Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Preço do petróleo assusta o mundo, compradores e vendedores não se entendem.

HELIO FERNANDES

Tem havido muito mais reunião do que o noticiado. É que agora o controle não está mais com a riquíssima e luxuosa OPEP. Cada um briga pelos seus próprios interesses. Realidade que ninguém consegue superar. Ha 3 anos um barril era vendido (ou comprado) entre 150 e 180 dólares. Ontem os negócios não saíam da faixa de 26 a 27 dólares.

Num calculo rápido, 5 vezes menos. Excelente para os compradores, péssimo para os vendedores.

China e Índia, os maiores compradores, gastam com petróleo 5 vezes menos, podem investir em outros setores. Estão satisfeitíssimos. Arábia Saudita, o maior produtor e exportador, acumula dividas de mais de 1 trillhão. Querem que reduza a exportação, tem medo de perder o mercado. Rússia, o segundo (juntando petróleo e gás) está em situação desesperada. Não sabe o que fazer, inflação de 12 por cento, dividas colossais.

Países da África perdem dinheiro, mas não entram em desespero. Um exemplo: a Nigéria. Como seu petróleo está praticamente "á flor da terra", o custo de extração é baixíssimo. Por enquanto está "empatando".

É evidente que "adoraria” o preço antigo.

Provavelmente o país mais prejudicado é o Brasil. Fator principal: era o único que tinha produção localizada, e pelo que a própria Petrobras divulgava, volume tão grande que duraria até "o fim do mundo". Só que estava a 7 mil metros de profundidade, 2 mil metros de água, 5 mil de obstáculos. Com o preço antigo, era um país de sonho. Por isso é chamado de pré-sal, apesar do custo de extração por volta de 45 dólares. Com o preço de agora, pesadelo inacreditável.

Reuniões e mais reuniões, o Brasil não comparece a nenhuma, compreensível, toda a preocupação vai para a espantosa corrupção. No dia 4, reunião importantíssima, nos EUA. Por que lá, depois que aparentemente se tornaram independentes, com a descoberta do xisto? È que levaram 2 anos para constatar: a energia do xisto só é comercial com o barril a 45 dólares. Começaram então as especulações, o aumento dos encontros, as estimativas do preço de agora até o fim deste nada agradável 2016.

Especialistas garantem: no fim do ano, o barril estará a 60 dólares, alguns avançam a números mais promissores. Para os vendedores. Nem discordo. Não ratifico. Mas aí entra a indiscutível lei da oferta e da procura. Está marcada nova reunião para o dia 25, lá mesmo, nos EUA.

O PMDB se contorce entre a realidade,  e o malabarismo e a ambição de Temer.

Ha mais ou menos 6 meses, o vice deu entrevista confirmando, "o PMDB terá candidato próprio em 2018, sou um dos nomes". Nenhuma surpresa, pouco antes, sentindo a fragilidade de Dona Dilma deu entrevista. Textual: "Precisamos de alguém para reunificar o pais". Depois veio a carta. Grande repercussão negativa, por causa do conteúdo. 

Agora, deixando 2018 para o calendário eleitoral da época, se concentra em vários objetivos, todos bem mais perto. Quer ser presidente do partido. Com apoio irrestrito do companheiro Eduardo Cunha. Considera importante eleger o líder do PMDB na Câmara. Principalmente pelo fato de Hugo Motta ter sido lançado e apoiado pelo companheiro Eduardo Cunha.

Apesar de o impeachment estar ha muito em maré de baixa, continua apostando nele. Por dois motivos. Será beneficiado imediatamente pela promoção de vice a presidente. E por ser uma batalha comandada pelo companheiro de sempre, o intimissimo Eduardo Cunha. Só que agora um problema assustador, e não pode contar com o apoio e a colaboração do eterno amigo Eduardo Cunha.

Trata-se do TSE. Intimado a se defender, terminou o prazo, entregou o que foi redigido pelos advogados. Fragilidade extrema. Tentou se defender, atacando os adversários. (No caso o PSDB). Como de habito, abandonou a presidente Dilma. Se tiver ganho de causa e Dona Dilma for cassada, assume sem demora. Sua tese: "a chapa é única, mas o financiamento é individual".

Totalmente desinformado. Existe um fato não contestado. A tendência do TSE é julgar a chapa como um todo. Cassa os dois, ou absolve os dois. A defesa de Michel Temer teve péssima repercussão. E uma coisa é certa: ele não tem bala na agulha, para tantas batalhas simultâneas. 

O combate ao mosquito.

O governo anuncia para amanhã, sábado, mobilização gigantesca contra o vírus da Zika. 350 municípios serão visitados. Altas autoridades, Ministros, quase 200 mil militares, mostrarão ao povo, que nesse setor o governo não está omisso. È uma boa idéia, embora não seja tão gigantesca. O Brasil tem 5 mil e 500 municípios, 350 representam 6 por cento.

A própria Dilma participará, escolheu o Rio de Janeiro. Não fosse a causa nobre, sua impopularidade seria um risco, aí sim, gigantesco.
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Prezado Hélio Fernandes,

Sempre costumo ler a sua coluna no blog, com tanta maestria tem nos mostrado os bastidores dessa nossa politica(gem) crua e nua.

Gostaria que pudesse me brindar com uma breve discussão sobre os recessos parlamentares, do judiciário e claro também do executivo (que não executa nada, a não ser os milhares de empregos e empregados), quanto à diferença entre o descanso anual dos trabalhadores comuns. Refiro-me aos frequentes recessos por conta dos feriados prolongados em que ao longo do ano contabilizam quase 60 dias de férias. Soma-se a isso as benesses legais (adicionais disso e daquilo, etc.), Minha grande questão: se o Brasil é um país com um Constituição Democrática por que os direitos e obrigações não podem ser assim como ela determina?

Um grande abraço,

Madison L. Pereira - Manaus/AM
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Caro Hélio Fernandes, você com vividíssimos 94 anos, eu com parcos 80.

Fui jornaleiro e acabei jornalista. Aos 16 anos, em 1952,  trabalhava para a agência de jornais e revistas Vicente Polano, na hoje extinta Galeria Pirapitinguy, travessa da rua João Bricola, em São Paulo. Com um carrinho de mão de varais compridos eu distribuia pelas bancas de jornais do centro de São Paulo os jornais Correio da Manhã, Tribuna da Imprensa, Diário Carioca e outro que não me lembro. De madrugada, pegava os jornais na agência da Vasp na rua José Bonifácio e fazia a minha via-crucis pelas bancas. Em agosto de 1954, aos 18 anos parei em uma banca de jornal lendo a morte de Getúlio. Em 1964 - comecei no jornalismo em 1961 - Carlos Lacerda visitou a redação do Estadão e estendeu a mão para todos os jornalistas, inclusive para mim. Uma vez, durante a redentora (perdão) você chegou a ligar para mim na Agência Estado. Acho que você estava "cheirando" o ambiente. Não me lembro do tema da breve conversa. Sem querer me apropriar do seu precioso tempo, mas me apropriando, anexo uma matéria que gostei de escrever sobre 64. Aliás, quatro. Se você puder, por favor, me mande um ou dois artigos teus falando sobre a vida espartana de Otávio Mangabeira. Não consegui localizar no teu blog. O nome Hélio Fernandes sempre me assombrou desde os 16 anos.
abraço,
apóllo natali Mtb 9559

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Senhor Jornalista Hélio Fernandes

Em uma noticia em seu blog diz que o Aécio teve em 2014, 42 milhões de votos e, na realidade, foram 51 milhões contra 54 de Dilma, números esses “arrendodados” para baixo.
Muito obrigado, senhor, muita sorte sempre.

Marinho Riera
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O Senado homenageou Roberto Marinho in memoriam como um pilar da democracia.
“Será que  estes senadores  estão brincando " 
Todos sabemos que o biliardário acumulou fortuna com o  Canal 4 -TV Globo por "prêmio" por apoiar ostensivamente a 2 de 2964,recebendo o canal televisivo 1 ano após o golpe,em 1965..Tentou ,como artifice do caso Proconsult,fraudar Leonel Brizola, Grande eemocrta (rsrsts(.Em vez dw homenagem deveriam in memoriam coloca-lo na relação das investigações da Operação Zelotes e um dos subir da,odores do CARF.
Hélio,sinto saudade das suas críticas a Marinho.Há 20 anos você o  chamava de. octogenário -biliardário.O que houve,mudaram seus conceitos sobre a Globo (terrível)(PIG) ou você fez autocrítica?Eu sei que Hildegsrd Angel houve escancra no blog dela.A Globo que apoiou 64 matou-lhe a mãe,irmão e cunhada.Ela está lúcida.Eu  lha mandei uma mensagem onde dizia estar feliz por ela ter largado o PIG e naquela época elogiar em coluna social as pdruas fe generais que foram algozes  de seus entes queridos. Gostaria que o grande jornalista me respondesse.

Abraços,
Marco Antonio de Magalhães Almeidas
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Caríssimo sr Hélio Fernandes,

Não podia ficar alheio à está coluna,uma vez que o sentimento aliado a clareza do texto, é um espelho do que vem acontecendo em nosso pobre país.
Anteriormente podia acompanhar seus relatos e debates pela TV, hoje me foi por satisfeito em poder sempre que posso, ler e reler,textos como este, da nossa realidade nua e crua, mesmo sem golpe , sem entender mais quem é da esquerda,centro ou direita, fomos enganados e saqueados em nome do ufanismo do crescimento.
Vejo que meus 40 anos de trabalho e dedicação, serviu para me alimentar criar meus filhos, introduzi-los na sociedade, com melhores condições que as minhas, hoje fico preocupado, não só com a geração deles, como as que viram os suceder.
As nossas ditaduras e as nossas repúblicas, de tempos em tempos se alternam em nome de mudanças e melhorias, mas que na realidade, cada vez mais, a riqueza deste país, ficam mais concentradas na cada vez menor, casta dos ricos, políticos e poderosos e que hoje é 1% de nossa população.
Os interesses pessoais de cada um, desses 1%, covardemente em nome do restante da população, só os fazem enganar.
Vem uma nova eleição e não temos mais um idealista e líder sequer, para unificação da massa, perdida, com seus sonhos interrompidos, traídas pelos inúmeros discursos de estarmos em franco desenvolvimento e ao final, descobrimos que a traição, a mentira, falou mais alto e que os eleitos, não têm unidade, tentam resolver até no tapa,como temos visto esquecendo do país e processando uns aos outros.
O DNA de nossa política, mesmo com a retirada de alguns desqualificados, conseguiu fazer escola em Brasília e para lá, só vão os aprovados pelas facções, (partidos políticos), todos! 
Se fossem para o bem do país, deveriam se chamar,' Unidos' e não Par Tidos.

Bom dia e um forte abraço, 
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Ruy Ferreira deixou um novo comentário sobre a sua postagem ": 

Meu nobre Hélio.
Sei que você respeita a todos os democratas fardados. Mas, quero lhe avisar que não só oficiais foram admoestados por não concordarem com o arbítrio e a tortura. Nós, praças, também sofremos por defender a lei. 
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Bom dia, Hélio Fernandes !

Pena a vigorosa Tribuna da Imprensa não circular pelas bancas (de jornais). Mas a versão eletrônica dá mais rapidez a noticia pois veicula simultaneamente com os fatos.
Sou filho de jornalista nordestino (já falecido) e leitor da TI desde 1978, auge da juventude e fervor da ditadura militar, concordando e, às vezes, discordando de sua concorrida coluna diária. Porém, sempre leal aos teus azeitados textos.
E continuo mantendo esse saudável hábito.
Mas, Hélio, gostaria que numa próxima edição, o senhor comentasse sobre as nossas dívidas (externa e interna) tendo como suporte o movimento Auditoria Cidadã da Dívida (http://www.auditoriacidada.org.br/), capitaneado pela Srª. Maria Lúcia Fatorelli. Como o senhor é, sem dúvida, o  jornalista mais capacitado sobre a matéria, por viver o assunto há décadas, a contribuição seria mais uma aula nesses momentos tormentosos que estamos passando.
Satisfação em me dirigir ao senhor.

Mais saúde e paz !

Cordial abraço,



José Luiz Diniz Chances

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