Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Lamento pela inconsciência moral.

21.11.15
HELIO FERNANDES

Neste país de tantos feriados, esse é justíssimo. Só que deveria ser festejado sem preconceito, com dignidade, credibilidade, lealdade, igualdade. Na véspera, em Brasília e São Paulo, manifestação defendendo os direitos das mulheres negras, repressão violenta por parte da policia. Uma pena, embora estejamos longe  do que fazem nos EUA.

Lá, depois da campanha maravilhosa de Lincoln e apesar do seu assassinato, promulgaram em 1866 a Emenda Constitucional número 13, acabando com a escravidão. Agora, depois de 149 anos, continuam assassinando negros, sem que os brancos assassinos sejam punidos. E pela primeira vez (e vai demorar muito para repetir) o país tem um presidente negro. A aqui houve o feriado, mas não o  reconhecimento irrevogável dos direitos, o que seria obrigatório.

Quanto á indignidade moral, é geral,absoluta e irrevogável,  nenhum movimento publico. Hoje, sábado, muitos encontros particulares, para ver se aparavam as arestas do desconforto dos desencontros dos últimos dias, chegando ao auge ontem, sexta feira. È inimaginável que consigam se reabilitar da confusão.

E não é apenas culpa de Eduardo Cunha. Ele é o grande personagem negativo, mas é protegido ao mesmo tempo pela situação e pela oposição. E matreira, maliciosa e mercenariamente se aproveita de tudo. A oposição ha meses acaricia o presidente da Câmara, por causa do impeachment, que está ultrapassado desde o inicio. (E fui o primeiro a afirmar isso, não a favor de Dona Dilma, mas pela razão incontestável, que todos são iguais ou pior do que ela).

Para terminar este sábado vazio, dois exemplos importantes, esclarecendo como as coisas acontecem. Dona Dilma ao contrario do que informava e afirmava o "líder" Sibá Machado, ordenou aos representantes do PT, "não votem contra Eduardo Cunha". 
A Comissão começou a se reunir, o presidente e mais cinco, eram necessarios onze. 

 Atingido esse número necessário, os três deputados do PT entraram, Cunha cancelou a reunião. Mais vergonhoso impossível, a farsa foi transferida para terça feira.

Eduardo Cunha  resolveu aproveitar o feriado para reunir, (Michel Temer prefere a palavra "reunificar") aproveitou o feriado para verificar o ambiente guerreiro de sua tropa. Enquanto tem á disposição o palácio presidencial, mandou fazer almoço para 150 pessoas, acreditava que seus acólitos e apaniguados ainda atingiam esse numero, O almoço só saiu ás l6 horas por causa dos protestos gerais.

Estavam presentes 34 deputados, famintos. Mas mesmos esses míseros 34 inócuos e inacreditáveis parceiros, não conseguem nem confirmam o numero igual de votos no plenário, é onde a questão será decidida.

Massacre total  desse sombrio,turvo ,indefensável já  quase ex-presidente  da Câmara e logo a seguir, também ex-deputado. Ex - cidadão já ha muito tempo: "Foi  o povo que retumbou em frente á Câmara: " Você não nos representa".
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Caro Hélio Fernandes, você com vividíssimos 94 anos, eu com parcos 80.

Fui jornaleiro e acabei jornalista. Aos 16 anos, em 1952,  trabalhava para a agência de jornais e revistas Vicente Polano, na hoje extinta Galeria Pirapitinguy, travessa da rua João Bricola, em São Paulo. Com um carrinho de mão de varais compridos eu distribuía pelas bancas de jornais do centro de São Paulo os jornais Correio da Manhã, Tribuna da Imprensa, Diário Carioca e outro que não me lembro. De madrugada, pegava os jornais na agência da Vasp na rua José Bonifácio e fazia a minha via-crucis pelas bancas. Em agosto de 1954, aos 18 anos parei em uma banca de jornal lendo a morte de Getúlio.

Em 1964 - comecei no jornalismo em 1961 - Carlos Lacerda visitou a redação do Estadão e estendeu a mão para todos os jornalistas, inclusive para mim. Uma vez, durante a redentora (perdão) você chegou a ligar para mim na Agência Estado. Acho que você estava "cheirando" o ambiente. Não me lembro do tema da breve conversa. Sem querer me apropriar do seu precioso tempo, mas me apropriando, anexo uma matéria que gostei de escrever sobre 64. Aliás, quatro. Se você puder, por favor, me mande um ou dois artigos teus falando sobre a vida espartana de Otávio Mangabeira. Não consegui localizar no teu blog. O nome Hélio Fernandes sempre me assombrou desde os 16 anos.

abraço,

Apóllo Natali MTB 9559

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