Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Contradições e incertezas da justiça

HELIO FERNANDES

São tantos os erros e os equívocos, temos que fazer uma seleção, começando pelo mais importante, o Supremo. Que chegou a transformar em lugar comum, a constatação, "o Supremo Erra por ultimo". Nos últimos tempos não apenas ERRA como também DIVERGE, até de forma pessoal. A ponto de terem esquecido ou abandonado o tradicional "data venia".

O Ministro relator da Lava-Jato, Edson Fachin, derrotado imprudentemente na Segunda Turma, sentindo o perigo, revoltado mas elegante, fustigou-os, de uma forma tão intelectualizada, que nenhum dos 3, (Gilmar, Toffoli, Lewandowski) conseguiu entender e responder.

Ainda no Supremo. O goleiro Bruno, condenado a 22 anos, por um crime covarde, cruel e hediondo, foi solto em contradições e incertezas da justiça esperadamente, revoltando todo o país.  2 meses depois, ante ontem, foi preso novamente, mas o Supremo, tão displicente, que até o momento em que escrevo, ele não sabe sequer  onde vai dormir, apesar de ter se apresentado voluntariamente, assim que soube da decisão.

A MULHER DE CABRAL, ENTRE BANGU E A DOMICLIAR

Logo que foi presa, acusada por uma roubalheira sem precedentes junto com o marido ex-governador, deveriam ter providenciada a devolução de tudo o que roubou. Quase imediatamente foi beneficiada pela generosidade de uma Ministra, mandada para casa.

Ontem um desembargador, determinou que VOLTASSE para Bangu. 2 horas depois, descobriram que houve ERRO, ele mesmo anulou a decisão, DEVOLVEU-A
para a domiciliar.

REFORMA TRABALHISTA
 
Depois de quase 15 horas de discussão e votação, foi apresentado o resultado. 296 votos 
supostamente A FAVOR da reforma e 177 seguramente CONTRA.
 
Todos os órgãos de comunicação, mas todos mesmo, publicaram com estardalhaço, 
VITÓRIA DO GOVERNO. Acertaram em cheio, a vitória foi apenas do governo, a derrota lamentável 
e melancólica de todos os trabalhadores.
 
Se fossem necessários os 308 votos, exigíveis para a reforma da Previdência, os trabalhadores 
teriam sido salvos. 
 
Agora, desmoralizada e desprezada a conquista que foi obtida à partir de 1932, quando 
foi nomeado o primeiro ministro do trabalho, os trabalhadores, entre esses, os 13 milhões que estão 
desempregados, foram entregues imprudentemente, à vontade de patrões 
sempre autoritários, a não ser, logicamente, com o presidente indireto, 
que comandou toda essa traição com os que trabalham, que agora dependem de acordo 
com os patrões.
 
Um acordo desleal, com o qual os trabalhadores terão que concordar, ou sofrerão as consequencias.
 
O presidente indireto não percebeu que com a sua "popularidade" caindo cada vez mais, 
ele não chegará de jeito algum, a um tempo em que será cassado pelo TSE. Desculpe, em vez 
de SERÁ cassado, leiam SERIA cassado. Ele não chegará a lugar algum.
 
ESCANDALO NA PUBLICIDADE
 
Ha mais de 30 anos, o jornalista Janio de Freitas, recebeu informação magnífica sobre 
uma licitação vultosa. (A rodovia norte-sul) Não querendo logicamente publicar na sua coluna, 
usou recurso inédito, inteligente e jornalístico. 
 
No caderno de anúncios, publicou toda a matéria, com números, dados e vencedores antecipados. 
Abertos os envelopes e confirmada a informação, a licitação teve que ser anulada.
 
Agora o fato se repete, no mesmo jornal. O Banco do Brasil fazia concorrência para 
um contrato de publicidade no valor de 208 milhões. Foi constatado que uma Agencia 
sem credenciais, a Multi Solution, ganharia a concorrência. Confirmado e revelado o fato, 
Temer prometeu inquérito rigoroso, mas não cancelou o contrato. Solução: afastou a Solution.

*ESSA COLUNA VOLTA A CIRCULAR NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, DIA 2 DE MAIO.



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