Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Parodiando o poeta Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha um sítio. Tinha um sítio no meio do caminho”. E Lula-lá estava lá.
ROBERTO MONTEIRO PINHO
É Lava jato, Lava tudo e pode acabar em pizza. O ex-ministro Gilberto Carvalho ex-chefe do Gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva, durante oito anos em que o ocupou a Presidência da República considerou, “a coisa mais normal do mundo” se a empreiteira Odebrecht tiver bancado a reforma de um sítio usado pelo ex-presidente. Como complicador Carvalho também argumenta que Lula não é o dono formal da propriedade, que está em nome de sócios de um dos filhos do ex-presidente.
A matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, garante que existe “uma espécie de consórcio informal de empresas dirigidas por amigos do ex-presidente bancou obras no sítio freqüentado pela família em Atibaia, São Paulo”. Pelo menos três empresas, todas investigadas na operação Lava-Jato, teriam participado das reformas no imóvel, de acordo com os relatos: a Usina São Fernando, do pecuarista e amigo do ex-presidente José Carlos Bumlai, além da Odebrecht e OAS. – diz a nota.
O artigo 317 do Código Penal trata do crime de corrupção passiva. O cerne da lei é solicitar, receber ou aceitar vantagem indevida, mesmo fora da função ou antes de assumi-la, desde que em virtude da função. O ato funcional, de natureza comissiva ou omissiva, sobre o qual versa a venalidade pode ser lícito ou ilícito. E não adianta afirmar que “não sabia de nada”.
A questão maior é, porque Lula teria praticado tal irregular negociação? Qual a vantagem da empreiteira em ter reformado a alto custo o sitio de Atibaia?
De acordo com o Código de conduta dos servidores públicos os integrantes do Executivo veda que recebam mimos superiores a R$100,00.
O grande problema é que diante de tanta corrupção veio à edição da Lei nº 12.683, de 9 de julho de 2012, estabelecer um novo regime jurídico para os crimes de ¨lavagem¨ ou ocultação de bens, direitos e valores no Brasil.
Sem adentrar ao mérito da questão de culpa, mas examinando pelo aspecto político, este tipo de deslize (se comprovado), é mais um ponto negativo na pretensão de Lula da Silva, se eleger presidente em 2018.
A questão maior é saber se o eleitor estaria politizado a ponto de entender que o seu voto, significa sim ou não a corrupção no Brasil, seja ela de autoria de qualquer representante público, o que importa é que este homem público, tem que ser o exemplo de honestidade sob todos os aspectos, principalmente quando se trata de levar vantagem, em detrimento do cargo que ocupa.
Desde o mensalão, estamos cada vez mais no atoleiro da corrupção. Temos observado desculpas das mais cínicas e incipientes dos aliados e dos próprios quadros do petista Lula da Silva, elas surgem no exército de “boquinhas”, milhares deles ocupante de cargos públicos, que fazem coro com essa vergonhosa situação, como se isso tivesse a ver com a defesa partidária, dos princípios, dos dogmas idealistas que se propõe um partido, que se diz de esquerda e honesto.
Que me conteste aquele que souber o inverso, no contraditório, venha provar que os dirigentes de partido da agremiação petista não tenham nomeado cargo público. Essa é uma cultura, que herdamos do colonialismo, do feudal e de todo modelo retrógado de estado.
Parodiando o poeta Carlos Drummond de Andrade: “No meio do caminho tinha um sítio. Tinha um sítio no meio do caminho”. E Lula-lá estava lá.
Dilma Rousseff, se mostra incompetente, uma chata de plantão, disforme sob todos os aspectos. Uma presidente que sequer ocupou cargo eletivo em toda sua vida, e ganhou de presente, no lastro do petismo, o cargo de presidente do Brasil.

Dilma e Lula “não sabem de nada”, mas a realidade é outra, mesmo que a Carta Maior forneça o adjetivo de que: Nemo tenetur se detegere, “ninguém é obrigado a fazer prova contra si mesmo”.  

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