Titular: Helio Fernandes

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

 DI STÉFANO UM DOS MAIORES JOGADORES DO MUNDO, QUE VI JOGAR A PARTIR DE 1948, QUANDO ERA “LA SAETA RUBIA”

HELIO FERNANDES 

*Publicações históricas no Centenário do jornalista 

PARTE I

A morte de Di Stéfano, entristeceu e empobreceu o futebol. Não gosto nem queria fazer comparações, mas foi dos maiores do mundo. Pouquíssimos podem se equiparar a ele. E raros, como este repórter podem escrever sobre ele. Em 1948 no Chile, durante 46 dias seguidos, vi Di Stéfano em campo, admirável, assombroso, impressionante todas as vezes. 

O Torneio dos Campeões 

Nesse 1948, audaciosamente, o Chile organizou o campeonato que está no título desta nota. Convidou 10 campeões dos 10 países da América do Sul. Todos jogando contra todos, por isso precisou de 46 dias para terminar.

Os quatro primeiros colocados, (por pontos corridos) eram os semifinalistas, daí saíam os finalistas. O representante do Brasil era o poderoso time do Vasco, tão invencível que era chamado de “Expresso da Vitória”. Eu era secretário Adjunto da revista “O Cruzeiro”. Já me preparara para viajar, naquela época, no “Cruzeiro”, qualquer coisa era motivo para viagem.

O Presidente do Vasco, meu amigo Ciro Aranha me telefonou convidando para acompanhar o time. Nessa época não havia a cobertura de milhares de jornalistas, os órgãos eram apenas jornais e revistas. 

Apenas três jornalistas 

Este repórter, o grande Oduvaldo Cozzi pela Rádio Nacional, e Ricardo Serran, editor de esportes de “O Globo”. Mandávamos matéria pelo telex, picotávamos aquela fita, que era o que existia em forma de comunicação. 

“La saeta rubia” 

Descoberto pelo River Plate em 1946, com 20 anos, logo se destacou. E esse apelido foi um presente imediato do torcedor, ainda na Argentina. Tinha os cabelos vermelhos, e velocidade de Fórmula 1.  

Esse Torneio, a ideia inicial da Libertadores 

Foi espetacular, cada jogo era uma sensação. Vasco e River Plate iam se destacando e impondo goleadas, o jogo inicial entre eles terminou zero a zero. Apesar dos dois ataques serem fulminantes. E se admitia francamente que a final seria Vasco-River, o que aconteceu. 

O Vasco Campeão 

Como o Vasco tinha chegado com vantagem, jogava pelo empate. Mas não acreditávamos num novo jogo sem vencedores. Eu e Serran assistimos o jogo onde fica o técnico, quase dentro do campo.

Precisamente ao lado do treinador do Vasco, o mais do que competente Flávio Costa. (Que menos de 2 anos depois seria o técnico da seleção brasileira na Copa de 50. O que já é outra história. Mas não custa lembrar, que além da competência esportiva, Flávio Costa tinha curso superior). 

Acompanhando Di Stéfano até hoje 

Surpreendentemente novo zero a zero. O Vasco merecidamente campeão. Estou citando de memória, mas nos anais do Vasco e na Biblioteca Nacional, é fácil encontrar tudo, apesar dos anos decorridos.

AMANHÃ: PARTE (II)

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