Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

quinta-feira, 17 de maio de 2018


DÓLAR AMERICANO, MOEDA OFICIAL DE TROCA NO MUNDO, DESDE 1942

HELIO FERNANDES

Estão todos preocupados com a devastadora alta do dólar. E não apenas os emergentes, até mesmo países de economia consolidada e que poderiam resistir, não fosse a traição ao mundo, perpetrada em Bretton Woodes (EUA) em 1942. Estávamos no meio da  Segunda Guerra mundial, caminhando francamente para a vitoria dos aliados. (EUA, Grã Bretanha, União Soviética).

Em 1943, em Estalingrado, os exércitos vermelhos  destruíram, demoliram ou aprisionaram as famosa "Bunder Divisiones", começava o fim da convicção  do Reich dos mil  anos. Não sobrou nada no leste europeu.

No centro da Europa,  a maior invasão do século, chamada de "Segunda frente". No final desse1943, inicio de 1944, as tropas comandadas pelo general Eisenhower (presidente em 1952), terminavam  a destruição consumada no leste em 1943. A guerra terminaria com a ocupação de Berlim em 8 de maio de 1945.

Mas para os EUA, isso é o  que lutavam para que acontecesse. Desde 1942, cuidavam da parte econômica e financeira. Na reunião de Bretton Woods, o grande objetivo era implantar a moeda  que seria a base, de todas as transações financeiras, 38 países foram convidados, inclusive o Brasil, que enviou o jovem diplomata Roberto Campos, que fez carreira como "americanofilo".

A Inglaterra mandou seu maior economista,  que levava o nome da nova moeda, que se chamaria Bancor.

Mas os EUA tinham seus próprios planos: fazer do dólar a moeda oficial de troca. Conseguiu e até hoje o dólar é uma potencia, construtiva e destrutiva. Contou com  apoio  e Churchill, quando Roosevelt lhe disse, que sem isso "seria difícil conter a União Soviética".

OS EUA ficaram com esse dólar sem lastro e falsificado, que foi  a base  do famoso Plano Marshall, o general que comandou  a guerra, e de quem Eisenhower  foi  assistente.

PS- A primeira remessa de dólares falsos que chegou á Europa, foi de 250 BILHÔES.

PS2- As remessas foram chegando, financiaram até a GUERRA FRIA.

Demétrio Magnoli não tinha idade para combater, tem para analisar

Sociólogo, Geógrafo, com vocação de historiador, conta e interpreta fatos importantes. Contesta os “memorialistas das conveniências”, e corajosamente penetra num círculo que tantos querem esquecer. Círculo da contradição, digo eu.

“O golpe de 64 não nos salvou da ameaça comunista que não existia”. E depois: “Isso foi urdido por um fascismo puramente imaginário”. O artigo de Demétrio vai assim até o final, é um dos dois pontos mais completos e para ser aplaudido.

O segundo é a coragem e o discernimento de entrar na interpretação de um dos fatos mais importantes do golpe. Os dois editoriais do Correio da Manhã, intitulados “Basta” e “Fora”. Até hoje se discute, se nega e se confirma a autoria dos manifestos.

Demétrio dá o nome de sete autores, desculpe, foram oito. Hoje todos negando a autoria, com exceção de quatro que já morreram. Esses dois artigos explicitam e elucidam um período torpe, covarde e farsante da História do Brasil.

O primeiro golpe militar foi o da República. Dois marechais que eram inimigos, se reconciliaram, derrotaram a brilhante geração dos “abolicionistas” e dos “propagandistas da República”. Os charmosos “Tenentes de 1922”, combateram até 1930, quando se beneficiaram de tudo.

O Estado Novo, garantido pelos generais

Em 1937, Vargas “implantou” ditadura, que chamou de “Estado Novo”. Garantido pelo general Dutra, que nos oito anos, foi chamado de “condestável do Estado Novo”. Derrubada a ditadura, lógico foi presidente, garantindo a volta de Vargas.

O golpe de 64 teve remanescentes

Alguns mais longevos, que palavra, garantiram o Estado Novo, voltaram em 64. Que capacidade. Concluiu, dizendo: “Vamos olhar para o futuro, esquecendo o passado”. Que farsa, Ministro. Era melhor ficar em silêncio. A Comissão da Verdade deveria ter sido criada 33 anos antes e não agora.

Mas sem interpretar e examinar o passado, não podemos acreditar no futuro. O passado, qualquer que seja ele, tem que ser lembrado, mesmo para ser contestado. Quando assinaram em 1979 a extravagante “anistia ampla, geral e irrestrita”, estavam tentando sepultar esse passado.

Os próprios militares que deram o golpe de hoje, estavam apavorados e achavam que com esse “ato” que só beneficiou os vencedores, não valia nada, sendo assinado apenas pelos representantes de um lado. E que estavam absolvendo a eles mesmos.

PS – Fatos desse 31 que completa 50 anos e não mais interpretação. A indecisão e a certeza eram totais. Carlos Lacerda, “ilhado” no Guanabara, com centenas de pessoas, recebeu a informação ou informe.

PS2 – O Almirante Aragão “iria invadir o palácio”. Não sabia o que fazer. Tentou falar com Castelo Branco, dos chefes golpistas, o único que estava no Rio, mas não tinha a menor idéia de onde.

PS3 – Deu uma sorte. Um amigo médico soube do seu problema, telefonou para o governador: “O general está na minha casa em Copacabana, emprestei para ele. Está com o general Ademar de Queiroz, teu amigo. O telefone da minha casa é 42-6178”. (Na época só seis números).

PS4 – Lacerda ligou, o general Ademar ficou perplexo do governador ter localizado Castelo. Mas não podia deixar de passar o telefone para o chefe do golpe.

PS5 – Lacerda contou o que temia, a invasão do Almirante, recebeu a seguinte resposta: “Governador, não posso fazer nada pelo senhor. A tropa que veio de Minas e a do Rio estão a um ponto do confronto, quero evitar isso” e desligou.

PS6 – Lacerda telefonou imediatamente para o presidente da Comlurb: “Mande os maiores caminhões da empresa, bloqueiem todas as ruas que chegam ao Guanabara. Não pode passar nenhum veículo, civil ou militar”.

PS7 – Apesar de ser o civil de maior penetração nos círculos militares, Lacerda não sabia de coisa alguma. O movimento golpista foi organizado, comandado e empossado por militares, perdão, generais.

PS8 – Abertamente não houve mais nada nesse 31 de março. A ocupação final do poder ficou para o dia seguinte, 1º de abril. Mas como é o chamado “Dia da mentira”, comemorado popularmente, proibiram de forma terminante, qualquer que seja a citação nesse dia.

PS9 – Para os generais, o golpe, desculpem, farsantes até o fim, falavam em Revolução. E comemoravam, como agora, nos dias 31 de cada ano.


Um comentário:

  1. Dolar inflado,combustíveis em alta exorbitante, custo de vida e risco de vida em patamares assustadores.

    Alguém acredita nos números propagandistas oficiais divulgados?

    A grande questão dessas violências às quais somos submetidos no cotidiano das últimas décadas é a da cartelização ou da pseudocompetitividade assimétrica.

    Há uma falsa disputa facciosa pelo exercício formal do poder, que sob o ponto de vista prático e material é titularizado pelas mesmas castas coronelistas, com conexões que ultrapassam as fronteiras regionais.

    Desde as organizações criminosas transpartidárias até os grupos patrimonialistas multissetoriais, falta concorrência real e significativa em espiral positiva (ao ponto de influenciar a qualidade e o preço e a eficiência de produtos e serviços: seja em telecom, transportes, energia, infraestrutura ou educação) e sobra disputa perniciosa, tal como ocorre nessa politicagem desavergonhada e nas balas perdidas lançadas sobre a população em meio às brigas por poder e território para domínio e prática estatal oficial ou paralela de elevada e injusta e regtessiva tributação.

    Abraços.

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