Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

DESEMPREGO REAL, INFLAÇÃO REAL, GOVERNO IRREAL. BRASIL NA MÉDIA DO DESEMPREGO GLOBAL.

ROBERTO MONTEIRO PINHO
16.01.15

Enquanto a situação do emprego, no mundo, é alarmante, em todo o planeta, o já combalido mercado de trabalho passa por profundas transformações - muitas delas traumáticas - causadas pela globalização e pelo fantástico progresso tecnológico dos últimos 20 anos. Estimativas preliminares da organização, incluídas no relatório, Tendências Mundiais do Emprego 2014, indicam que a taxa de desemprego global atingiu 6% da população economicamente ativa mundial no ano passado, se mantendo estável em relação a 2012.
No Brasil, a OIT acredita que a taxa de desemprego atingiu 6,7% em 2013, cairá levemente neste ano para 6,6%, e chegará a 6,5% em 2015 e também em 2016. Já o índice global de desemprego deverá ser em média de 6,1% entre 2014 e 2016, nas previsões da organização. Caso a projeção da OIT se confirme, o Brasil será o único país entre os integrantes do Bric (grupo formado por Brasil China, Índia e Rússia) a ter taxas de desemprego acima da média mundial pelos próximos dois anos.
Na China, o índice deve totalizar 4,6% em 2013 (e 4,7% neste ano). Na Índia, a taxa preliminar estimada é de 3,7% no ano passado (e de 3,8% em 2014), e, na Rússia, segundo os cálculos da OIT, o desemprego afetou 5,8% da população ativa em 2013. Nesse caso o Brasil é o país que possui o maior nível de desemprego. Para este ano e o próximo, o FMI já havia divulgado estimativas mais otimistas do que as da OIT. Para o Fundo Monetário Internacional, o índice deve fechar este ano em 5,8% (portanto, abaixo da média global da OIT) e, em 2014, em 6% (exatamente a média de 2013). Por sua vez, consultorias como a LCA e a Tendências preveem uma taxa de desemprego neste ano de no máximo 5,7% neste ano.
Em todo o mundo, 74,5 milhões de jovens com menos de 25 estariam desempregados. A taxa mundial nessa faixa etária atingiu 13% no ano passado, mais do que o dobro da média global de 6%, que inclui todas as idades. Segundo a OIT, o número de novos desempregados aumentou em 5 milhões no mundo no ano passado, totalizando 202 milhões de pessoas sem emprego.
No Brasil, é grande a preocupação dos trabalhadores, dos sindicatos, das autoridades e dos estudiosos de problemas sociais, a despeito de não possuirmos dados precisos sobre o desemprego, isto porque, enquanto o IBGE fala em taxa de 12%, a Fundação Seade/Dieese fala em 18% na região metropolitana da Grande São Paulo. A verdade é que temos, hoje, em qualquer família alguém desempregado. O governo se sustenta em 7%. Essa é uma realidade que está muito próxima de cada um de nós. O desemprego causa vários problemas: para o desempregado, para a família e para o Estado. Para o cidadão desempregado e sua família, o desemprego provoca insegurança, a indignidade, aquela sensação de inutilidade para o mundo social.

O relatório Tendências Mundiais de Emprego 2014, de responsabilidade da Organização Internacional do Trabalho (OIT), diz que a recuperação da economia global, considerada fraca, não conseguiu reduzir a falta de emprego no mundo. Segundo a OIT, o ano passado fechou com uma taxa de 6% de desemprego no mundo, o que representa 202 milhões de pessoas sem trabalho (5 milhões a mais que no ano anterior).

“De todos os aspectos da miséria social nada é tão doloroso quanto o desemprego.” (Jane Addams).

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