Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 9 de março de 2015

REPUDIADA POR RENAN E CUNHA, DILMA SE AJOELHA, PEDE AJUDA A ELES. LULA NEGA O PANELAÇO, TEM QUE MANTER DILMA NO PODER. RUPTURA DEMOCRÁTICA.

HELIO FERNANDES
10.03.15
Discurso na sexta-feira: "Algumas medidas são duras, mas necessárias. Temos que fazer o ajuste hoje, para consolidar o que conquistamos ontem". É inacreditável. Ganhou a reeleição mentindo e mistificando, o povo respondeu ás perguntas do Datafolha: e 77 por cento responderam claramente: "A Presidente candidata mentiu durante toda campanha". E sua suposta popularidades desabou.
Tanto, e continua desabando, que o panelaço foi um sucesso. Teve sorte de ser num domingo, as ruas estão praticamente vazias, ainda mais vazias do que as suas conquistas, que insiste em apregoar.
Congelou Temer, agora tenta trazê-lo de volta.

No primeiro mandato estava sempre com ele ao lado, afinal era o contato dela com o PMDB do troca-troca. Surgiu o furacão chamado Eduardo Cunha, para não perder tudo apoiou Renan na última hora. Mas logo na primeira foi abandonada por ele, que espetacularmente (isso é elogio) se juntou ao PSDB.

Devolveu a Medida Provisória. Como contei, já sabia que estava na lista, praticou a represália antes, sua fonte mostrou a ele o que todo país já sabia. Fazia reuniões no próprio palácio “senatorial”, não queria receber propinas em restaurantes ou café, como tantos.

Eduardo Cunha também não um dia para atacar o governo, e mostrar o desapreço pela presidente. Traiu a todos na instalação da CPI da Petrobras, aplaudido de pé pelo PSDB. Nesse resumo está claríssimo que Temer (descongelado) não terá sucesso em reconquistar o presidente do senado e o da Câmara.

Não que Cunha e Renan sejam inabordáveis, muito pelo contrário. Conversarão com o vice Temer, mas até este sabe muito bem o que eles querem: sair da lista dos investigados, para na continuidade não se transformarem em acusados, réus condenados.
Só cederão parte do poder que acumularam na Câmara e no senado, em troca da uma imunidade antecipada, mantida garantida. Mas é impossível. No momento existe um poder mais alto do que os Três consagrados na Constituição. É o do relator Teori Zavascki.

Quem teria liberdade, audácia ou cacife para pedir ao Ministro que retire da lista os dois parlamentares que se julgam poderosos? Zavascki não “salvaria” ninguém por “generosidade”, que não está inscrito na sua longa carreira.

Principalmente se tratando de dois personagens sobre os quais não existe a menor dúvida de que são participantes do assalto á Petrobrás.

Internet influencia jornal de papel.

Tem acontecido seguidamente os jornais resumirem nas Primeiras, o mesmo conteúdo, palavras, siglas, Rio, São Paulo, Brasília, Minas, têm site influenciados uns pelos outros.

Manchete do Globo, ontem: “Na TV, Dilma defende ajuste: nas ruas, panelaço”. Da Folha: “Dilma vai á TV: nas ruas, população faz panelaço”. Os dois: 3 palavras, uma vírgula, um ponto e vírgula, que é a negação da gramática puta, pois o ponto mandar parar, a vírgula determina a interrupção. Contraditório, mas usado por muitos que escreve.
Acertaram na essência, pois a presidente, lamentavelmente insiste na palavra vazia, repete as mesmas afirmações supostamente otimistas, quando na verdade não há nada para comemorar. Pede paciência, mais ainda? Até quando?

Diz que as medidas econômicas serão mantidas porque servem ao povo das ruas, não vai recuar em coisa alguma. Só faltou usar o bordão inexpressivo e jamais cumprido; “Doa a quem doer, não ficará pedra sobre pedra”.

Esse lugar como era para fuzilar a roubalheira, mostrar que não haveria impunidade. É o que se esperava, mas o que se temia, está acontecendo. Os principais ministros do setor se movimentam estarrecedoramente para defenderem os corruptos-corruptores das empreiteiras. Ministro da Justiça. Advogado Geral da União e Chefe da Controladoria, cada um para o lado tentando imunizar os assaltantes da Petrobras, utilizando a mesma palavra popularizaram LENIENCIA (Nem Aurélio ou Uaiss deram destaque á palavra).

Todos comandados pela própria Dilma. E José Eduardo Cardoso, Ministro da Justiça, esse então deixou longe a ética, o respeito ao cargo, apareceu como advogado de Dona Dilma.

Logo depois de publicado a relação dos que serão investigados, "ganhou" espaço enorme nas mais diversas televisões, tentando mostrar que a "presidente não podia figurar em nenhuma lista, a Constituição não permite". Apesar de não ser tratadista para ser citado, discordou e até repreendeu juristas consagrados e respeitados.

Era deputado Federal, convidado para Ministro da Justiça, disse a Dilma: "Quero ir para o Supremo, me preparei para isso". Resposta: "Você vai mas não agora". Ha 4 anos publiquei tudo. Em junho do ano passado, precisando deixar o ministério, se desincompatibilizar para disputar a reeleição, consultou Dona Dilma. 

Garantia dela: "Fica, você não precisa de mandato, vai para o Supremo". Revelei novamente, a fonte era a mesma. Não vai mais por muitos motivos. Só existe uma vaga, de Joaquim Barbosa, que não preenche a 6 meses. (Com medo da sabatina do senado e inconstitucionalmente para manter o Supremo com menos 1 ministro e apostar num empate). Finalmente, aprovada a PEC da Bengala, o que Dona Dilma tanto queria, nomear mais 5 integrantes da Suprema Corte, se esvaiu ou se desintegrou.

Indiretamente diminuía o mais alto tribunal do país. Pois deixava clara sua convicção: "Nomeando mais cinco ministros (sem falar na vaga do primeiro Joaquim) dominaria totalmente o Supremo”. Isso jamais aconteceu e não acontecerá. A Constituição é sabia. O presidente nomeia, o senado examina, os aprovados exercem livremente seus mandatos.

O passado, presente e futuro da presidentA.

O discurso de Dona Dilma foi aviltante, deprimente, politicamente deselegante com ela mesma. Agora só resta a Dilma a humildade representada pelos números que não podem ser desmentidos.

Desemprego em alta.
Inflação de mais de 7%.
PIB negativo.
Juros de 12,75, o maior do mundo.
Impopularidade cada vez mais alta.
Pânico de que a investigação da corrupção na Petrobras, se transfira no mínimo para Belo Monte.
Descrença de todos os setores.
Falso otimismo, e acusação ao pessimismo.
Impossibilidade de salvar as empreiteiras corruptas e corruptoras.
Certeza: só quem pode salvá-la é Lula.

Esses 10 pontos, são assustadores, não pode modificar nenhum, vieram do primeiro mandato. Dona Dilma é herdeira da sua própria incapacidade e incompetência. E não existe um cartório no mundo, que possa cuidar com sucesso desse inventário.

Não tendo como se imunizar. Dona Dilma usa do velho jargão do futebol. "a melhor defesa é o ataque". E aí dispara o que vem fazendo desde que venceu no segundo turno. E que começou a recitar sempre.

No mesmo tom de antes, seguida pelo subserviente Mercadante: "Eleição só tem dois turnos. Os que pretendem o terceiro turno, são os que trabalham para a RUPTURA DEMOCRÁTICA". Textual, mas rigorosamente irresponsável.

PS- A investigação comandada pelo ministro Zavascki, já começou em vários lugares. Um deles acertadamente é o edifício da própria Petrobras, assaltado pelas empreiteiras corruptas e corruptoras.

PS2- A expectativa da opinião pública, TOTAL, é pela condenação de todos, a começar com as empreiteiras. E por políticos de "mais de 3 metros de altura". Acontecerá, mas levará tempo.

PS3- Enquanto esperam, uma boa alternativa é a biografia de Tancredo Neves, feita por José Augusto Ribeiro, que será lançada amanhã, quarta-feira, na livraria da Travessa do Shopping do Leblon.

PS4- Essa livraria é a segunda maior do Rio, a primeira é a da Travessa da Barra, do mesmo empresário, filho do notável Milton Campos.

PS5- O biografo, um dos maiores do Brasil, tem várias inclusive uma excelente, de Getúlio Vargas em 3 volumes.

PS6- E Tancredo Neves, senador, governador, Primeiro Ministro com Jango, presidente que morreu antes da posse. Foi o mais jovem Ministro da Justiça, do próprio Vargas em 1954. Estiveram juntos numa reunião ministral que acabou e depois das 5 da manhã, quando o presidente saiu da reunião, foi para o quarto e se matou.
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Jornalista Helio Fernandes,

Do seu leitor petroleiro:

O processo que culminou com a renúncia do presidente Fernando Collor de Mello, em 29 de dezembro de 1992, foi resultado de meses de investigação parlamentar provocada por denúncias de corrupção divulgadas pela imprensa. Ainda candidato, em 1989, o ex-governador de Alagoas era bem diferente dos políticos da época: relativamente jovem (39 anos), fazia cooper, andava de jet-ski e estampava frases de impacto, como "Não fale em crise. Trabalhe", em suas camisetas.

Quando assumiu, em março de 1990, sua popularidade começou a ficar abalada ao confiscar o saldo das poupanças bancárias a fim de frear a inflação. Cada pessoa ficou com apenas 50 mil cruzeiros (hoje, cerca de R$ 6 mil) disponíveis e muita gente empobreceu da noite para o dia. Não deu certo: a inflação continuou crescendo e, em 1991, já passava dos 400% acumulados no ano, quando surgiram os primeiros escândalos de corrupção ligados a Collor.

Pedro Collor, irmão do presidente, concedeu entrevista à revista VEJA, em maio de 1992, denunciando um esquema de lavagem de dinheiro no exterior comandado por Paulo César (PC) Farias, tesoureiro da campanha eleitoral de 1989. Fernando acusou o irmão de insanidade mental - desmentida por exames.
O Congresso Nacional criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias. Vieram à tona esquemas como a Operação Uruguai: empréstimos fraudulentos para financiar a campanha de 1989. Além disso, contas fantasma operadas por PC financiavam a reforma da Casa da Dinda, onde Collor morava.
As ligações do presidente com os golpes de PC ficaram evidentes. Um carro Fiat Elba para uso pessoal do presidente foi comprado com dinheiro vindo das contas fantasma do tesoureiro de campanha. Em agosto, o motorista Eriberto França contou à revista Istoé como levava contas de Collor para serem pagas por empresas de fachada de PC.


Sei que muito mais está acontecendo e já aconteceu, como é o caso danoso da Petrobras e a Lava-jato. Mas tenho família, preciso trabalhar, tenho medo do que pode acontecer no país, por essa razão, pesquisei o texto acima, e agora acho que com o impeachment ou renúncia da presidente Dilma Rousseff, teremos o que Helio? Por outro lado, vejo que estamos caminhando para o cadafalso, inflação disparada, e menos emprego. Opine sobre isso? José Angelo – Rio de Janeiro - RJ

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