Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

IMPEACHMENT DE DILMA, LAVA-JATO E BNDES. A PETROBRAS QUE NINGUEM SABE DE NADA. FHC QUE SABIA DE TUDO E LULA QUE NÃO QUER SABER DE COISA ALGUMA.
ROBERTO MONTEIRO PINHO
24.02.15
A presidente Dilma Rousseff, reage banalmente às acusações de ter permitido proliferação do maior e mais volumoso desvio de verbas e pagamento de propinas no quadro de corrupção que envolve seu governo, remetendo sua desgraça política, para os anos 90, conotando a administração do presidente Fernando Henrique Cardoso, a existência da corrupção na Petrobras, onde está o foco da mais danosa corrupção da história política do Brasil.
Mas o governo da presidente Dilma Rousseff não consegue escapar de escândalos envolvendo membros de sua equipe, assim como aconteceu com seus antecessores na presidência nas últimas décadas. No seu primeiro ano de governo (2010), uma enxurrada de denúncias envolveu ministérios de peso, como o de Transportes, e das Cidades, outro que tem elevada verba para gastos, se envolveu em problemas e colocou de novo a presidente em saia-justa. Na Copa do Mundo e dos Jogos também foi alvos de escândalos. Foi o caso das pastas dos Esportes e do Turismo.
Na véspera da eleição então ministra da Casa Civil Erenice Guerra foi acusada de favorecer empresários e familiares em sua gestão. A suspeita de conluio desgastou o então governo Lula e atingiu a reta final da campanha de Dilma à presidência. Como Erenice, os problemas de favorecimento já existiam na época em que a Dilma era ministra.
Ainda em 2010, uma ação da Polícia Federal deteve vários servidores do ministério - a ação foi chamada de "Operação Voucher". Pedro Novais, na pasta do Turismo, usou verba destinada aos parlamentares em suas funções para pagar estadia em motel no Maranhão. Depois ele admitiu o erro, mas negou que tivesse ido ao motel, afirmando que na data do ocorrido “estava em casa ao lado da mulher”. Na sua gestão, foi identificado esquema de desvio de dinheiro público na pasta.
O ministro da Casa Civil Antonio Palocci, logo no início do governo, foi questionado sobre o expressivo aumento de seu patrimônio nos últimos anos. Pressionado a dar explicações, resolveu sair. Era a segunda vez que Palocci se envolvia em escândalo no executivo federal - o primeiro foi quando o acusaram de promover encontros misteriosos, sem motivo justificado, em Brasília, no governo Lula, quando era Ministro da Fazenda.
Ao todos, saíram por conta dos escândalos setoriais, 21 pessoas, incluindo o então ministro Alfredo Nascimento, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luís Antonio Pagot, e o diretor presidente da Valec, José Francisco das Neves - ambos os órgãos são os principais ligados ao ministério.
Outro escândalo, dessa vez na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do então ministro da Agricultura Wagner Rossi. Os acontecimentos envolvendo a pasta, incluindo tráfico de influência com pessoas de confiança de Rossi, fizeram o ministro renunciar.
O então Ministro dos Esportes Orlando Silva, envolvido em esquema de desvio de dinheiro em programa da pasta visando beneficiar seu partido, o PCdoB. Acabou substituído pelo deputado Aldo Rebelo. No ano de 2011 o Ministério do Trabalho era acusado de cobrar propina de organizações não governamentais. Entidades com convênios assinados com a pasta eram obrigadas a pagar "pedágio" para receber recursos. O então despreparado e “abobalhado” ministro Carlos Lupi tentou negar a existência do esquema, mas, foi convidado a sair.
No começo de 2012, após meses de especulação, foi detectado que o ministro das Cidades, Mário Negromonte, tinha ligações com lobistas e oferta de recursos em troca de apoio. Sem ter como se defender, saiu do ministério. O ex-presidente Lula e Dilma, são envolvidos no escândalo da chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha. Acabou demitida, assim como outros servidores envolvidos.
Pasadena, Lava-jato, dezenas de empresas governamentais envolvidas, se fala em até mesmo o BNDES ter beneficiado megaempresários do setor de turismo e hotelaria, um mar de denúncias de possível corrupção.  A vergonha, não tem limite, data, as de hoje, precisam ser explicadas, e ou nunca “vão saber de nada”.


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