Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

NÃO EXISTE INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA NO BRASIL. SEMANA TUMULTUADA POR CAUSA DA LAVA-JATO. O IMPEACHMENT É SEMPRE CIRCUNSTANCIAL.

HELIO FERNANDES
24.02.15

Amanhã, quarta-feira, deve ser votado o estranho veto de Dona Dilma á questão da redução do imposto de renda sobre salários. O Congresso aprovou 6,5 a presidente reduziu para 4,5. Explicou: “O orçamento não suporta essa perda”. Ora, isso é apenas uma “devolução”, há muitos anos o trabalhador vem sendo mais roubado do que a Petrobras.

Coma aprovação desses 4,5, vai acontecer o que vem acontecendo pelo menos há 10 anos. (Quase o tempo de permanência do PT no governo).  A inflação sobe sempre, não respeita o “centro da meta”, agora ultrapassa até o que chamam de “alto da meta”.

E Dona Dilma ainda tem a audácia de afirmar: “Todos pagam imposto de renda”. No seu tatibitati habitual, quer insinuar que os ricos também pagam imposto de renda, e seriam beneficiados se a redução fosse de 6,5.

Essa é a presidentA, que pensa (?) que os ricos se preocupam com o pagamento do imposto de renda. Sonegam, parcelam, se omitem, nada lhes acontece. Só que para o Planalto pode ser uma semana de derrotas no Planalto. E com a Lava-jato vindo a público, pode não haver ninguém vencedor.

Popularidade e impopularidade.

Cientistas políticos, economistas, sociólogos, supostos historiadores, descobriram a pólvora. Só não podem distribuir nenhum Nobel, não ganharam fortunas com armas, Armamentos e guerra a partir de 1890 como ele ganhou. Mas pelo menos escrevem ou falam para aconselhar Dona Dilma, estão sempre dispostos a servir ao poder.

Dilma não lê nada, mas fizeram chegar a ela; “os escândalos e não apenas da Petrobras, atingirão sua popularidade”. São bem intencionados, mas péssimos analistas e assim não ajudam a presidentA.

De que popularidade estão falando? Dos 3 milhões de votos que garantiram a reeleição? Ou da resposta de 77 por cento dos brasileiros entrevistados pelo Datafolha e geraram a impopularidade, “visível a 30 milhões do delta do Nilo”, como dizia Alexandre?

Só que ele era um vencedor, amigos e inimigos diziam a mesma coisa. O “trunfo” que dona Dilma apregoa, se parece, mais com eutanásia menos com suicídio: “Posso fazer o que quiser, não vou disputar mais nenhuma eleição”.

Respostas.

Marina Assumpção, respeito todas as crenças e convicções religiosas, desde que sejam autenticas e não utilizadas e televisadas com dinheiro usurpado até com cartões de crédito. Todos os meus filhos foram crismados e batizados. Rosinha, (que me deixou há três meses depois de 57 anos de união admirável), fazia questão desses atos, mas não influenciou os filhos.

Minha primeira admiração foi Jesus Cristo, o Pensador e Revolucionário. Depois, aprisionado pela belíssima mas contraditória liturgia da Igreja Católica, foi transformado em “Criador do Mundo’”. Nada mais enganador. Com 20 anos de idade, comprei 15 exemplares do “Capital” de Karl Max. Minha segunda admiração.

Fui lendo e anotando, vi que o grande pensador alemão, (eterno mas suas ideias ficarão para sempre mas não dominarão o poder) aprendeu e não escondeu que suas ideias no setor social vinham de Jesus Cristo. Cheguei a pensar em escrever um livro, tinha até o titulo: “Marx, constatação e contestação”.

Impossível localizar numa vida tão tumultuada, quando ou a razão de não tem concretizado a ideia. Órfão de pai aos 9 anos e de mãe aos 11, surpreendentemente cheguei aos 93 de hoje. Comecei a viver muito cedo, vivi demasiadamente.

Paulo Cesar Trindade. Juscelino não trouxe nenhuma indústria automobilística para o Brasil. Esse é um erro e um equívoco industrial, político, administrativo e jornalístico. Surgiu de uma constatação capitalista da poderosa indústria automobilística dos EUA. Exportavam os carros prontos para quase todo o mundo. (exceção da Europa que fabricava carros fantásticos na Itália, França, Alemanha).

Com a segunda Guerra Mundial, as exportações caíram acentuadamente, todos os países envolvidos na fabricação de outras coisas, toda indústria existente, transformada em produção para a guerra. Sem poder vender, levaram mais de 10 anos desenvolvendo a ideia altamente lucrativa; exportar peças, o que era muito mais barato, mais rápido, mais rendoso. Surgiu então o que passou a se chamar de MONTADORAS, que começou no Brasil em 1957.

O Brasil também abandonou as ferrovias. JK nem pensou nisso. O crescimento dos EUA começou com imigrantes do mundo todo, que almejavam o badalado “sonho americano”. Depois, a preocupação com o desenvolvimento. Basearam tudo nas ferrovias e depois nas estradas.

Construíram ferrovias que cobriram todos os estados. Naqueles extraordinários filmes “faroeste”, se vê que o governo privilegiava as estradas de ferro, passavam por cima das grandes fazendas. Quando em 1890, o genial Henry Ford, lançou o primeiro carro, os americanos estavam prontos para recebê-los, passaram a construir estradas.

O Brasil não imaginou que um país tem que se desenvolver com ferrovias e estradas. Quando pensou em trens, com muito atraso, vieram a Leopoldina Railway, São Paulo Tramway, Pernambuco Tramway, e outros “estrangeirismos” (Monteiro Lobato), depois transformadas em multinacionais exploradoras e enriquecidas, sem progresso.

Victor Bernardes, o impeachment não é uma crença ou convicção apenas ocasional e circunstancial. Você tem razão quando assinala o poder enorme dos que se transformam em presidentes. Mas esse tipo de “solução” constitucional, se alimenta e se estimula, com o fracasso precisamente dos que chegaram ao poder e não fizeram nada, se omitiram ou fizeram errado.

Não se pode planejar com antecedência, não acredito nisso. Mas existe. Um só exemplo; em 1968, Nixon foi eleito presidente. Em 4 de novembro de 1972 era reeleito. Em 20 de janeiro de 1973 tomava posse para o segundo e último mandato. Menos de 1 ano depois já estava no chão, trocou o impeachment pela renúncia. Entre a deposição, cassação e prisão ou a liberdade, não havia nem espaço para a dúvida.

PS- Hoje, terça-feira, ás 6 horas da tarde reunião de protesto contra ladrões que assaltaram a Petrobras, e defesa da empresa, que não tem nada com isso. Será na ABI, que cedeu seu salão principal, parta essa convocação patrocinada pelo Sindicato Nacional dos Petroleiros.

PS2- Esses trabalhadores, que se arriscam diariamente sem a mínima segurança, agora se arriscam duplamente, pois combatem de frente todos os que se juntaram para assaltar a maior empresa do Brasil.

PS3- Parece inacreditável mas é rigorosamente verdadeiro. Muitos órgãos do próprio governo, todos com a sigla terminando em U (TcU, AgU, CgU) se juntam para defender as empreiteiras.

PS4- Tiraram até dos dicionários, a palavra não usada, L-E-N-I-E-N-C-I-A, para que o “Brasil seja salvo pelas empreiteiras e seus executivos”, que pagariam apenas multa. Na reunião de hoje na ABI, todos compreenderão que isso é IMPOSSÍVEL.
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Tribuna online.
Seu leitor assíduo, Jonas Barreiras, petroleiro há 23 anos. Já fui embarcado, em navio graneleiro, plataforma e trabalhei em terra nos dutos da petro. Sei o quanto eu e meus companheiros lutamos por esse patrimônio e símbolo de nacionalismo. Viva a Petrobrás, livre. Fora a RedeGlobo que só quer os anúncios pagos a peso de ouro, para sustentar uma cambada de preguiçosos e falsos brasileiros. Macaé - RJ
Helio Fernandes,

Peço quando for possível, escreva sobre a renúncia de Jânio Quadros. Com meus amáveis cumprimentos. - Maria Cecilia Durandt - Sorocaba - SP.

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