Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 12 de março de 2018


A ELEIÇÃO DE OUTUBRO JÁ É PRÉ-FRAUDULENTA COM ESSA LISTA DOS NOMES QUE SUPOSTAMENTE VÃO CONCORRER A PRESIDÊNCIA.  NO EXEMPLO DE OUTRAS, A ELEIÇÃO DESTE ANO NÃO TERÁ A AUTÊNTICA “ESQUERDA”, OPERÁRIA, DE LUTA E DE COMBATE. APENAS FALASTRÕES. O TAL VOTO ELETRÔNICO, NÃO INTERESSA A ELITE CANDIDATA E MENOS AINDA PARA O TSE LOTEADO E MANIETADO. URNAS INCONFIÁVEIS VÃO MOVIMENTAR OS CAIXAS DOS CARTÓRIOS, OS BOLSOS DOS DONOS DOS PARTIDOS, E O HORÁRIO NA TV SERÁ NEGOCIADO AO “AR LIVRE”.
ROBERTO MONTEIRO PINHO
Em outubro deste ano, os brasileiros vão votar nos seus candidatos a presidente, governador, senador, deputados federal e estadual. 114 milhões de eleitores estarão aptos a comparecer nas urnas eletrônicas, manietadas, inseguras e ardilosas.

O cidadão eleitor conhece bem esse sistema. Há pouco o Tribunal Superior Eleitoral TSE, decidiu que apenas 35 mil urnas terão o voto eletrônico com o impresso de votação entregue para o eleitor.

No primeiro turno é provável que entre aos maiores e nanicos, os partidos lancem candidaturas aventureiras. Os que podem ultrapassar 10 mil votos, não passam de 3 a 4 nomes. Uma figuração ridícula liderada pelo tal de PSOL e siglas mentirosas que linca, jovens estudantes ávidos por brandar “sou de esquerda”. Em São Paulo capital tem a Rua Direita. Seria cômico se não fosse verdade, ela foi chamada de direita porque está a esquerda de outra rua. Nada ver com ideologia.

O voto impresso é determinado pela Lei 13.165/2015. Como estabelece o artigo 59-A: “No processo de votação eletrônica, a urna imprimirá o registro de cada voto, que será depositado, de forma automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado”. E o parágrafo único: “O processo de votação não será concluído até que o eleitor confirme a correspondência entre o teor de seu voto e o registro impresso e exibido pela urna eletrônica”.

O eleitor não receberá um papel com o seu voto, até porque isso poderia incentivar a compra de votos. Em vez disso, o comprovante será impresso pela urna eletrônica e poderá ser conferido visualmente por você; se os votos estiverem certos, confirme a operação, e o papel será depositado automaticamente.

O processo de contagem de votos continuará sendo feito eletronicamente, mantendo a rapidez na apuração, mas os comprovantes de votação estarão disponíveis para fins de checagem em caso de suspeita de fraude nas eleições — o sistema atual, por utilizar apenas o meio eletrônico para registrar votos, não permite auditoria plena.

Uma pesquisa realizada informalmente por internautas nas redes sociais, após a pergunta “Você confia na urna eletrônica?”, obteve 98% das respostas com a negativa. Se o eleitor não confia, porque ele é obrigado a votar?

Penso aqui, que melhor seria ele comparecer e se declarar impossibilitado de dar seu voto frente à insegurança. Dessa forma cumpriria a lei, mas não seria cooptado neste sistema nada confiável de escolha de candidatos.

Mas até que ponto a sua presença, não poderia contabilizar votos para determinado candidato? O voto impresso desde a sua aprovação vem sofrendo resistência por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O nosso modelo de urna é a Máquinas DRE foram usadas em eleições oficiais em 1991 na Holanda, em 1992 na Índia e desde 1996 no Brasil. O modelo brasileiro chegou também a ser usado em alguns países latino-americanos entre 2002 a 2006.

A falta de confiabilidade do modelo DRE (ainda utilizado no Brasil) fez com que, a partir de 2004, ele fosse substituído por outros mais evoluídos e confiáveis. De 2004 a 2012, Venezuela, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Rússia, Bélgica, Argentina, México e Paraguai abandonaram o modelo primeira geração.

Em 2014, a Índia e o Equador também adotaram modelos mais avançados, de maneira que o Brasil é o único país do mundo que utiliza urnas eletrônicas fraudáveis e inauditáveis de primeira geração.

E agora? O cidadão – eleitor - contribuinte está refém do sistema, sucumbe diante de um tribunal, com atores já bem conhecidos do brasileiro. E conseqüentemente, nesse conluio, pelo Poder, entre Legislativo e Judiciário, evidente que o sistema jamais será implantado.

Por outro lado é inegável que as candidaturas a presidência que se pré-apresentam no cenário da especulação-visibilidade, não merecem a confiança do povo brasileiro.


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