Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Planalto e senado desorientados.

25.11.15
HELIO FERNANDES

As 11,10 começou reunião da Turma do Supremo que trata com exclusividade tudo que vem da Lava jato. São 4 Ministros e mais o próprio Zavaski. Por unanimidade, 5 a 0 votaram referendando a prisão do senador. Com isso, responderam indiretamente aos que diziam, "só o Delcídio senador pode prender senadores." Levaram ao desespero os 58 parlamentares que foram citados publicamente ha meses. E deram razão a Dona Dilma que queria saber quem entraria na vaga de Delcídio.

10,30 começou reunião no Planalto, presidida pela própria Dilma; A reunião, natural, surpreendente a motivação: saber quem vai substituir Delcídio no senado. Quer dizer que já dão a ausência como determinada e demorada?

Há essa hora ninguém sabia de nada, mas os que tinham ou tem boa memória, não queriam lembrar que Delcídio foi diretor da Petrobras, no auge dos "acontecimentos", portanto, ele, a empresa, propineiros e empreiteiros devem ter relacionamento.

Isso pode transforma-lo em conivente ou mantê-lo como inocente,é preciso esperar. Mas não podem desacreditar do Ministério Publico ou do Supremo.

O senado ficou logo cheio, principalmente do PT. Muito barulho, revolta (?) e a afirmação repetida: "Só quem pode prender senador é o senado". Afirmação desmentida pelos fatos, o senador estava preso e nenhum senador sabia ou soube do fato com antecedência.

No senado esperavam com ansiedade a chegada de Gleise Hofman, que foi eleita depois de deixar a importante chefia da Casa Civil. Enquanto escrevo,ela não chegou.Como eu disse antes, bem cedo,surpresa e repercussão com a prisão do banqueiro do Pactual, tido e havido como de grande poder.

Mas logo depois que ele chegou á policia, já apareciam anotações com ligações dele com a Petrobras. Abusou do lugar comum: ”Estou á disposição para qualquer explicação". A Policia Federal e o Ministério querem explicação e sim o nome de parceiros. (Hoje será o assunto dominante, e eu aqui enquanto puder publicar fatos novos).


Brasília desacordada com a prisão do senador Delcídio

25.11.15
HELIO FERNANDES

ÀS 8 da manhã ele já estava caminho da prisão, não teve nem tempo de tomar café. Os que iam acordando ou sendo acordados, recebiam a noticia, desesperados. Na véspera, a detenção de Bolai, empresário apresentado sempre como "como grande amigo de Lula e que tinha passe livre no Planalto,quando ele era presidente", implantou definitivamente susto, o pânico, "o que será de mim amanhã?”. Com o senador foi preso também o banqueiro André Esteves, que estava sempre nas manchetes dos jornais ou dos holofotes da televisão. 

Como ele tem mandato, muitos perguntavam. "Não respeitam nem mandato?". Respeitam, só que o sigilo é maior do que tudo.Ontem,terça, ninguém sabia de nada, mas o Supremo já autorizara a prisão do senador com mandato e tudo.Já está numa cela especial, tiveram alguma consideração: seu advogado está preso junto com ele.

Alegação: o senador atrapalhava as investigações, segundo informações ou informes, oferecera rota de fuga para presos da Lava-jato, isso ainda não confirmado. No momento, 9 da manhã, existem mais suposições do que outra coisa. O que falam: os 58 políticos investigados ha meses mas sem nada acontecer, pode m sumir de casa a qualquer momento.

O que muitos esperam: a imediata intervenção do Procurador Geral pedindo o afastamento de Cunha da presidência da Câmara. Quando o Ministro Marco Aurélio falou que Cunha devia sair espontaneamente num recado ao Procurador Geral: "Pede o afastamento que o Supremo concede".


Um comentário:

  1. Cabe unicamente ao Senado Federal decidir sobre a manutenção da prisão de um senador

    Nunca me senti a vontade para redigir um texto,notadamente porque todos sabem,qual é a minha posição em relação ao Partido dos Trabalhadores.
    Mas aqui,não se trata aqui de defender o senador Delcídio Amaral,ou qualquer outro congressista,mas tão somente de observar e, principalmente, cumprir uma determinação constitucional.
    A manutenção ou não da prisão preventiva do líder do Governo no Senado, senador Delcídio Amaral do PT de Mato Grosso do Sul depende da avaliação do plenário da Casa. De acordo com a Constituição Federal, deputados federais e senadores não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável. O prazo para votação,pelo Senado é de 24 horas.
    Na manhã desta quarta-feira, 25, o senador Delcídio foi preso pela Polícia Federal por supostamente estar atrapalhando apurações da Operação Lava Jato. Ele foi acusado de dificultar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
    A prisão foi autorizada,a pedido do Ministério Público Federal,pelo Supremo Tribunal Federal,por determinação do ministro Teori Zavascki relator do processo da Lava Jato,que logo em seguida.afirmou,como profundo conhecedor do Direito, que os autos do processo serão enviados em até 24 horas ao Senado para que os seus membros deliberem sobre o caso.
    Caberá ao presidente do Senado, Renan Calheiros do PMDB de Alagoas,outro alvo da Operação Lava Jato, conduzir a sessão que decidirá sobre o futuro de Delcídio Amaral.
    A letra do artigo 53, § 2º da Constituição Federal,embora possa parecer,não é um privilégio dos parlamentares,mas uma garantia para o exercício de suas funções em toda sua plenitude!
    Esta é a primeira vez que um senador,na história da República, é preso em pleno exercício do mandato.

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