Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Mestre, não é televiSIOnamento e sim TeleviSAmento. O novo presidente da Petrobras tem pEtrocinio de quem?

HELIO FERNANDES
10.02.15
Sem qualquer dúvida, de Dona Dilma. Não pelo fato dela ser presidente, tudo acaba sendo de sua autoria. No caso da Petrobras usou seu famoso e nunca desmentido poder de mistificação. Começou quando tentou elevar ou transformar em realidade seus níveis universitários, foi insistindo, depois de 21 anos no PDT sem intimidade política com Brizola, convenceu Lula, "sempre fui petista".
E conseguiu chegar a dois ministérios importantes e depois mais dois como presidente da República. Levando Dona Suplicy ao desespero acreditava que depois do Lula, mulher para sucedê-lo seria ela.
Mas no episódio da substituição de Dona Graça bateu seus próprios recordes de mistificação, levando até mesmo um razoável jornalista a chama-la de "guerrilheira que enfrentou a ditadura". Desinformação, análise completamente equivocada e até mesmo desprezo e desapreço pela própria reputação jornalística.
Desde o inicio, Dilma tinha o objetivo: escolher alguém que tivesse as credenciais e as características, (falta de) um personagem como Bendine. Não precisava obrigatoriamente ser ele, tem á disposição muitos iguais, servos, submissos, subservientes.
Jogou matreiramente (a palavra não é elogiosa) com diversas situações. Organizou lista com vários nomes, Bendine não aparecia em nenhuma, ninguém, percebeu pois sua indicação era tão estapafúrdia, extravagante e troglodita, que seria logo queimado.
Tentando passar a impressão de que não encontrava um nome para essa verdadeira missão, foi estimulando versões e dispersões. Quando Mercadante mercadejava o nome do presidente da Vale, estimulou-o.
Como o Chefe da Casa Civil é um apaixonado por si mesmo, acreditou, não deixou Murilo Ferreira sair de Brasília, informou: “Você será o presidente da Petrobras. Já falei com a presidentA”. Não era um bom candidato, não foi presidente, jamais cogitado.
Na sua lembrança, sempre o Ministro Levy. Obrigada a nomea-lo, não sendo da intimidade e até mesmo representando ideias “que considera diferentes”, não esquece dele. Chamou-o ao Planalto, ”Delegou” poderes para que encontrasse “um nome para a Petrobras”. Mas não se afastou um milímetro do seu plano, e da certeza de que ninguém descobriria o que estava tentando concretizar.
Quando chamou Dona Graça ao Planalto na terça-feira (3) e “combinou” que ela ficaria até o fim do mês, exultou. Teria quase 30 dias para burilar, (não confundir com o respeitadíssimo blindar) o nome.
Aí já colocara Bendine na frente, mas não como prioridade absoluta. Raciocinou, exercício que não pratica com assiduidade: “Tenho um mês, posso analisar muitos nomes”.
Mas na manhã da quarta-feira (4) quando Dona Graça praticou a “traição da renúncia”, (é assim que identifica o ato da ex-amiga) teve pressa, apenas 48 horas para colocar Bendine na rua (e nas manchetes e holofotes), mesmo com as descredenciais dele, que conhecia da vida toda.
Revelado o nome, vibrou. Vitória completa, nem Lula sabia de nada, afinal ela e ele sempre retumbaram desde o mensalão, querem repetir no Petrolão: “Não sabia de nada”. O segundo Joaquim que “procurava um nome no mercado”, quando soube, caiu “prostituído” no chão (O talento de misturar e decifrar as palavras “prostituído” e “prostrado” é do Millor, mas serve inequivocamente para o episódio).
Levy devia pedir demissão imediatamente, como poderia ter acontecido com Nelson Barbosa 48 horas depois de SAR do governo. Mas ambos adoram muito a posição que ocupam. E se pedissem, demissão a e a presidentA aceitasse?
Esses são os fatos, rigorosamente verdadeiros. As conclusões, só dentro de algum tempo. Não se pode “bondinizar” uma empresa como a Petrobras, esperando ou admitindo que isso acabara pelo menos com nove anos de omissão ou cumplicidade.
Lava-jato assusta Executivo e Legislativo.
Provoca também pânico e imobilismo. Dona Dilma tem que nomear ministros provisórios ou temporários. Os permanentes podem estar indicados e por tanto teriam que ser desalojados. Os citados chegam a uma centena, ser ou não ser, nada a ver com Shakespeare e sim com a profundidade da investigação. Conclusão: esperar. Mas até quando?
O legislativo com o mesmo "sofrimento". Sem falar que a Lava-jato colocou em suspenso a eleição do presidente da Câmara e do Senado, surgiu essa nova CPI da Petrobras. Essa CPI não atingirá ninguém, referendará a impunidade geral. Corruptos e corruptores vibraram com a formação da CPI, era tudo que pediam a Deus, corruptos e corruptores são sempre muito católicos.
Mas dois pontos ou fatos elevaram a angustia e ansiedade de Brasília. 1- Precisam nomear 27 deputados para que a CPI possa funcionar. Mas como "descobrir" 27 "colegas" que estejam limpos e imunes? 2- O Procurador  Geral da Republica, ha 48 horas em Washington e Nova Iorque, está cumprindo agenda relevante com órgãos especializados em culpabilizar corruptos. E quer descobrir em bancos os mais diversos, (incluídos os da Suíça) depósitos provenientes do roubo da Petrobras. 
Conclusão de membros do Executivo e Legislativo: ele não aparecerá ao Supremo, parecer meramente formal.

Delfin neto, o inepto.

Declaração dele, ontem, sobre o novo presidente da Petrobras: "Bendine é bem capaz de sanar as contas da Petrobras". SANAR? Que verbo é esse que o senhor suficiente para recuperar prejuízos de no mínimo 88 BILHÕES? Sem contar o que representa o desperdício da empresa, a falta de investimento, o volume macro de corrupção, irrecuperável?

Delfin não é um iniciante, disse o que disse para ficar sempre a favor. Em 1972, poderoso Ministro da Fazenda da ditadura, amicíssimo do também Ministro Andreazza, que construía a Ponte Rio-Niterói Arranjou dinheiro para ele a juros de 14 por cento, quando o mercado oferecia facilidades a 2 ou 3 por cento. Nossa Senhora.

A propósito: o comportamento das ações da Petrobras, ontem, rigorosamente normal e aceitável. Até 12 horas, queda de 1% cravado. Parando para o almoço ás 13, zero a zero. Alguma oscilação ligeira, fechou assim: ordinárias mais 1,88, preferenciais mais 1,75. Movimentaram 1 bilhão 200 milhões, um quinto de todos os negócios. Compreensível e aceitável.

TeleviSAmento e não televiSIOnamento

Mestre em direito pela Universidade de Harvard, notável. Doutor em educação pela Universidade de Genebra, parabéns. Professor da Fundação Getúlio Vargas, elogios. Mas escrevendo em português, decepção. Falo do mestre Joaquim Falcão, que em artigo na Folha pediu o televiSIOnamento (como está no título) das sessões do Supremo.

Não foi por acaso ou distração que o mestre renomado e respeitado abandonou a origem da palavra para afirmar e confirmar a sua consequência. Joaquim Falcão queria pedir que todas as sessões do Supremo fossem transmitidas pela televisão, como aconteceu com o mensalão.

Nenhuma duvida pela palavra usada, se ele estivesse pedindo que as sessões fossem transmitidas pela TELEVISION. Mas como o órgão utilizado para informar a coletividade se chama TELEVISÃO, nenhuma duvida.

É preciso conceder as palavras o mesmo respeito que o mestre merece nas suas especialidades. E ele cita TELEVISIONAMENTO, no artigo, oito vezes, além da abertura, no título.

Em 1974, a Argentina já escolhida como sede da Copa do Mundo de 1978, a FIFA descobriu que a televisão de lá era unicamente em preto e branco. Mandou um oficio em espanhol, exigindo “que pelo menos para o exterior houvesse TELEVISiON (sic) a cores”.
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As respostas serão publicadas aqui no rodapé das matérias. (NR).

Jornalista Helio Fernandes.

Meus cumprimentos

Inicialmente parabenizo seu trabalho aqui no seu Blog, está sendo ótimo te acompanhar, como fazia nos tempo da saudosa Tribuna da Imprensa, de quando morava ai no Rio de Janeiro. Lembrando eleição, que é seu ponto central nas criticas, fale sobre o voto indireto, quando foram eleitos biônicos e governadores eleitos por delegados dos partidos. Foi um retrocesso, ou apenas transição? Afinal pouco se soube de positivo desses governadores e senadores.

Carlos Jesus Villareal – Cuiabá MT

Helio,

Parabéns pela matéria sobre o Charlie. Quando teremos mais notícias. Fale ao menos duas linhas sobre isso. Estou curiosa.


Celina de Magalhães – Rio de Janeiro.

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