Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 10 de abril de 2017

RUI BARBOSA CONTRA O JUIZ COVARDE

HELIO FERNANDES

De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pelas facções, pelos demagogos e pelos governos. A sua fraqueza, a sua inconsciência, a sua perversão moral crucificaram o Salvador, e continuam a crucificá-lo, ainda hoje, nos impérios e nas republicas, de cada vez que um tribunal sofisma, tergiversa, recua, abdica. Foi como agitador do povo e subversor das instituições que se imolou Jesus.

E de cada vez que ha precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apostolo de ideias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem publica, o pretexto que renasce, para exculpar as transações dos juízes tíbios com os interesses do poder.

Todos esses acreditam, como Poncio Pilatos, salvar-se lavando as mãos do sangue que vão derramar, do atentado que vão praticar. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer que te chames, previrificação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos. O bom ladrão salvou-se.

MAS NÃO HA SALVAÇÂO PARA O JUIZ COVARDE!

118 anos antes. Se eu não dissesse que tudo isso foi escrito em 1899, 10 anos depois da Republica, no jornal "A Imprensa", todos acreditariam que Rui Barbosa está mais atual do que nunca.

QUEREM LIBERTAR SERGIO CABRAL

Existe uma operação complicada para tirar o ex-governador da prisão. È arriscada,tem varias fases, mas está em franco desenvolvimento. O ponto de apoio é o pânico provocado pela noticia de que ele pode fazer delação. Que atingiria membros dos Três Poderes. Vem se desenvolvendo ha algum tempo.

Começou com o "congelamento" da sua situação penal. Réu em 6 processos, já deveria ter sido condenado uma vez. Mas todas as vezes que o juiz Federal Marcelo Brettas se preparava para a primeira condenação, surgiam obstáculos os mais espúrios e solertes. Não existe caso de alguém acumular 6 posições de réu e nenhuma condenação.

Agora partiram para tentativa de decidir a questão nesse âmbito da justiça. O juiz Marcelo Brettas ser transferido. Ou até promovido, para amenizar a repercussão, que seria altamente negativa. Mas tanta gente ficaria exposta, que a movimentação atinge toda a política do Estado do Rio, influindo desde já na sucessão para o governo em 2018.

Sergio Cabral não tem deixado margem para conversação. Coloca os fatos, assim, sumariamente: "LIBERTAÇÂO ou DELAÇÃO". O teste inicial do movimento foi à transformação da situação de sua mulher: de prisioneira em Bangu a domiciliar. Sabiam que surgiriam problemas, como surgiram. E acreditavam que o pior, seria a perda de tempo com instancias, mas o TSE seria favorável como foi

Só que existe uma grande diferença entre a mulher do ex-governador, e a situação dele mesmo. Não sei como farão, mas o entusiasmo pelo desfecho favorável. Não acredito no sucesso. Mas tudo o que está aqui é rigorosamente verdadeiro. Alguns itens já consumados, e o medo se transformando em pânico ou até terror.

 A mistificação do Banco Central

È difícil para esses medíocres que comandam (?) a economia, acertar nas prioridades. A queda da inflação e dos juros, não têm prioridade, mas sofrem influencia simultânea. desde 2015, escrevo com insistência que os juros já deviam estar em 10%. Dona Dilma saiu do governo 1 ano e meio depois, com a Taxa Selic em 14%. Uma lástima. Temer assumiu como provisório e depois indireto. Em 9 meses dessa usurpação os juros continuavam nos mesmos 14%. Um desastre

Ha 2 meses o BC descobriu que os juros estavam realmente muito altos, fizeram duas reduções de 0,25% cada, e uma de 0,75%. Mas o mais satisfatório e até esperançoso: garantiram novas quedas de 0,75%, prometeram os juros em 8 ou 9 por cento, no fim deste 2017. Ainda altíssimo, mas pelo menos alguma coisa.

Como digo sempre que ninguém nesse governo merece confiança, fiquei esperando, mas com desconfiança. Para março achei que a situação permitia uma redução de 1%%, talvez 1,25%, acrescentei: "Para ficar em 11% cravados". Mas não esperava que março terminasse em branco, e sem explicação. Pois foi o que aconteceu. 11 dias de abril, silencio total do Banco Central.
RENAN-EUNICIO

O projeto identificado como "abuso de autoridade", está provocando divergências graves entre o ex-presidente e o atual do senado. Renan para salvar deputados, senadores, ministros, enlameados na Lava-Jato.  O projeto ficou famoso e provocou protestos, por 2 motivos principais. 1- Foi o primeiro combate frontal contra a Lava-Jato.2- Recebeu montanhas de protestos, por ter sido "votado de madrugada".

Agora na presidência, Eunicio colocou o projeto em pauta, e está indicando senadores da sua confiança para colocarem no projeto, sugestões do Procurador Geral. E pessoalmente e em voz alta, declarou: "Aqui no Senado, o projeto vai caminhar e ser votado, "á luz do dia". Mais claro e com direção o mais viável, impossível.

Requião porta voz de Renan

Na planície e brigando para todos os lados, o ex-presidente tem que se valar de intermediários. Mas jamais imaginei que o senador-governador-senador Requião, servisse a esse papel de áulico de Renan. Ninguém acreditava que ele se prestasse a esse papel de servo, submisso e subserviente de Renan

Basta ver ou ler a frase de Requião, atirando á queima roupa, não se interessando nos alvos. A frase que macula a biografia de Requião: "Só vai reclamar do projeto contra o abuso de autoridade, quem quer cometer abusos". (A frase não é brilhante, mas é textual. Requião não percebeu: votado em 2009, quando foi apresentado, seria glorificado em praça publica. Agora provoca protesto e revolta.

PS- Inacreditável e irresponsável, a afirmação publica do governador Alckmin: "Como sou candidato a presidente, preciso aumentar as verbas de publicidade em SP".


PS2- Como é ANESTESISTA de formação e profissão, provavelmente Alckmin não sentiu nada. Mas  pela  segunda vez, o eleitor não votará nele para presidente.A  segunda e ultima.

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