Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015



LULA, CANDIDATISSIMO,  TENTA MANTER DILMA COMO PRESIDENTE.  5 MILHÕES SEM EMPREGO E SEM SEGURO. JOSE ROBERTO CARDOSO, “QUE FASE”. TODOS OLHAM PARA RICARDO JANOT.

HELIO FERNANDES
28.02.15.

O desemprego vem aumentando, nada surpreendente. Sem investimento, com a indústria praticamente produzindo cada vez menos, o consumidor quase sem recursos, comprando muito menos, apenas o necessário ou indispensável, o comércio acompanha a indústria.

Com toda essa realidade, Dona Dilma se assusta mas não toma providencia. Se refugia na incompetência, só fala “em aumentar impostos”. Como cidadão já paga 36 por cento, individualmente, vão elevar ainda mais essa carga amaldiçoada? Para quanto, 40 por cento? É isso que chamam de “ajuste fiscal”?

Anteontem, jornalões, televisões, jornalistas “amestrados”, retumbaram em massa: “O desemprego subiu, agora é de 5,3”. Por que não traduzem esse percentagem, 5,3 de que total? Por que não colocam em números? É preciso traduzir de forma facilmente compreensível, para que todos entendam.

Esses 5,3 representam praticamente 5 milhões de desempregados. Que só tende aumentar, diminuiriam se houvesse investimento, desenvolvimento, em vez e desperdício. E mistificação, que durou os quatro primeiros anos e toda a campanha presidencial.
Com essa falta de trabalho preocupante, Dona Dilma criou medidas que complicam e dificultam o recebimento do salário-desemprego. Logo ela que adora se vangloriar, que palavra, de ser a campeã da concessão dos benefícios, sociais. Na certa não se preocupa, pode repetir: “Não disputarei mais nenhuma eleição”.

Lula defende o mandato de Dilma.

Ha dias, em matéria sobre a posição vulnerável de Dona Dilma e o aumento praticamente diário da sua impopularidade, mostrei a preocupação do ex-presidente. Escrevi: “Candidato a presidente dentro de 4 anos quando estará com 73 anos, quer Dona Dilma como presidente nessa última eleição dela”.

E conclui, sem um mínimo de dúvida: “Não que Lula precise do apoio de Dina Dilma. É que se ela não estiver no poder em 2018, é porque aconteceu alguma coisa com seu mandato. O presidente então será Temer ou Eduardo Cunha”. Não falei em impeachment, deixando bem claro que essa forma constitucional não pode ser planejada, geralmente obedece ou acontece casual ou circunstancialmente.

Agora, Lula entra em campo com a camisa do patrocinador, ele mesmo. Voltou aos tempos em que utilizava seu inegável charme para conquistar e enganar a todos. Agora os tempos são outros embora acredite que ele mesmo, continua se considerando avassalador.

O diálogo dele com Dona Dilma foi duro, não usou detalhes: “preciso que você fique no governo até o fim”. Não era necessário mais, ela, que cada vez só esconde atrás de qualquer coisa ou pessoa, entendeu.

Agora, no PT, no Instituto Lula, e nas pregações que vem fazendo nos mais diversos lugares. A palavra de ordem é esta: “Nenhum ataque a Dona Dilma, temos que defender o mandato dela, para o partido é indispensável”. Lógico que deliberadamente trocou a identificação pessoal pela partidária. Todos entenderam.
Foi ao Congresso, abraçou a todos. Para Renan, que detesta, um abraço apertado. Tendo como resposta dura, a cobrança por cargos (velada) e a afirmação, (ostensiva): “Não nos responsabilizaremos pela política econômica, não somos chamados para participar de coisa alguma”.
Agora, todos estão sabendo: Lula é candidato á sucessão dela, mas não quer alteração na hierarquia do poder. Antes, a partir de 2011, tudo se concentrava no que era falado de boca-em-boca: “Volta, Lula”. Agora a palavra de ordem, exigência: “Fica Dilma”. Só que não depende apenas dos dois.
José Eduardo Cardoso.
Jô Soares, nos tempos badalados de humorista a favor (contradição) criou um bordão muito repetido: ”É a fase”. Agora pode ser aplicado ao Ministro da Justiça. Não acerta uma. Deputado federal, não se desincompatibilizou em junho de 2014. Dona Dilma disse para ele: ”Não saia, você vai para o Supremo como prometi”.
Agora, usa óculos bifocais com as lentes trocadas, olha para um lado como Ministro, age como se fosse um cidadão acima de qualquer suspeita. Recebeu escondida e de forma subterrânea, advogados dos ladrões das empreiteiras, como se elas roubassem não a Petrobras mas o pré-sal. Fingia que era a mesma coisa. Como a repercussão foi desastrosa para ele, não colocou o encontro na agenda, (o que é obrigatório), se confundiu todo, foi ficando cada vez pior. O que pretendiam os advogados? Que ele apoiasse e trabalhasse com o Advogado Geral da União, o notório Luiz Inacio Adams. (notório não é depreciativo, qualquer um que ocupa cargo igual ao dele é notório).
Queriam apenas trocar uma palavra. Em vez de INIDONEAS, as empreiteiras que assaltaram a Petrobras, queriam se beneficiar da LENIENCIA. O Ministro concordou, mas a opinião pública, (comunidade) não aceitará de jeito algum.
Ainda tentava “explicar”, surgiu nova confusão. Encontrou com representantes graduados das empreiteiras, foi flagrado pilotando na contramão. E sem habilitação a Porsch da Justiça. Veio a justificativa; “Encontro fortuito e por acaso”.
E finalmente, foto divulgadissima nas redes sociais, do Ministro conversando com o Procurador Geral da Justiça, ambos com as mãos na boca, para impedir até mesmo eventual “leitura labial”. Agora, José Eduardo Cardoso procura Ricardo Janot, para alertá-lo: “Você está sendo visado por ameaça de morte”.
È “a fase”, mas não apenas ela. Chama a atenção, o fato e a coincidência: Janot promete para segunda-feira, a revelação e a entrega de 30 nomes ao Supremo, de iniciados na lava-jato. Cardoso não se imagina mais no Supremo.
A vaga de Joaquim, a ”PEC da bengala”.
Praticamente há sete meses dona Dilma não preenche a vaga do ex-presidente, que apareceu voluptuosamente em termos de publicidade, com o julgamento do mensalão. Dona Dilma tem a “certeza” de que os Ministros nomeados por ela, obedecem a ela.
Raciocínio primário, conclusão primarissima. Anteontem, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, criticaram duramente a presidente, pela demora em nomear o 11º Ministro do supremo. Essa demora de Dilma, é inconstitucional. Os Ministros são 11. Por vontade própria ela reduz para 10. E duas vezes, anteriores, com 10 ministros o resultado ficou 5 a 5, o que ameaça se repetir. (inclusive na votação da “ficha limpa”).
Agora, a presidente trabalha para que a “PEC da bengala”, não seja aprovada, em 4 anos do segundo mandato, nomearia cinco ministros. Não precisa ser muito inteligente ou informado para concluir: é um insulto ao Supremo. Com cinco ministros nomeados por ela, acredita que controlará o mais altoTribunal do país.
Resposta.
José. Você está corretíssimo na apreciação da ABI e do Sindicato de Jornalistas, a respeito da defesa da classe. A ABI, que tem História, hoje é uma lembrança lamentável, desairosa e nada profissional. Quem defende verdadeiramente os jornalistas é o Sindicato.
O episódio que você citou, quando numa questão em que o Sindicato defendia os direitos sociais e foi vergonhosamente atacado pela ABI, me manifestei aqui. A ABI hoje é isso que estamos vendo: uma sucursal de tudo o que é de mais serviçal e subalterno. Parabéns, mas você devia participar, principalmente por não concordar com a “desprofissionalização” da ABI.
Obrigado, Vinicius pelas considerações a respeito das matérias apoiando a Lava-jato. Qualquer jornalista que se respeite não pode defender corruptos e corruptores, como esses executivos (nenhum proprietário precisavam também de prisão) das empreiteiras que assaltaram a Petrobras. Seria uma traição a profissão e á opinião pública.
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Rodrigo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "LULA FALA DO SEU NOVO TRONO, A ABI. OPRESIDENTE DE...": 

"Antigamente não era nem raro as pessoas lerem até 3 jornais, hoje assinam ou compram 1 as vezes 2".

Rsrs... sério mesmo, Hélio, que as pessoas ainda fazem isso no Brasil? Pode-se ler a grande maioria dos jornais importantes no mundo de graça sem grandes truques.

Discordo inteiramente. Em 20 anos, talvez até menos, não haverá mais bancas ou jornais e revistas vendidos nelas. Poderá até haver o formato semelhante, uma espécie de papel eletrônico, onde se pode ler o que se quiser, pago ou não. Mais provável se ler o que quer que seja transmitido direto para lente de contato ou o óculos.
Helio.
Li sua nota sobre a Associação Brasileira de Imprensa. A instituição se tornou respeitada e notória sendo presidida por nomes ilustres e consagrados no Campo do jornalismo e do direito. Sem citar nomes, apenas lembrando Barbosa Lima e Prudente de Moraes neto, e a lamentar a perda do estimado Mauricio Azêdo, que deixou sua marca ideológica e de grandes lutas em prol da liberdade de imprensa e da sociedade brasileira. Agora, pelo que me chega através de companheiros jornalistas, essa ABI, me parece conflitante, com muitos problemas internos, assim completamente desfigurada. Lembrando aquela frase irônica da comediante global  “eu te conheço”. Qual seria o nome para reerguer a ABI? – Valmir – Rio de Janeiro.

Estimado Helio Fernandes.

Não deixe de falar sobre a nossa Petrobras. Suas matérias estão tendo repercussão.  “A luta continua”...  – Macaé RJ.

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