Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O impeachment de Luiz Roberto Barroso

Análise Política da Semana...
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LAVA JATO VOLTA À CENA

Chegou a vez do marqueteiro João Santana. Só não foi preso hoje, na 23ª fase da operação Lava Jato, porque estava em campanha na República Dominicana. Sinal de que o impeachment não está tão morto quanto pensava o governo e o imponderável ainda reina. E a vitória do governo na semana passada, com a escolha de Leonardo Picciani para liderar o PMDB na Câmara deve ser avaliada com cuidado, assim como o retorno de Delcídio Amaral ao Senado, mais um ponto de desgaste para o governo.

LÍDER DO PMDB & DILMA
A compreensão de que Dilma venceu é pueril. O governo contribuiu para a derrota do candidato próximo ao presidente Cunha, pois entendeu que teria uma trajetória mais complicada com um Líder pouco amigo. O governo apenas ajudou, e pagará pela ajuda que terá com os apoios que poderá ter com o líder do PMDB.
Leonardo Picciani venceu com 37 votos contra 30, tendo entre eles nove suplentes, dois ministros de Dilma e dois secretários de Estado, que retornaram somente para votar. Isto é, parte dos 13 votos que não estarão presentes quando das discussões e votações na bancada.
Na reunião da bancada que decidiu por indicar ministros, o resultado foi de 43x9, e ficou entendido que participar do Governo é bom, mesmo quando o Governo vai mal.

CUNHA DEU O RECADO

"Não me sinto derrotado, o líder terá que cumprir as decisões de bancada”.  Assim ele anunciou que a vida de Picciani não será fácil.

BRIGAS À PARTE...

A administração de Eduardo Cunha vem aprovando todas as matérias de interesse do Governo no Plenário e nas Comissões, e continua fazendo com que os parlamentares cheguem cedo e fiquem em regime de votação até altas horas.
O compromisso do governo com o líder do PMDB na Câmara é de indicar o novo ministro da Aviação Civil. Se a indicação for de Minas Gerais, os jornalistas pit-bulls sairão em campo vasculhando, sedentos por escrever um obituário.

O IMPEACHMENT DE LUÍS ROBERTO BARROSO

Não se questiona ser melhor ou pior o voto secreto, mas, quem a Constituição autoriza a defini-lo. Por isso, três poderosas Frentes Parlamentares, a da Agropecuária, a da Segurança Pública e a Evangélica, representando mais de 300 deputados, questionam o procedimento do Ministro. Entre as propostas além da revisão da sentença, há a possibilidade em pedir o impeachment do ministro.

NO PP A DECISÃO É NA TERÇA-FEIRA

Em uma primeira votação nesta semana, o deputado Cacá Leão (BA) ficou na frente com 17 votos. Em segundo, houve empate, com 11 votos cada, entre o oposicionista Espiridião Amin (SC) e o ex-ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro (PB) que se retirou da disputa. Aqui também há um empenho do governo contra o seu próprio desgaste.

TEORI ACELERA CUNHA

Teori liberou o processo de Cunha para entrar em julgamento no Plenário do STF, na frente ao de Renan-referente à denúncia da jornalista Mônica Veloso sobre o recebimento de pensão alimentícia por intermédio de um funcionário da Mendes Júnior. O processo passeia há quatro anos pelas gavetas do Supremo. Aguardamos as reclamações do presidente da Câmara.

FALTA UMA EX- MULHER NA LAVA JATO

Na vida de Fernando Henrique Cardoso não falta mais. Os episódios da Lava Jato ficariam mais emocionantes se uma ex-mulher tomar a iniciativa de falar. Tem duas moradoras da Barra da Tijuca que quase…

DELCÍDIO LIBERADO PARA PRISÃO DOMICILIAR E RETOMA O MANDATO.

Depois de passar 85 dias detido em dependências da Polícia Federal e da Polícia Militar, o senador Delcídio Amaral (PT-MS) foi solto por Teori Zavascki, e irá responder as acusações em prisão domiciliar. No despacho, Teori autorizou Delcídio a trabalhar no Senado, mas com a obrigação de se recolher em casa à noite, e em dias de folga. 

O petista teria feito um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Vamos aguardar para ver se ele terá a coragem de circular pelo Senado e ver como se aplica o recolhimento domiciliar, considerando que as votações se encerram após as 20:00 h.

REBAIXAMENTO DA NOTA DO BRASIL & CORTES

Depois da nota BB que o país ganhou da S&P, o governo corre para tentar evitar novos problemas nessa área. Porém, os anúncios do corte de R$ 23,4 bilhões no Orçamento não são suficientes para retomar a confiança, uma vez que o país ainda tem um déficit de R$ 60 bilhões. Enquanto não houver equilíbrio nessa área, o mercado continuará desconfiado e os indicadores não voltarão a patamares mais confortáveis para a economia. 

BANDEIRAS DO GOVERNO

O governo não consegue cortar. E, diante dessa dificuldade, prefere cobrar mais receitas insistindo na aprovação da CPMF. A Reforma da Previdência é outra bandeira que num ano eleitoral tem poucas chances de vingar.

Bandeiras do PSDB

Os tucanos essa semana vão investir na redução das responsabilidades da Petrobras como operadora e consorciada do Pré-Sal, projeto do senador José Serra.

BANDEIRAS DO PT

Manter distância da política econômica do Governo e pau no Nelson Barbosa, que não terá a trégua que Joaquim Levy teve. O programa eleitoral do partido vai ao ar amanhã. A aposta é apresentar Lula e esconder Dilma.

DESCONSTRUINDO A TERCEIRIZAÇÃO

O relator do Projeto de Lei que regulamenta a Terceirização, senador Paulo Paim, avança pelo país promovendo várias Audiências Públicas, onde não são convidados os que têm opinião favorável ao Projeto

CRIVELA SERÁ SOCIALISTA?

O troca-troca partidário continua em alta por 30 dias, período do portal aberto com a promulgação da emenda constitucional na semana passada. Acompanhamos.


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