Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quinta-feira, 10 de maio de 2018


FORO PRIVILEGIADO: DA MISTIFICAÇÂO DOS 11 a 0, À TENTATIVA DE AFIRMAÇÃO DO MINISTRO TOFFOLI
     
HELIO FERNANDES

No final da sessão em que o plenário do STF decidiu sobre o nada por unanimidade, Toffoli tentou se destacar. Declarou: "Tenho proposta importante a fazer, fica para a próxima sessão". Achei curioso, registrei o fato, sem ter a menor ideia do que representava. Agora analisemos a mistificação dos 11 a 0,  e a participação do futuro presidente do STF.

Logo no dia seguinte identifiquei "o fim do foro privilegiado", como mistificação. Que os fatos estão  afirmando e reafirmando. Em 15 dias, 44 processos passaram para a primeira instancia, com a colaboração de um Ministro do STJ, exorbitando do que o STF resolvera. Ministros otimistas, acham que nos próximos 4 meses, as transferências para  a primeira instancia, podem chegar a 200 processos.

Sobrariam com o beneficio, APENAS 54.800, já que hoje gozam da inconstitucionalidade, 55 mil pessoas, quase todas do judiciário.

Como é publico e notório que o Senado  já aprovou projeto (está aprovado e não tramitando, como dizem) acabando definitivamente a excrescência, reservando o privilegio para o presidente da Republica, do STF, da Câmara e do senado, (enquanto estiverem no cargo) surgiu um raio de esperança. A Câmara está ansiosa para ratificar o projeto, impedida por causa da intervenção na segurança.

Aí a proposta importante lançada por Dias Toffoli, identificada como jogada visando a sua ascensão a presidente do STF em setembro, logo ali. Começou elogiando publicamente o projeto do Congresso. Com isso ganhou a confiança de deputados e senadores.

Apresentou duas ideias  que pretende entregar agora mesmo. Uma de acordo com o projeto do Congresso. Como considera que o plenário fará oposição, entregará outra, mais conciliadora.

Mas não desiste de eliminar totalmente o privilegio. Sabe que se houvesse eleição, jamais  seria presidente, é muito desacreditado. Tenta então  se preparar para presidir o STF de forma revolucionaria, para os padrões das ultimas décadas.

Não exclui a reforma do velho e arcaico regimento interno, acabando inclusive com o "pedido de vista", ultrapassado, e que ele usou como ninguém.

PS- O que não conseguir agora, Toffoli presidente,  colocará na pauta, e usará o prestigio do cargo.

PS2- Outro exemplo do Toffoli presidente. O ministro Fux está fazendo sondagens para limitar a duração dos votos em 15 minutos, excelente, conseguiu uma  adesão.

PS3- Toffoli presidente pode apoiar a proposta de Fux. Não interessa a ele, presidente que as sessões se arrastem, como votos de mais de uma hora e até duas.

PS4- O Toffoli, decepção como presidente do STF, está sinalizando  que será esperança concreta.

TEMER HISTRIONICO

Como quem não tem caráter ou convicção, só interesses pessoais, muda muito. Começou mandando carta a então presidentA Dilma, se confessando vice decorativo. Até a correspondência era ultrapassada, ninguém mais escreve carta.

Mas logo mudou de estilo, tramou uma conspiração parlamentar com o que havia de mais corrupto.

Usurpou o poder, corrupto já era conhecido, as acusações se acumularam. mas só vão atingi-lo  a partir do primeiro dia de 2019. Impopularíssimo, surpreendeu até os mais íntimos, lançando a candidatura á  reeleição. Não enganou ninguém, "vou me reeleger para defender o meu legado". Insensatez e absurdo.

Agora, abriu o jogo: como não ha legado, não ha candidatura. Comunicou oficialmente  que vai apoiar seu ex-ministro Henrique Meirelles. È a hora das desistências dos que não tinham chances.

PS- Barbosa e Temer pessoalmente.

PS2- Meirelles, que tinha 1% nas pesquisas, dizia, "assim que eu deixar o ministério, o mercado me joga lá pra cima". Falava em 20 por cento.

PS3- O mercado está silencioso. Com o apoio contra de Temer, esse silêncio será retumbante.

REVOLTA (dolorosa) CONTRA O ASSASSINATO DO MARACANÃ

Badalaram insensatamente, os 60 mil pagantes desta semana. Insistiram na palavra recorde. Esqueceram do passado. 1950, prováveis 200 mil, não havia "borboleta". Minha primeira Copa, fui com o Millor e o Ziraldo. (Eles não eram fanáticos, mas nessa Copa, e depois nos jogos do Santos de Pelé, iam comigo).

Depois, 1970, 187 mil pagantes, eliminatória da Copa de 70, Brasil-Paraguai. Recorde nacional, Flamengo-Fluminense 173 mil pessoas. Era  um estádio popular, amado e admirado por técnicos e jogadores do mundo inteiro. Povo mesmo comparecia, iam ás gerais ou  arquibancadas, que criaram as palavras "geraldino" e "arquibaldo".

Inesperadamente gastaram 3 bilhões, acabaram com o estádio lenda-legenda, que se transformou num pardieiro, freqüentado por gente rica,  o povo não vai mais.

PS- Têm que ser o apogeu da corrupção.

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