Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

sábado, 21 de novembro de 2015


O ditador - carrasco-assassino da Espanha.
22.11.15
HELIO FERNANDES

Até 193O portanto ha 85 anos, era um jogo entre o  time da capital da Espanha  e o outro da capital da Catalunha. Esta ha dois séculos tentava se tornar independente, mas não levavam as divergências para dentro de campo. 

A partir de 1932 as coisas mudaram inteiramente, se complicaram, se agravaram, sonho de todo um povo, não surgiu nenhum sinal de conciliação. Proclamada a Republica , o presidente eleito tomou posse em 1934 , houve a primeira eleição direta, mas ele não conseguiu governar.

Os generais se dividiram mas a maior parte apoiou o general Franco. Este logo se transformou em ditador, derrubou o presidente, se instalou arbitrariamente começou a mais terrível guerra civil do mundo ocidental. Proporcionalmente maior  que a dos EUA de  1860 a 1864 e da Rússia que de 19l7 a 1920 se transformou em União Soviética .

Durou dezenas de anos, Barcelona-Real Madrid espetáculo nunca visto. Quando o jogo era em Madrid, sempre o ditador na tribuna de honra, cercado por seguranças. Em Barcelona Franco jamais apareceu ou compareceu, tinha medo de tudo.

A partir de 1940 passei a acompanhar tudo, meu pai nasceu em Barcelona, veio para o Brasil com 8 anos, morreu com 33 quando eu ainda estava na escola primaria.

Fora do Brasil, à cidade que me apaixona é a histórica e belíssima Barcelona. E nas inúmeras vezes que fui á Europa, sempre dava um jeito de ir visita-la e lembrar de meu pai. Vi vários Barcelona - Real Madrid, e o prazer cada vez maior porque a Catalunha combatia intransigentemente a ditadura. Quando Franco foi derrubado eu estava lá, apesar dele ter restaurado a monarquia, era a sua vingança.  


Ontem, apenas pela televisão, vi mais um jogo entre eles, vibrei com os 4 a 0 e o Messi só entrou no segundo tempo, depois de dois meses parado.  

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