Titular: Helio Fernandes

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Dilma erra em permitir a incitar a violência

FERNANDO CAMARA

A presidente Dilma, aos poucos, vai comprometendo a liturgia do cargo. Agrupada com políticos imbuídos de paixão, com pouco senso de responsabilidade do exercício das atividades de Estado, permitiu transformar o Palácio do Planalto em palanque.
Calou-se quando um representante do MST ameaçou invadir propriedades dos deputados, e aplaudiu o discurso desconexo da atriz Leticia Sabatella.

PMDB fora da Base e no Panamá Papers

A atitude majoritária dos diretórios regionais, e da maioria da executiva nacional do PMDB, de deixar a Base do Governo Dilma, mostrou a mágoa dos filiados que estão fora do governo. Mostrou também a intenção de membros da cúpula partidária em ensinar a Dilma a governar e a fazer política.

Apesar de a reunião ter durado apenas 3 minutos, a decisão foi amadurecida ao longo de vários meses.

Jucá aflorou

O anúncio, combinado e proclamado por aclamação, evidenciou a mágoa do senador Romero Jucá, que foi preterido como líder do governo, quando Dilma escolheu Delcídio do Amaral, do PT.

Resta saber se esta decisão trará retorno em votos e em credibilidade. Até aqui, apenas um dos 7 ministros deixou o cargo. Os ministros do PMDB pedem para ficar. Juntos, terão entre 14 e 21 votos.

Questão matemática

O PMDB oficializou seu desembarque do Governo, mas Dilma já sabia que não poderia contar com  55 ou 58 deputados do partido na Câmara, apesar de ter travado cerca de 600 cargos de confiança em função desta aliança. O PMDB, entre outros, faz parte da direção da FUNASA há mais de 30 anos.

A partir daqui, parte do PMDB terá que fazer política sem estar no governo, e os outros partidos terão 600 cargos para cobiçar. Se Dilma tiver um pouco de habilidade política poderá aumentar a sua base, mesmo tendo alcançado os piores índices de confiança e de aceitação na história das pesquisas. Os cargos serão redistribuídos e o  Governo escancara!

Ocupando espaços

Aproveitando a onda de limpeza, Kátia Abreu demite diretores da CONAB que não conseguia demitir por exigência dos caciques do PMDB.
Helder Barbalho indicou o seu secretário executivo, o ex-senador Luiz Otávio, para diretor presidente da ANTAQ. Quando foi governador, Jader Barbalho mandou prender Luiz Otávio.

Sumiu!

Ninguém vê o senador Eunício Oliveira PMDB/CE em cena alguma, nem pró nem contra, em canto algum.

Panamá Papers

 Esta semana trouxe mais um ingrediente para enfraquecer a opção por Temer. Nos papéis obtidos pelo jornal alemão Suddeutsche Zeitung sobre a consultoria Mossack Fonseca e compartilhados com a Confederação Internacional dos Jornalistas Investigativos, há 107 offshores ligadas a personagens enroscados na Lava Jato. Lá estão além das empreiteiras, braços do esquema que desaguam no presidente da Câmara, Eduardo Cunha,no senador Edison Lobão, no deputado Newton Cardoso Júnior. Abrir offshore não é crime, porém, sonegação de imposto é. E, com tantos peemedebistas sob os holofotes, fica difícil o vi-presidente Michel Temer passar a credibilidade que necessitaria para governar num momento delicado como esse, de crise econômica aguda.

Economia

Os números ruins afloram. Por ora, parece que as Excelências se esqueceram da economia, mas a população não. Os índices estão derretendo. Desemprego, inflação, fechamento de fábricas em massa e a presidente sem um plano, uma estratégia de salvamento ou, parece, qualquer preocupação nesse sentido. Suas atenções estão absolutamente voltadas à salvação de seu mandato. Mas mandato sem uma economia minimamente forte será a manutenção do caos.

Impeachment incerto

Se depender do relator Jovair Arantes PTB/GO, o dia da votação será antes do prazo limite. No entanto, diante do atual cenário criado pela precipitada exposição do PMDB, o impeachment, apesar de ser aprovado na Comissão, não passará em Plenário, pela provável ausência e muitos parlamentares.

Os 342 votos pelo impeachment não estão garantidos por vários fatores, o principal deles é a inabilidade de costura política do PMDB, que se posicionou mas não assumiu a discussão do futuro. E assim deixa transparecer que, se Dilma sair, Temer, monitorado por Moreira Franco e por Eliseu Padilha, irão ocupar todas as posições do Governo, deixando outros partidos de fora.

Não houve neste ano ainda um teste de votos em Plenário

Os políticos de todas as correntes divergentes devem se preparar para  o dia seguinte, pois não é possível deixar o país de lado, desabando no abismo. Deve haver serenidade para construir um plano de salvação, e que ele seja feito conjuntamente por toda a Sociedade.

Lula avança e anuncia que será ministro na quinta-feira, esqueceu de combinar com os ministros do SFT, ou será que combinou?

De qualquer forma, Lula sabe fazer política e pode ajudar a destravar o governo, se Dilma deixar que ele trabalhe, encarnando o espírito Paz e Amor.

27ª Fase - Carbono 14

Traz um passado inconveniente ao PT e arrasta o Governo para a lama.

A delegada Doutora Elizabete Sato, diretora da Delegacia Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que foi escalada para investigar o processo sobre o assassinato do Prefeito de Santo André, Celso Daniel, é tia de Marcelo Sato, marido de Lurian, que, apenas por coincidência, é filha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ciro e Cid Gomes no PDT. Cômico, se não fosse trágico

Eunício de Oliveira achou que iria ser fácil a disputa pelo governo do Ceará.

Luiz Roberto Barroso irrita o cenário político

Sem saber que estava com microfones e câmeras abertas, Barroso desdenhou as lideranças políticas.

Marina ressurge das cinzas

Marina entrou no jogo político. Desenhou uma azeitada estratégia de comunicação, e saiu concedendo entrevistas até para jornais de bairro. Em todas, evitou se colocar como candidata, mas enfaticamente clama por eleições já.

Por ter permanecido calada durante fatos importantes da cena nacional, sua investida não foi bem vista pelo eleitorado.

Delações


Nos bastidores, novas delações vão sendo costuradas e cada uma delas promete ser mais devastadora do que a outra.

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