Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A Segunda Turma do Supremo, PERIGO

HELIO FERNANDES

A decisão de anteontem, libertando totalmente o pecuarista Dumlay, e o ex-tesoureiro Genu, do PP, não só acendeu o sinal de alerta, como remeteu a lembranças de um passado não muito distante. E obrigatoriamente trouxe para o primeiro  plano, um personagem corruptissimo e altamente perigoso para a democracia: Eduardo Cunha.

Foi ele que descobriu e colocou nos órgãos de comunicação, a fragilidade e as consequentes facilidades dessa Segunda Turma. Tendo perdido a presidência da Câmara, e na iminência de ser cassado, divulgou com o maior espalhafato, todos publicaram, lógico: "Na Segunda Turma tenho 2 votos, e o terceiro está a caminho".

Não revelou nomes, mas até as pedras da rua (Rui Barbosa) estavam fartos de conhecer a realidade. Os 2 votos que ele considerava garantidos, eram Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

E o terceiro, a caminho, Lewandowski. Este, depois do malabarismo jurídico de salvar os "direitos políticos" de Dona Dilma, podia acertadamente ser relacionado como voto a favor de Eduardo Cunha.

CASSADO E FALASTRÃO

Já sem o mandato, entrou com recurso na Segunda Turma pedindo a anulação da cassação e a devolução da condição de deputado. Entrou com esse recurso no ultimo dia antes do recesso, Carmen Lucia já era presidente. Imediatamente pautou o recurso, não para a Turma e sim para o plenário.

Vieram as ferias, avisou: "Não vou sair de Brasília, cobrirei todos os plantões, podem viajar". (A Ministra Laurita Vaz, presidente do STJ, fez a mesma coisa, com o mesmo objetivo).

Demorou a votação, Eduardo Cunha foi derrotado por 8 a 3, ele não estava mentindo sobre os 3 votos. Agora está com um recurso no STJ e outro no Supremo, com o Ministro Fachin. Da prisão, ele está esperançado. Esperança que cresceu com a estapafúrdia decisão, de Gilmar, Toffoli, Lewandowski. Perigo para a Lava-Jato, revolta para a comunidade.

Sergio Cabral

Noticiei, de excelente fonte, que havia um movimento para transferir o ex-governador para prisão domiciliar, ou seja, o casal de criminosos corruptos, voltaria a morar junto. 7  vezes RÉU, Cabral tinha e tem medo de não sair mais da prisão. O obstáculo era o juiz Marcelo Bretas, ninguém tinha condições,credenciais ou coragem de falar com
ele sobre o assunto.

Agora, o próprio ex-governador, desalentado e desesperado, estaria tentando conversar sobre delação. Mas teria que ir para Curitiba, o Rio te ligação com a Força Tarefa da Lava-Jato. O enquadramento de Cabral, é precisamente com a Lava-Jato. Todos lembram, que ele já foi transferido de Bangu para Curitiba, não gostou, voltou. A situação piorou muito para ele.

O ABUSO DE AUTORIDADE
 
O relator, Roberto Requião tirou do projeto Renan. os pontos polêmicos e que atingiam 
o bom senso e a dignidade. Lembrou que já governou o Paraná, duas vezes, iria prejudicar 
a Lava-Jato. Que executa uma grande operação, no seu estado.
 
Muitos se surpreenderam com a velocidade como as coisas aconteceram. A CCJ aprovou, 
o plenário votou e aprovou imediatamente. 19 senadores votaram pela  aprovação. 
Não revelaram seus nomes, nenhuma importância. Naturalmente estão  entre os 19, Jucá, Lobão, 
Eduardo Braga, Aécio e naturalmente Renan.
 
A MULHER DE CABRAL, VOLTOU PRA CASA
 
Finalmente numa decisão definitiva, a advogada deixou a prisão domiciliar, absurda. 
Está perto do marido, em Bangu. E essa  foi a última instancia, só sairá da prisão depois 
de cumprida a pena. E devolvido todo o dinheiro roubado.



Nenhum comentário:

Postar um comentário