Titular: Helio Fernandes

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

 PROBLEMAS GRAVÍSSIMOS PARA BOLSONARO NO SENADO

HELIO FERNANDES

QUANDO ELE INDICOU UM NOME  PARA A VAGA DE CELSO DE MELLO, SURGIRAM PROBLEMAS, DÚVIDAS, RESTRIÇÕES, LASTREADAS POR INCOMPREENSÕES MALDOSAS.

TUDO PORQUE O INDICADO, FORA  NOMEADO PELA PRESIDENTE DILMA. PROBLEMA POLITICO, QUE OBRIGOU O PRESIDENTE BOLSONARO A IR  PESSOALMENTE CONVERSAR COM O PRESIDENTE  DO SENADO NA PRESENÇA DO INDICADO.

AGORA  AS COISAS SE COMPLICARAM. E PODEM LEVAR AO VETO DO SEU NOME.

 DESCOBRIRAM  QUE O PERSONAGEM EM CAUSA, TEM PROBLEMAS DE  BASE  MORAL E DE CONCESSÕES   INSANÁVEIS E INAPAGÁVEIS.

ELE FOI APRESENTADO E APROXIMADO DE BOLSONARO, PELO ENTÃO ADVOGADO WASSAB, AGORA REU DE VÁRIOS CRIMES DE CORRUPÇÃO, E EMINENCIA DE SER PRESO. ISSO PODE 'EXPLODIR NO SENADO’.

A MORTE DO DITADOR CASTELO BRANCO, DOCUMENTO HISTORICO

HELIO FERNANDES

REPRISE:

Roosevelt, ao acabar de morrer era violentamente condenado por jornalistas norte-americanos, tendo mesmo um deles chegando a dizer "que morrera um comunista que traía o seu próprio país". D. Pedro II ao morrer, era cruel e violentamente atacado antes mesmo do seu corpo baixar à sepultura.

O império romano, que era tido e havido como uma muralha intransponível, foi abalado pela morte violenta de Cristo e pela sua flagelação, que inclusive desencadeou um processo que não terminou até hoje.

Os exemplos são inúmeros e sem conta. Stalin já foi herói, canalha outra vez herói e no momento a confusão é tão grande que ninguém pode sequer afirmar com segurança se seu nome figura até mesmo nos livros de História da Rússia...

Júlio César foi apunhalado por seu maior amigo quem ele venerava como filho. E o próprio Brutus, depois de assassinar aquele a quem mais amava no mundo, chorou amargamente, pois o que destruía ao assassinar Júlio César, era o despotismo era a ambição desvairada, era a sede de poder que se sobrepunha a tudo. Brutus adorava o homem e desprezava o político.

Por isso, assassinou-o. E Shakespeare sintetiza magnificamente esse drama, em poucas palavras: "Para o homem as lágrimas; para o homem o amor; para o homem a alegria; para o homem a honra. Para a ambição e o despotismo do político, a morte."

O jornalista é o melhor informante da História, e os jornais são os grandes repositórios onde os Historiadores vão buscar os fatos que transformarão em verdades eternas ou fulminarão inapelavelmente.

A própria essência e o fator principal de sobrevivência da democracia, é precisamente esse: o respeito aos julgamentos contrários. E com a minha crítica ou sem a minha crítica, o ex-“presidente” Castelo Branco já pertence à história. Quanto à postura que exibirá é o recolhimento dos depoimentos de hoje que dará a ultima palavra. Campos Salles saiu do governo humilhado e reabilitou-se.

Floriano foi apedrejado e repudiado, mas já adquire hoje uma dimensão própria. Quem dirá que o mesmo não acontecerá com Castelo Branco? No meu entendimento, a passagem do tempo só agravará os seus terríveis erros. Mas quem dirá que o meu entendimento não será superado pelo julgamento da História?

De qualquer maneira, a mim o que interessa é  meu julgamento íntimo. Com o ex-presidente vivo ou morto, mantive-me coerente, não modifiquei uma linha o meu comportamento diante dele. Como político ou como figura histórica minha impressão sobre ele, é sinceramente a mesma. É muito conhecida a posição de alguns donos de jornais em relação a Juscelino e Jango.

Quando estavam no Poder, eram chamados de estadistas endeusados, elevado às culminâncias, glorificados em vida. Agora que estão fora do poder no ostracismo, cassados e banidos são chamados dos piores adjetivos, insultados quase que diariamente. Essa canalhice eu me recuso a praticar.

Quanto ao meu julgamento político sobre o Castelo Branco era rigorosamente igual ao da maioria esmagadora do Exército. E tanto isso é verdade (hoje uma simples verdade, amanhã um fato rigorosamente histórico), que o ex-“presidente” foi virtualmente deposto, pois de outra maneira o seu esquema continuista, teria funcionado e o marechal Costa e Silva não seria "presidente" da República.

E os que tentaram se servir da minha sinceridade e da minha coerência como trampolim para atingir as suas ambições, sabem muito bem disso.

Em outubro de 1965, o Sr Humberto de Alencar Castelo Branco foi deposto pelos seus próprios companheiros militares.

 

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