Titular: Helio Fernandes

terça-feira, 8 de setembro de 2020

 

A FARSA DA HISTORIA DO BRASIL. A INDEPENDÊNCIA, ABOLIÇÃO E A  REPÚBLICA, TUDO ENTRE ASPAS CHEGAMOS Á “DELAÇÃO PREMIADA”. ESPERAMOS QUE SEM ASPAS E SEM IMPUNIDADE

HELIO FERNANDES

Reprise:

Incautos, ingênuos, informados ao contrário, festejaram o sete de setembro, a fraude da independência. Não devem esquecer de abrir champanhe para a fraude da abolição, a fraude da República, a fraude da democracia, conspurcada por mais de um século de ditadores com ligeiras interrupções.

Os empresário principalmente da “Casa Grande e Senzala” (Gilberto Freire), os senhores dos escravos, quase todos usineiros, ganharam 9 meses de “prorrogação”, com a Lei do Ventre Livre”,onde a Princesa Isabel assinou enquanto o pai se divertia na Europa.

O Sete de Setembro transferiu para Portugal, com um brasileiro de “menoridade”, toda a fortuna que Cabral havia descoberto por acaso.

  Como não éramos independentes, ficamos na mesma situação, escravos da exploração portuguesa, da forma ultrajante como os outros de pele negra, que eles mesmos importaram, exploraram enriqueceram.

Foi a primeira derrota daquela belíssima geração, que um ano depois perderia a República, exatamente no momento em que acreditavam na vitória, no progresso, na conquista. Foram surrupiados por dois marechais cavalarianos, que mal podiam subir no cavalo.

Já envelhecidos, incompetentes, sem credibilidade, abriram caminho para o domínio dos militares. Por causa de Floriano e Deodoro, a República nasceu militar, militarista e militarizada e jamais usou roupa civil.

Como consequência estamos com mais de um século da fraude da democracia, Não saímos do lugar, o que está na bandeira, “Ordem e Progresso”, é uma iniquidade. Deviam colocar pelas mãos dos próprios militares, “Desordem e Retrocesso”. Pelo menos seria mais coerente.

Façam as contas. Desperdiçamos 41 anos da “republica velha”. 15 anos da primeira ditadura. 10 anos de 45 a 55 quando o ditador foi derrubado, deixou a “vida para entrar na história”. Mas depois o Brasil continuou no mesmo desencontro com suas aspirações. Fomos sempre o “país do futuro”, só que esse não chega nunca.

Em 1956 veio Juscelino que governou o tempo inteiro, nos bastidores as coisas eram diferentes.

Depois de JK, os sete meses do “trefego peralta”, (Jânio Quadros) que queria mais poderes, mas trouxe poderes apenas para os generais. Sem falar nos tumultuados tempos de João Goulart. Todos falsos e incompetentes.

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