Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

GRÉCIA TEM COMPROMISSO COM O POVO. KASSAB, QUE NÃO TEM VOTOS, FUNDA O SEGUNDO PARTIDO. RESPOSTA SOBRE OS QUE PERGUNTAM SOBRE A VOLTA DA TRIBUNA ÁS BANCAS.

HELIO FERNANDES
27.01.15
Hoje se realizará a primeira reunião ministerial do segundo governo Dilma. Quase todos acreditam que ela quebrará o silêncio de mais de um mês. É claro que ouvirão a voz dela, pelo menos para abrir e fechar a reunião. Mas não dirá nada de importante. Não quer, não sabe, não tem o que dizer.
Já revelei que o silencio dela é estratégico (?) baseado na constatação verdadeira: "Não disputarei mais eleição, não dependo de ninguém, todos dependem de mim". Essa é a preocupação geral, inclusive ou principalmente de Lula e do próprio PT.
Dona Dilma presidirá a reunião, sabendo que existe uma opressão muito grande contra ela. Para quem dizia, "não sabia de nada", ela agora parecer saber demais, o que se confirma com as nomeações e as escolhas no próprio PT. Cada um dos Ministros que preferiu na legenda, não tem mais de 10 por cento, são militantes, mas minoritários.
Os majoritários foram deliberadamente preteridos. E os dois que trabalhavam no Planalto, ligadíssimos ao ex-presidente, afastados sem qualquer consideração. Sabia que atingiria o próprio Lula, agora não se assusta com isso o "volta, Lula", é só em 2018, "estarei longe".
Até mesmo os ministros recrutados na base, fora minuciosamente vasculhados, Lula ficou furioso, não escondeu a situação desagradável, por enquanto só não fala nos bastidores do Instituto que leva seu nome. Daqui pra frente o choque será terrível, não apenas no setor político eleitoral, mas também, e com grande ênfase, no econômico.
Mas pela estratégia escrita por ela mesma, não há pressa. Pode assistir em silêncio, durante 2015 e 2016. "Juros elevados, inflação em alta quebra de direitos dos trabalhadores, não tenho nada com isso".
Na esquizofrênica, esdrúxula e extravagante política do Brasil. Sem ideias, ideais ou ideologias, sem votos, vai crescendo cada vez mais. Surgiu do nada, "invenção" de José Serra. Candidato a prefeito, lançou o desconhecido Kassab a vice. Ganhou lógico, ficou 15 meses, saiu para ser governador. Eis Kassab prefeito por 33 meses.
No cargo, foi reeleito, o único que perdeu no cargo, não se reelegeu foi a exibicionista Dona Marta. Kassab não disputou mais nada, mas fundou um partido o PSD para apoiar Dona Dilma. Afirmação no lançamento: "Não somos de esquerda, de centro ou de direita". O TSE, (Tribunal) Superior Eleitoral) devia ter cassado logo esse PSD, que confessou que era um lixo partidário. Mas juntou 40 deputados.
Agora, em 2014, candidato a senador por São Paulo, teve apenas cinco por cento dos votos. Como é ligadíssimo a Dona Dilma, ganhou um dos Ministérios mais importantes, o das Cidades. Retribuição: está formando um novo partido.
Como a legislação eleitoral permite que o parlamentar mude de legenda para um partido novo, está sendo procuradissimo. (Já faz os cálculos, comunicou á presidentA, (ele é dos subservientes e amestrados)) "teremos 80 deputados, 40 do PSD, e 40, no mínimo do novo PL". 
Isso publicamente, sem que nada lhe aconteça. O grande Fellini dizia sempre: "É fácil fazer cada vez melhor". Uma pena que não tenha conhecido Kassab.
A UE assustada com o governo de recuperação da Grécia.
Ninguém errou na análise: Alexis Tsipras, que só identificavam como de extrema esquerda, venceu a eleição. Mas só este repórter informou ontem: o partido que chegar em primeiro lugar, qualquer que seja a votação, ganha 50 cadeiras do Parlamento.
São 300 os parlamentares. O partido de Alexis tem 71 deputados, com esses 50 iria (foi) para 121. Como estava crescendo muito, ficaria perto dos 151. Mas ninguém teve coragem de arriscar um resultado.
Ontem foi divulgado o fim da apuração e o resultado: o Syriza chegou a 149 votos, fez acordo com dois partidos pequenos, conseguiu mais quatro votos, talvez cinco, irá a 153 ou 154, já foi empossada como Primeiro Ministro, para aumentar o pânico da UE.
A maioria é precaríssima. O partido que estava no poder, "Nova Democracia", que tinha maioria mais folgada, caiu muito abaixo dos 140, teve que convocar eleições. Ontem a "Nova Democracia" elegeu apenas 76 parlamentares. Cumprimentaram imediatamente o vencedor. Pelo menos isso.
Dívida, menor salário, desemprego.
Esses três pontos representam a bandeira-compromisso do Alexis, por isso ele é chamado de “extrema esquerda”. Até Dona Angela Merkel, que era comunista quando vivia na União Soviética, nos tempos nada gloriosos da Alemanha Oriental, é a mais intransigente “cobradora” do novo governo da Grécia.
1 – O desemprego na Grécia pé o maior do mundo, junto com a Espanha. Por isso, o Primeiro Ministro espanhol foi á Grécia e fez campanha ostensiva para Alexis Tsipras.
2 – A dívida que o governo agora fora do poder, que aceitou e garantiu que cumpriria (e cumpriu mesmo) é impagável. Seus números são inacreditáveis, nenhum país pode pagar, mesmo que seja um “conciliador” e jamais tenha ameaçado ou intimidado os líderes da UE.
3 – Esse é outro ponto importante da vitória de Alexis. Alem do desemprego, que está entre 20 a 25 por cento, (é muito), os que não perderam o emprego perderam o poder de compra. A redução dos salários vai de 25 a 40 por cento. Como insistir nessa política de “austeridade”?.
Os “grandes” da UE, dizem: “Acreditamos que o novo governo aceite negociar os três pontos: salários, desemprego e cumprir os compromissos com os credores”.
Alexis não cumpriu nenhum compromisso com a UE. Seus compromissos com o povo que votou nele, acreditou que era o porto da salvação. Se Alexis não cumprir o que prometeu, sua maioria é tão escassa, que será logo derrubado.
E pela Constituição, o primeiro Ministro que não tiver no mínimo esses 151 votos, perde o cargo, tem que convocar eleições, seria a terceira antecipação.
Não tenho dúvidas, o novo Primeiro Ministro irá cumprir o que garantiu aos seus eleitores. Os “grandes” da UE terão a coragem (ou burrice) de expulsar a Grécia?
Resposta
A todos que pelos mais diversos meios de comunicação, até pessoalmente, querem saber "se a Tribuna de Imprensa voltará ás bancas", agradeço, mas não há possibilidade de resposta. Desde 1979, quando os generais torturadores proclamaram a auto-anistia e morreram em odor de santidade, a Tribuna entrou na Justiça contra os "presidentes" Médici e Geisel.
Dario de Almeida Magalhães e Prudente de Moraes neto, me chamaram no escritório, notáveis figuras e grandes advogados, com a ideia: "Helio você tem que mover ação de indenização contra a União, por tudo o que o jornal passou enfrentando essa ditadura infame".
Resposta do repórter: "Aceito, mas se a ação for contra os generais Médici e Geisel, já que os outros não estão mais aqui". Prudente aplaudiu de pé, doutor Dario deu a volta na mesa, me abraçou, falou: "Será um julgamento histórico". Talvez seja mesmo, mas é na medida certa o mais injusto e protelatório dessa Justiça que se esconde e se encolhe por trás da toga.
Os dois calcularam que a ação poderia levar no máximo cinco anos, porque os ex-"presidentes" tinham foro privilegiado. Entraram com a ação que caiu com o grande juiz Aarão Reis. Imediatamente aceitou o processo, despachou para o Tribunal Federal de Recursos, muito justamente extinto pela Constituição de 1988.
Para resumir: nesse tribunal a Tribuna perdeu de 6 a 5. No Supremo da época, nova derrota, por 7 a 4. Os dois tribunais consideraram que "Geisel e Médici não tinham nada com isso, a responsável era a União".
Ganhamos em todas as instancias, inclusive no Supremo, por unanimidade. Voto magistral do decano Celso de Mello, seguido por todos. Frase final do seu voto: "A ação da Tribuna da Imprensa transitou em julgado, a União tem que pagar a indenização, i-m-e-d-i-a-t-a-m-e-n-t-e".
Quando doutor Dario calculou que a ação levaria cinco anos, imediatamente elevei o prazo para 10 anos. Já vai completar 36 anos, e não existe possibilidade de estabelecer um prazo. Se tivesse durado 10 anos, a Tribuna poderia estar de volta ás bancas em 1989. Portanto há 26 anos cumprindo o seu destino de combater o bom combate. (Apóstolo Paulo).
Não gosto e tenho evitado falar no assunto, mas não queria deixar tantos sem resposta. E a pergunta que ninguém responde: por que Desembargadores Federais, ficavam 4 ou 5 anos com o processo, sem relata-lo? Um deles disse ao meu advogado: "Não vou arriscar minha carreira entrando nesse processo explosivo. Mas também não quero votar contra o direito legitimo da Tribuna. Vou ficar com o processo na gaveta até a aposentadoria, só faltam cinco anos". Cumpriu  o que falou, assim como outros.
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Nossos leitores podem fazer comentários e se comunicar com o colunista, através do e-mail: blogheliofernandes@gmail.com
As respostas serão publicadas aqui no rodapé das matérias. (NR).
Helio Fernandes
Meu cumprimentos,
Já que muito se fala de terrorismo, eis aqui um alerta a humanidade, num país conflituoso e hostil. Onde estão os focos desse tipo de ação. Veja se me entende.
1 – Os terroristas são hiper treinados; 2 – Existe uma verdadeira multidão de simpatizantes, e são do mundo todo, que aderem a este tipo de movimento radical e extremista; 3 – Os americanos começaram uma tarefa de combate, e não conseguiram ir em frente. Enfim o que fazer? Leia a seguir:
São milhares que estão protestando no Iêmen contra o grupo Houthi, a minoria xiita que domina o país. Manifestações que acontecem dois dias depois do presidente, sob pressão dos Houthi, ter renunciado ao cargo, deixando o país na incerteza política. Esta é a maior demonstração até ao momento e, nos cartazes de protesto, pode ler-se: “a milícia militar nunca nos vais controlar”.

“Protestamos para derrubar as milícias armadas e para as expulsar da capital Sanaa”, diz Ramzi al-Amri, participante nas manifestações. 
De acordo com Autoridades de Segurança, o colapso do governo apoiado pelos Estados Unidos levou à paralisação da campanha norte-americana contra o terrorismo no Iêmen. Um golpe para Washington na luta contra a Al Qaeda, que opera no território, sendo este o ramo mais ativo do grupo terrorista e com o maior número de campos de treino. Recorde-se que foi esta ramificação da Al Qaeda no Iêmen que assumiu a responsabilidade pelos ataques terroristas em Paris, que mataram dezessete pessoas.
Enfim Helio, o Brasil com todos seus problemas é realmente um Paraíso.
Silmara Torres de Cardoso – São Paulo - SP


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