment

A OAB Nacional está entrando com o segundo impeachment. Depois de muitos estudos e consulta a juristas, concluíram. Não é obrigatório apenas um processo contra o presidente. Para estabelecer a diferença apresentaram três motivos. 1- As "pedaladas" fiscais. 2- As concessões e as isenções financeiras inconstitucionais, concedidas a FIFA, em 2014. 3- A nomeação do ex-presidente Lula para Ministro, apenas para conceder a um amigo, foro privilegiado e livrá-lo de eventual prisão.

A OAB quer que o novo impeachment corra separado do outro. Por isso apresentaram motivos diferentes. Serão mais 65 deputados titulares e outros 65 suplentes. Cabe ao corrupto Eduardo Cunha decidir. Se recusar, a OAB entrará com recurso no Supremo.

PS- O histriônico e exibicionista deputado Julio Lopes, gritou na Comissão de impeachment: "Fico horrorizado quando ouço alguém dizer presidentA". Se estudasse um pouco, saberia que com a ou e no final, sempre a mesma coisa. 


PS2- Devia saber que os moradores de Santa Tereza ficam horrorizados ouvindo seu nome. Quando era secretario de Transportes, houve a catástrofe dos bondes clássicos do bairro, com mortes e sem que os bondes voltassem.  
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quarta-feira, 23 de março de 2016

4 anos de fracasso, 1 ano de impeachment, temos que salvar Dilma para que a chapa seja cassada pelo TSE, realizada eleição direta pelo povo, a melhor solução pelo povo

HELIO FERNANDES

Só existe um fato indiscutível na realidade: a crise é a maior da historia do Brasil. E também a mais duradoura. Não começou com a posse de Dilma no segundo mandato. E o rompimento Lula - Dilma, por causa do "volta, Lula", que ela vetou estrepitosamente. Ficaram desligados, Dilma desorientada, omissa, isolada, sem apoio do "seu" partido, o PT, e dos outros da base. Deixou de governar, rompeu coletivamente.

Surgiu, patrocinada pelos supostos oposicionistas a idéia do impeachment. Não prosperou, foi se esvaindo, até desaparecer de vez. O "herdeiro" Michel Temer, usou dois artifícios, tentava mais um cargo sem voto, sem povo e sem urna1- Deu entrevista, afirmando que o Brasil precisava de um líder para “reunificar” o país. Não colou, foi ridicularizado. 2-Veio então com a carta (escrita por Moreira Franco), se queixando e se lamentando de ser um "vice decorativo". Mais ridículo.

Os fatos sumiram, o impeachment saiu do noticiário. O "jovem presidenciável” Aécio Neves, se concentrou no Tribunal Eleitoral, sua grande esperança: a cassação da chapa Dilma. -Temer e ele assumir. Com a desregrada atuação da dupla Dilma-Lula, ora junta ora separada, o despenhadeiro ficou visível. O impeachment ressurgiu, praticaram o suicídio duplo, concretizando a idéia de Lula Ministro. Aí, o impeachment voltou ás manchetes. 

Quem mandou parar as maquinas foi o corrupto Eduardo Cunha. E colocou nas primeiras, a Comissão para julgar Dona Dilma. A motivação: crime de Responsabilidade, por causa das "pedaladas". Considerada muito fraca, na segunda sessão da Comissão, determinou o que chamou de "aditamento". Ou seja: juntar como motivo e justificação, a "delação” de Delcídio, que não estava no processo. Nem existia na época.Protestos gerais, se insistirem, o Supremo , mais uma vez terá que dar a ultima palavra.( Essa "delação" inclui Temer, FHC, Aécio).

Agora surgem divisões entre advogados que apóiam o impeachment e os que não apóiam. Marcelo Lavanere, no primeiro time a favor do impeachment de Collor, agora está contra. A OAB garante:"Temos apoio quase unânime do Conselho  Nacional". Lavanere rebate: "Apoio para abrir o processo, mas não para votar a favor".  Confusão e tumulto de opinião, contradição sobre o resultado da votação. Imprevisível qualquer analise ou avaliação.

 Ontem exatamente ao meio dia, o presidente da Comissão, numa decisão sabia mas obvia, informou: "A delação do senador Delcídio não tem nada a ver com o nosso trabalho.Esta comissão só pode debater, discutir e decidir o que está na pauta, nada podendo ser acrescentado". Nenhum aplauso ou comentário, todos concordavam.

Traduzindo o que coloquei no titulo principal da matéria

Tudo suposição ou analise, a questão está dificílima de ser resolvida. Não na Comissão, meramente simbólica. 1-Se na decisão final, depois da Câmara e do Senado, publicado o resultado, ninguém pode interferir, ele é definitivo, irrefutável e irrevogável. 2 - Se o impeachment for derrotado, o TSE pode continuar o processo, mantendo a decisão do Congresso, ou modificando-a. 3 - São 7 Ministros. Em maio troca o presidente, assume Gilmar Mendes. (Sempre ele, sempre ele). Sai o Ministro Fux, entra Rosa Weber.

4- Tenho feito muitos levantamentos e pesquisas, encontro sempre 3 a 3. A minha conclusão: 4 a 3 contra ou a favor da cassação da chapa. Mas como falta algum tempo, ministros mudam muito de voto, é permitido. 5- Não sou contra nem a favor. Defendo a cassação da chapa, e eleição direta dentro de 90 dias. 6- Considero que essa seria a melhor solução, entregar a definição ao povo das ruas.

A corruptissima Odebrecht

Entre todas as empreiteiras envolvidas na roubalheira da Petrobras, nenhuma se organizou no nível e no volume dessa poderosa empresa. 1-Tinha um departamento especializado para o pagamento de propinas. 2-Total liberdade de fixar o preço, mesmo sem identificar o recebedor. 3 - Só prestavam contas a três executivos, sendo um deles o Presidente e maior acionista. 4- Podiam fazer os pagamentos de forma simples, ou sofisticada, passando por vários bancos do exterior.

Ainda não foi publicado o depoimento da mulher e sócia do marqueteiro João Santana. Mas me dizem que é sensacional, e altamente relevante. Não explicam a demora na divulgação.

Os números da votação do impeachment na Câmara

Falam muito dos números necessários para a aprovação ou desaprovação da medida: 342 para um lado, l72 para o outro. (Na televisão repetem muito 171, mas com isso podem perder. Com 172 não perdem de jeito algum. È preciso prestar atenção na abstenção. São dois terços de 513. E se comparecerem só 500? Fica mais difícil.
Se os que defendem o impeachment, não chegarem a 342 votos, digamos que fiquem em 340 ou 341, não precisam nem olhar para o placar adversário. Os que não querem o impeachment ganham de qualquer maneira.

Terrorismo na Bélgica "Je suis Bruxelles"

Horrível. Horroroso. Horripilante. Assustador. Indefensável. Combater esses monstros que não se incomodam de preservar alguma coisa, nem a própria vida? Com que meios. Alem dessas vidas perdidas, a tranqüilidade roubada, o susto no dia a dia. Felizmente a Bélgica não se atemorizou. As autoridades recomendaram que não saíssem de casa, muitas homenagens aos mortos, com grande comparecimento. Ninguém esperava que esse movimento de represália ao mais importante articulador do atentado de novembro em Paris, acontecesse tão rápido. E a expectativa tenebrosa é que continue.

 PS- A ministra Rosa Weber votou contra o pedido de Luiz Inácio Lula da Silva. Singela e rapidamente, no mesmo sentido do voto de Gilmar Mendes. Mas como tenho dito, é uma opinião, não uma revogação.

PS2- No Supremo o voto de um Ministro pode ser igual ou diferente do outro, mas não o modifica. Só que ha um aspecto que precisa ser analisado e lembrado.

PS3- Gilmar, Teori, Rosa, votaram contra a posse de Lula, e a manutenção do processo sobre ele, em Curitiba. Se confirmarem a tendência, já serão 3 votos no dia 30.


PS4-Com isso, nesse dia 30, o processo estará com o juiz Sergio Moro. No dia primeiro de abril, Lula poderá ter determinada a prisão preventiva. 52 anos depois do golpe de 64.
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POLÍTICOS QUE PASSARAM DE “LADRÕES DE GALINHA”, PARA “LADRÕES DE PASADENA”. DILMA BERRA AOS CANTOS QUE NÃO RENUNCIA. AFINAL QUEM PEDIU? LULA-LÁ PODERIA TER VIRADO ESTÁTUA, AGORA ESTÁ ESTÁTUA.
ROBERTO MONTEIRO PINHO
É unanimidade entre os mais aficionados analistas políticos, e articuladores da mídia, de que nunca se viu na história da República, tamanha balbúrdia com uma série de erros primários, tanto no enlace das questões políticas que envolvem os personagens da cúpula da política nacional, mas também na espera jurídica.
30 anos se passaram e o Lula, torneiro mecânico, não soube se conduzir no processo de “o homem mais poderoso do Brasil”. Manchou a própria honra, a família e decepcionou seus eleitores. Hoje indignados não querem sequer ouvir falar seu nome. O PT dos ladrões, antes era de galinhas, agora é de Pasadena.  Dilma continua hostil e cínica, “não renuncio de forma alguma”, afinal quem pediu isso?

A metamorfose é tamanha, que chega ao absurdo de se questionar a competência da Vara Federal de Curitiba, a ponto da juíza da 4ª Vara Criminal em São Paulo decidir que a denúncia contra Lula e outras pessoas deve ser enviada para Curitiba (juiz Federal Sergio Moro).

Ao declinar da competência, a julgadora invocou acertadamente o instituto da conexão (os fatos narrados na denúncia em São Paulo são investigados por Curitiba ou são conexos a fatos lá investigados).

No STF a história se repete. Mandados de segurança estão com a seta indicando: CURITIBA.

Ávida por fatos e no afã de divulgar acontecimentos inéditos, a imprensa tem agido de forma açodada, deixando questões pontuais, focando tão somente o antagonismo existente entre os grupos prós e contras o impeachment, que é a matéria central de toda polêmica.

O mais próximo do assunto tem sido o jornalista Helio Fernandes, publicando matérias diárias em seu blog, pontuando essas questões latentes que aniquilam, e sufocam a sociedade brasileira. Os Portais da internet conseguem ilustrar as questões, mas não estão alinhados dentro da mesma panorâmica política institucional.

A ação que incomoda Lula da Silva faz referência aos favores recebidos pelo ex-presidente da República, dentre os quais está o tríplex no Guarujá, que é o centro da acusação (em São Paulo) contra o ex-presidente e sua família. Tanto a cessão do imóvel como a sua reforma é objeto de investigação na Vara Federal.

Soma ao fato o crime de falsidade ideológica ocorrido na declaração de renda do ex-presidente, configurando por sua vez, crime de sonegação fiscal da competência da Justiça Federal, sendo a falsidade mero meio de execução do crime (o crime-meio fica absorvido pelo crime-fim).

Em suma, é indiscutível e inócuo tentar obstacular a ação, eis que tudo que está relacionado com a Lava Jato é juridicamente correto que fique concentrado num único juízo.
Num novo cenário, Lula se nomeado ministro, tudo que for relacionado ao Lula transfere-se para a competência do STF (saindo da jurisdição do juiz Sergio Moro). Neste caso a caneta estará nas mãos do ministro Gilmar Mendes.
São 52 ações populares que questionam a posse de Lula. Na sexta-feira (18), o Tribunal Regional Federal havia derrubado a segunda liminar da 6ª Vara da Justiça Federal no Rio de Janeiro que suspendia a nomeação. No mesmo dia, um juiz de São Paulo suspendia a posse.
O brasileiro, se fez representar nas passeatas, manifestações de cunho popular e de enorme repercussão a nível nacional e internacional. Este cenário fez com que a República viesse abaixo, moralmente, economicamente e social, e isso pé um dano irreparável protagonizado por esses personagens que não tiveram o esmero do zelo da coisa pública.
Crime abominável e repugnável que merece as mais severas penas da lei seja quem seja o personagem. Nada justiça o crime, e quando se trata do que estamos vendo, isso os remetem a crime contra a humanidade.
Lula, Dilma personagens centrais da Lava jato, estão na enorme redê de negociatas, favorecimentos e desvio de dinheiro público. São indícios, mas é pouco provável que não seja comprovado, eis que a insensatez e o desleixo e a soberba de Lula, o fez um personagem, empobrecido moralmente, tal quais grandes figuras da historia universal, que caíram em desgraça, quando descoberto seus crimes praticados durante o estágio do Poder.
Num regime talibã, muçulmano, maoísta, ou na cultura milenar oriental da honradez, provado seu ato (s), Lula seria abatido impiedosamente em Praça Pública.
Não se pode, deixar levar pela emoção, da paixão cega. Temos que olhar o país precisamos enxergar o futuro, tendo o presente sob total e intensa mácula de seriedade e de amor a pátria.
Não existe aqui, por todos os fatos colhidos, o menor sinal de nacionalismo. Lula e seus boquinhas querem o Poder pelos cargos recheados de vantagens e um salário, que não é o mínimo que o trabalhador brasileiro recebe. E outro grupo pratica toda sorte de crimes.
Esta errado o judiciário soberbo, vetusto e mentiroso, que sequer dá conta da solução de 105 milhões de ações que estão empilhadas nos seus balcões.



terça-feira, 22 de março de 2016

Dona Dilma: de Pasadena ao petrolão, incompetência, infortúnio, incerteza, impopularidade

HELIO FERNANDES

O governo confessou: está em pânico com o futuro de Luiz Inácio Lula da Silva, se ele ficar até o 30 dia de março, dependente de decisão de Curitiba. Entraram então com Habeas-Corpus diretamente ao MinistroTeori Zavascki. Erraram no diagnostico e logicamente no medicamento. Eu disse ontem: “Sergio Moro não deve tomar posição, antes da decisão definitiva do Supremo". Hoje a informação exclusiva e privilegiada: "Policia Federal, Ministério Publico e Juiz Sergio Moro decidiram que o processo não andará no momento". Tantas sumidades no Planalto e não conseguiam uma simples informação?

Desatentos e desinformados, entraram no Supremo com medida desnecessária, inócua e inútil: o Habeas Corpus para que Teori Zavascki revogasse ou anulasse o estabelecido pelo voto de Gilmar Mendes. Primarismo jurídico dos doutores do Planalto. Zavascki poderia até dar voto contrario ou diferente, mas não seria mais do que isso. Só quem tem poderes para firmar uma decisão vencedora, para um lado ou para o outro, é o plenário. Mas os Ministros são tão católicos que não trabalham na semana santa. Se desgastaram um pouco, deixaram o país todo ansioso e angustiado. Habeas Corpus, distribuído eletronicamente, ficou com Luiz Fachin. 

Enquanto isso, o impeachment caminha, comandado pelo ínclito, inatingido e inatingível Eduardo Cunha. Qualquer decisão provocará tremenda complicação. Como já disse e repeti, a melhor decisão, quase uma solução, seria a eleição dentro de 90 dias. Mas para isso, o TSE teria que cassar a chapa Dilma-Temer. Sabem disso, a relatora está ha 3 meses com o processo, não tem prazo para entregá-lo. A Comissão do impeachment, decidirá primeiro.

A trajetória medíocre de Dona Dilma, explodiu na crise tormentosa de agora

Chefe da Casa Civil de Lula, presidia o Conselho da Petrobras, quando operaram a compra de Pasadena, que deveria ter levado muita gente para a cadeia. (Mas ainda não havia a Lava-Jato, que agora querem destruir). Surgia ali o Petrolão, escândalo inominável, que se multiplicaria por bilhões. A última palavra que autorizou a negociata, foi de Dona Dilma, a penúltima do diretor internacional Cerveró. Decisão escrita, referendada e consumada de Dona Dilma: "Autorizo a compra, pelo fato do relato do diretor Cerveró, ser falho e sem informação". Com essa "justificação" deveria ter negado a compra de forma veemente.

Com a decisão, sua carreira se elevou voluptuosamente, enquanto Cerveró está na cadeia em Curitiba. Lula caminhava para o fim do segundo mandato, não conseguiu o terceiro, teve que encontrar o substituto, já contei com exclusividade como chegou a Dona Dilma. Fizeram acordo "dela ficar apenas 4 anos". Lula foi traído, Dilma resolveu ficar 8. Brigaram nos bastidores, a briga passou a publica, quando começou o "volta, Lula", ele e o PT, cobravam o funcionamento do acordo.

Dilma resistiu, não abriu mão de outros 4 anos. Logo depois da reeleição, 76 por cento dos brasileiros, retumbaram: "Dilma conseguiu novo mandato, mentindo para o país inteiro". Era o começo do massacre, do caos, do terremoto. E a conscientização e a confirmação, de que em todas as oportunidades, Dilma tentava escapar pela mentira. (Mentiu até a respeito da sua formação universitária, se confundiu toda).

Logo nos primeiros meses teve que demitir 7 Ministros, o que mostrava e demonstrava sua total incapacidade. (Isso ficou conhecido como "faxina", nomeou outros ministros, dos mesmos partidos dos demitidos). Incapacidade e leviandade. Apesar de Lula estar por trás tentando monitorar a catástrofe.

Era muito tarde, não havia salvação, Lula se afastou, desistiu, foi para o triplex e o sitio de Atibaia. Em agosto no ano passado, vendo ou sentindo que sua reeleição em 2018 estava ameaçada, retomaram as conversas. E surgiu pela primeira vez a ideia dele ser Ministro. Não se acertaram, mas não se afastaram, nem deram o desacerto como definitivo. Ideia que surgiria mais tarde, já rotulada como inútil e desafiadora.

Atualizando. A situação é completamente diferente. O Lula salvação, que iria cooptar (as aspas são indispensáveis) pelo menos metade do partido desapareceu.  È impossível analise segura de um partido presidido por Michel Temer. Mas Lula foi tão disperso, incoerente e arrogante, que se o PMDB abandonar a base do governo, pelo menos 90 por cento devem ser colocado na conta do ex-presidente e quase ex-ministro. Lula hoje é fator de desencontro e não de encontro.

Apesar de tudo, Lula e Temer conversarão hoje. Lula queria ontem, o vice não podia. Temer quer dar a maior divulgação á conversa, para poder dizer: "Não somos intransigentes". Lula está totalmente fora da agenda diária do governo. Dilma se reuniu ontem com ministros, para examinar a questão do impeachment. Lula nem convidado. Às 8 da noite, o ex-presidente chegou ao Alvorada, conversou longamente com a presidentA.

O Habeas Corpus no Supremo, e a incompetência do Planalto

Divulgaram: "Entramos com Habeas Corpos, pedindo ao Ministro Zavascki que revogue a decisão de Gilmar Mendes”. Dois erros. 1- O ministro sorteado, pode votar como quiser, mas só o plenário dará decisão definitiva. Sorteado, Luis Fachin, recusou alegando :é padrinho de uma das filhas de um dos 6 juristas que assinam o habeas Corpus. Isso não é impedimento, mas a cautela é louvável. Novo sorteio, escolhida Rosa Weber. A mesma coisa que Fachin: pode votar como quiser, mas não revogar a decisão de outro Ministro, no caso, Gilmar Mendes.  

Obama deixa Cuba popularíssimo

Teve encontra demorado com Raul Castro, no Palácio da Revolução. (Sede do governo, muita bonita). Assinaram acordos, confraternizaram, empresários participaram. Andaram juntos na rua. Nada de Fidel Castro, estava prevista sua ausência, comunicada pelo próprio irmão. Depois do almoço, deram entrevista coletiva para 1.800 jornalistas. Fizeram frases de efeito, sinceridade e satisfação geral, Obama muito aplaudido. 

O presidente dos EUA disse que "nossa amizade é demonstração de solidariedade, estaremos á disposição sempre e a qualquer momento". Raul agradeceu, afirmou: "Nem todos os países cumprem os direitos humanos. Para nós, o fundamental é a Saúde e a Educação". Foi um encontro e uma visita realmente histórica.  

Ontem, ultima noite em Cuba, Obama, a mulher e as filhas, jantaram no Palácio da Revolução com Raul Castro e convidados. Simplicidade, cordialidade e amizade. Não tem sentido, republicanos repetirem seguidamente: "Os EUA estão dando muito a Cuba e não recebendo nada”. Típico de um partido que caminha para ter o bilionário Trump como candidato, felizmente, não como presidente. 

Comissão do impeachment, e a quadratura do circulo

 Eduardo Cunha, cujo prazo para defesa do mandato na Comissão de Ética, terminou ontem, continua dominando a Câmara. E seus fatos mais relevantes, como o impeachment de um presidente da Republica. Dona Dilma está sendo processada pelas chamadas "pedaladas" fiscais Ontem, segunda sessão da Comissão, ele mandou juntar as entrevistas que fazem parte da “delação” do senador Delcídio.

Inacreditável a audácia desse corrupto, não investigado ou acusado, mas réu do Supremo Tribunal Federal.

Se fosse o caso de aceitar, deveria ser formada nova Comissão. Henrique Fontana, Jandira Feghali, Silvio Costa, Chico Alencar e Ivan Valente, se pronunciaram brilhantemente sobre o assunto. Meus parabéns ao presidente da Comissão, Rogério Roseto, pela elegância, serenidade, correção com que dirigiu os dificílimos trabalhos.


PS – Abriram a “caixa preta” na Associação Brasileira de Imprensa – ABI. Na última quarta-feira. O diretor de administração da entidade o editor Orpheu Pinto Salles, por sua iniciativa confiscou o computador da secretaria, prerrogativa dele na qualidade de presidente da Comissão Eleitoral, quando exigia a listagem dos associados para conferência da situação fática de cada um dos inscritos.

PS1 - Ao acessar os dados, segundo fontes, ele se deparou com vários lançamentos que agora pretende investigar para denunciar com provas robustas as falcatruas da atual diretoria, inclusive pagamentos sob rubricas que ele mesmo, na qualidade de diretor nunca autorizou ou teve conhecimento. As eleições para escolha da nova administração da ABI acontecem no dia 29 de abril, e a oposição reunida na chapa Barbosa Lima Sobrinho se articula para levar ao quadro associativo essas e outras denúncias de improbidade e praticas desprezíveis. O diretor ficou surpreso, quando viu o que encontrou no PC da secretaria.


PS2 – Segunda-feira dia 28 uma reunião do Conselho, onde terá muitos assuntos a discutir, certamente uma prestação de contas, que nunca existiu pra valer. Conselheiros já estão alinhavando uma série de questionamentos, que pode até culminar no impeachment do televisivo e atual presidente Domingos Meirelles. O site da entidade não fala nem na reunião de segunda, e sequer sobre a eleição do dia 29 de abril, tudo num claro indício de que “a caixa preta”, tem mais fatos a revelar.
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