Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Aécio Neves: o jovem presidenciável, está envelhecendo como capa da SUJÍSSIMA Veja

HELIO FERNANDES

Está com 57 anos, desde 2006 tenta colocar seu nome como aspirante ao Planalto. Não seria nada surpreendente, quando Temer chegou com 75. E ainda imagina se não for cassado nem pelo TSE nem pela Lava-Jato numa possível reeleição em 2018.

Aécio tinha 46 anos, quando colocou seu nome para a sucessão em 2006. Serra havia perdido em 2002, era um candidato forte, contaminado e amaldiçoado pelo retrocesso de 80 anos em 8 de FHC.

Nesse ano, a vez era de Alckmin, que desde 1999 estava no Bandeirantes como vice de Covas passou a governador quando ele morreu em 2001. Sua vez era de candidato, mas não de vencedor. Acreditou que ganharia em 2010, enfrentando um "poste" do Lula.

Ainda não era a sua vez, entrou em desespero, Serra, governador de São Paulo. Concorreu e perdeu novamente. Durante esse tempo de insucesso presidencial, Aécio foi fazendo biografia, que não adiantou de nada. Presidente da Câmara, governador de Minas, senador. Mas o que valeu mesmo foi à presidência do PSDB. Indicado candidato, surgiu como favorito dele mesmo, e de muitos que estavam saudosos do poder maior.

SURGE UM OUTRO AÉCIO

Perdeu a eleição, mas quis ratificar o comentário repetido do repórter: ele só chegaria ao Planalto pela via indireta. Pediu ao TSE a cassação da chapa vencedora, com acusações violentíssimas. Afirmou ao mais alto tribunal do país, que o PT e o PMDB elegeram seus candidatos, usando e utilizando propinas da Petrobras, roubadas pelas empreiteiras que dominavam tudo.

Apesar de estar até hoje sem julgar o pedido de Aécio-Aloizio Nunes, estes entraram com um complemento inédito e vergonhoso. Queriam que o TSE empossasse a chapa derrotada, baseado no fato de que foram os segundos colocados.

A ADESÃO DO PSDB E DE AECIO

O TSE não deu resposta, mas Aécio e Aloizio não se incomodaram. Apesar da truculência do pedido de cassação de Temer, rapidamente se acumpliciaram com o presidente que não queriam ver empossado.Por falta de escrúpulos, e para consolidar interesses atuais e futuros, aderiram rapidamente e sem o menor constrangimento.

Logo receberam 6 ministérios, um deles, o do Exterior, primeiro para Serra, depois para Aloizio Nunes, que assinou também o pedido de cassação de Temer. (Serra, candidato ao governo de São Paulo, constatou que o ministério não ajudava eleitoralmente para sua candidatura, renunciou, voltou para o Senado). 

A reivindicação pretensão

Os 6 ministérios dados ou doados ao PSDB, foram ocupados por deputados ou senadores, que Aécio considerava, (naturalmente não considera mais) para valorizar sua candidatura em 2018. Ou numa indireta a qualquer momento ou em nenhum momento.

Para o presidente do PSDB, o importante é chegar ao Planalto com povo ou sem ele. Mas chegar. Só que o depoimento delação de Marcelo Odebrecht eliminou suas chances. Desde que enviados ao Supremo os depoimentos dos 77, venho defendendo a publicação de tudo, em nome da transparência. 

 A SUJISSIMA TOMOU A FRENTE

Ha mais de 30 anos só chamo a revista por essa indicação. E na Tribuna da Imprensa, contei a trajetória da família Civita. Nasceram na Itália, iam ser presos por ladroagens, fugiram. Foram desembarcar na Argentina. Em poucos anos, usando o mesmo estilo de falcatruas, foram expulsos quando iam ser presos.

Nos EUA deu tudo certo, fizeram relacionamentos ótimos. Conseguiram financiamentos excelentes e contratos publicitários magníficos. Vieram para o Brasil com um projeto "jornalístico" em plena ditadura, comandado e financiado pelos americanos. Eles se completavam, chegaram aqui pouco antes do AI-5, não foram atingidos e sim enriquecidos.

Lastimável, lancinante, deplorável, a reunião, quando Aécio soube que em vez de presidenciável, seria capa da SUJISSIMA. 
Hoje terça, 2 acontecimentos

Depois de 2 anos, o TSE começa o julgamento da chapa Dilma -Temer. Embora se saiba que Herman Benjamin é a favor da cassação existe tremenda curiosidade sobre o seu relatório. Um grupo de jornalistas pediu a ele ontem, se poderia antecipar por 24 horas. Garantiram: "Estamos juntos para o senhor saber que ninguém será beneficiado com a notícia".

O Ministro agradeceu e respondeu: "O relatório não me pertence, a coletividade tem o direito de tomar conta de tudo ao mesmo tempo".

O segundo fato é a prometida entrevista coletiva de Aécio Neves. Se realmente acontecer, vai dividir tempo e espaço com o TSE. Ligando e entrelaçando os dois casos, a Lava - Jato.
Que ganha mais relevo com a decisão do presidente do Senado, Eunicio de Oliveira: "Vou colocar em pauta para votação, o projeto sobre abuso de autoridade, apresentado pelo Procurador Geral Janot".

PS- O ex-deputado Eduardo Cunha mandou emissário para uma conversa com o presidente indireto. Muita gente acredita que foi o deputado Mansur, intransigente defensor do ex-presidente da Câmara, condenado a 15 anos de prisão.

PS2- Não descobri o nome, mas não é o Mansur, embora ele adoraria. Mas como Cunha será condenado novamente ainda este ano, o assunto dever esse.

PS3- Mas é claro, lógico e evidente que Temer não poderá fazer nada. Sua situação é dificílima. Ele só não core risco de prisão.



Nenhum comentário:

Postar um comentário