Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

sexta-feira, 11 de março de 2016

EDIÇÃO EXTRA:

Momento tormentoso, FHC comprou a própria reeleição, responsável pela reeleição da Dilma.


HELIO FERNANDES

Hoje, sábado, nenhum momento de tranqüilidade, calma ou pausa, para reflexão. Promotores de SP denunciam o ex-presidente Lula, pedem prisão preventiva, acrescentam irresponsavelmente: "Ele pode ser condenado a 13 anos de prisão".

Que punição mereciam ou mereceriam esses promotores, provocando ou estimulando uma conflagração ainda mais grave do que já está? Só isso já seria suficiente para a preocupação total. Mas existe muito mais.

 A convenção do PMDB não pode ser desprezada numa analise mais aprofundada do futuro. A cúpula do partido tem estimulado a indecisão em relação ao que será decidido hoje. 

Três hipóteses, todas melífluas e sem convicção. 

1- Rompimento mantendo os cargos que já ocupa.  2-Distanciamento com independência. 3 - A menos provável: independência para valer, entregar todos os cargos, assumir a "conspiração” de bastidores, jogar abertamente pela derrubada de Dona Dilma palavra de ordem seria então, apostar tudo na renuncia dela.

Ontem, enfraquecidissima, a presidente queria nomear Lula Ministro imediatamente. Ele é que resistia, por considerar decisão imprudente ou impertinente. E pelo que já analisei aqui, quando foi convidado: considera que pode haver eleição antes de 2018, ficaria incompatibilizado.

Não quer ser Ministro e sim presidente novamente. (Como pretendia ser em 2014, o movimento conhecido como "volta, Lula"). Foi vetado pela própria Dilma, que agora tanto insiste em transformá-lo em ministeriável.

Ontem, sexta, inconveniente, inconsistente, incoerente: "Só tomarei qualquer decisão mais importante depois da convenção do PMDB”. È uma espécie de respeito e consideração com uma legenda que não tem o menor respeito pela sua condição de presidente. O PMDB é um partido que tem a obsessão de substituí-la. No momento, o único ato retumbante de Dona Dilma é a nomeação de Lula. E isso está distante da dependência da convenção do PMDB ou de qualquer outro partido. Incluindo o PT.

A outra posição de Dona Dilma, sem a menor veracidade ou autenticidade: "Não renunciarei, não é o meu estilo". No momento a presidente está tão fragilizada que não pode garantir nada. Nem pretendo compará-la com Vargas, mas existem dois pontos na vida publica dos dois. Vargas sofreu impeachment, ganhou. Insistiram (a oposição naquela época era para valer), respondeu "Não renunciarei". Sua decisão está na Historia para sempre.

Num dialogo de alto nível, convocaria uma cadeia de TV, com a seguinte proposta:
"Diante dos problemas urgentes, eu e o vice estamos renunciando. E de acordo com a Constituição, haverá eleição dentro de 90 dias”. Se o vice recusar, continuará "decorativo", na sua própria definição. E a presidente provavelmente ganhará um cacife para ficar provavelmente até 2018. Grande modificação para ela, e nova esperança para o país. 

Amanhã um milhão nas ruas contra Dilma, no próximo domingo, outro milhão a favor dela.

Satisfação geral com a divisão dos comícios. Os dois lados pretendiam participação simultânea, loucura completa. Prevaleceu a prioridade. Um domingo para cada protesto. Com o maior entusiasmo e empolgação, sem hostilidade.

Coloquei 1 milhão, eles estão citando esse total, não pretendo desmenti-los. Na Internet e pelas redes sociais, convocaram mais de 2 milhões. Pena que as ruas do Rio, ignorem esses movimentos democráticos.
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