Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Quase desempregada pela incompetência, desempregou 1 milhão e meio só em 2015

HELIO FERNANDES

Terminou 2014 (o ano da controvertida reeleição) com 10 milhões e 100 mil sem trabalho. Entrou no que se chama de "dois dígitos", que aumentou em alta velocidade em 2015. Se os 4 primeiros anos foram de retrocesso, o quinto (o primeiro do segundo mandato), foi de total paralisação. Quando 2015 estavam terminando, a própria Dilma num reconhecimento exuberante e surpreendente, confessou: “O nosso grande erro foi não perceber que a economia havia desacelerado".

Aí, perceberam mas não havia nada a fazer. Com a impopularidade mais alta depois da chamada redemocratização, alem da crise econômica, mergulhou o país no desequilíbrio político, estimulou os movimentos pelo impeachment.

Passou então a se preocupar unicamente em não perder o cargo. Mas agiu desastradamente, principalmente em relação ao presidente da Câmara, personagem fundamental do envio do pedido para que o impeachment fosse votado pelo plenário.

Começou então a ter com ele um relacionamento político inesperado, inútil, sem sentido ou sem resultado, degradante, garantindo a sobrevivência dele e o desmoronamento da sua própria reputação como presidente.

2015 foi todo desperdiçado na luta inglória para combater não percebeu que o impeachment já estava derrotado desde o inicio. O risco de perder o mandato permanece, mas pode vir do TSE (cassação) e não do Congresso. Na Comissão de Ética, protegeu Eduardo Cunha, os 3 deputados do PT votavam a favor dele.

Quando votaram contra, e ele foi derrotado, de forma ignóbil mandou o pedido de impeachment para o plenário. Está lá até hoje, sem chance de ser aprovado, a oposição se refugiou no recesso. Mas este acaba, ninguém mais está interessado na votação. Perdão, só o grupo de Temer anda acredita que possa ser beneficiado, e chegar ao poder sem voto, sem povo, sem urna. Mas ao mesmo tempo com medo da cassação que atingiria a presidente e o vice.

Dilma "estarrecida", Barbosa o "estarrecedor".

A presidente se declarou estarrecida, (agora sem aspas) de que 2016 termine com a expectativa ou analise do FMI, de que "o PIB esteja em queda de 3,7." Ela devia falar menos, para não aumentar a coleção de tolices ou inutilidades. Quem é que não sabia disso? Alguns chegam a ser mais pessimistas, colocando a derrubada do PIB em patamar ainda pior ou assustador.

Se a presidente pode dinamitar os números e protestar contra os que se pronunciam contra o que ela acredita, o Ministro da Fazenda considera da sua obrigação socorrê-la ou imitá-la. E aí a leviandade não tem tamanho. Afirmações dele. 1-No inicio do segundo trimestre a economia estará se recuperando. 2-A inflação fechará o ano em 7 por cento. 3- Mas podemos chegar a 6,5, que é o teto da meta. Inacreditável.  
Desde 2002 o centro da meta não é atingido. E a derrocada econômica e política, agora, sem duvida ou discussão, é muito pior. O Ministro sabe disso. Mas lutou tantos anos para ocupar o cargo, não quer estragar tudo.

Ciro Gomes novamente presidenciável.

Tem todas as credenciais para tentar chegar ao Planalto pela terceira vez. Foi governador (do Ceará) mocissimo, Ministro do próprio Lula, admite que pode disputar com ele em 2018. Podia ter ganhado em 2002 quando chegou a liderar as pesquisas. Mas ai o temperamento derrotou a razão, caiu para o terceiro lugar. È o primeiro candidato lançado oficialmente pelo PDT. Para não esquecer: fora de qualquer cargo, elegeu o irmão, duas vezes governador do Ceará.

A Operação Zelotes saiu dos trilhos, abandonou o caminho original.

Não tem nada a ver com a Lava-jato, Teve imediata repercussão porque até começou antes. Envolveu influentes e altíssimos funcionários  da Receita, com a publicação dos seus nomes. O esquema: sonegavam fortunas, não pagavam os impostos devidos, recorriam ao Carf, eram "perdoados" da divida e das multas. O prejuízo para a Receita foi calculado em 19 bilhões, poderia haver equivoco, o total ser maior e não menor. Mas já era um escândalo gigantesco.

Inesperadamente desapareceu do noticiário, os nomes dos acusados foram esquecidos continuou não se falou mais no assunto. Só que a Zelotes continuou atuando. Apenas modificação espantosa e estarrecedora. Não cuidou mais da roubalheira provada e consumada, se fixou num suposto financiamento de 2 milhões e meio de reais. Inacreditável, os "investigadores” da Zelotes deveriam ser investigados. Ainda está em tempo. Quem poderá tomar essa providencia?  

Diálogos.

Celso Maria do Nascimento, meus parabéns pela cautela e a correção a respeito da minha idade. Consultou dois órgãos importantíssimos, não podia errar. Existem blogs usando meu nome, dizem o que bem entendem. Na minha carteira de identidade do Felix Pacheco, está escrito: "Nascimento, l7 de outubro de 1921".

Nessas datas, dois fatos inesquecíveis para o mundo. Em 17 de outubro os comunistas tentaram derrubar a ditadura aristocrática de 300 anos dos Romanofs. Depois de uma terrível guerra civil de 4 anos, em 1921 tomaram o poder. A Rússia se transformou em União Soviética.

Durou apenas 70 anos. Na véspera do Natal de l991, desapareceu. Traída pela incompetência, pela morte de Lenine, a expulsão de Trotski, o aparecimento do carrasco sanguinário, Josef Stalin, que massacrou o povo, destruiu a Revolução.

Mario Silveira Neto, desculpe, mas você deve estar lendo o blog com óculos bifocais, com as lentes trocadas. Desde que se começou a falar em impeachment, fiquei contra, é a minha posição e convicção até hoje. Em fevereiro de 2015, o jurista Ives Gandra Martins foi contratado para defender o impeachment, era sua crença.

Assim que publicou o parecer, ainda no mesmo fevereiro, contestei-o, não concordava. Nesse ano decorrido, não perdi oportunidade de demonstrar meu combate ao impeachment, principalmente pelas circunstancias. Mas também não deixei um dia sequer de criticar a presidentA pela incapacidade, a incompetência, e a imprudência ou omissão de tudo que pode constar de um processo ou projeto de governar.

Wellington Ferraz, obrigado por me mandar o blog a respeito da morte de Tancredo Neves, não o conhecia. Vou responder amanhã. È difícil analisar ficção, principalmente depois de 30 anos. Parece um roteiro típico de Hollywood, para ser dirigido pelo Tarantino.

1- A ação da Petrobras fechou sexta feira, a 4,4l. Hoje, segunda feira, ficará inalterada. Motivo: a Bovespa não funcionará, é feriado em São Paulo (Aniversario da cidade).

2-Mas os problemas da empresa não dependem do fechamento da Bolsa por um dia. Vieram do tempo da ditadura, não foram percebidos. Ou percebidos e estimulados. Fortunas foram feitas na ditadura, nada era desconhecido.

3- Fartei de revelar e denunciar: o "japonesinho" Shigeaki Ueki, um dos privilegiados do regime. Presidente da Petrobras e Ministro de Minas e Energia, enriqueceu de forma colossal.

4-Ha dezenas de anos mora no Texas, praticamente não aparece no Brasil. Ele e os filhos são donos de mais poços de petróleo do que os Bush, que já dominaram o estado.  Outro fator da destruição da empresa, é a DESADMINISTRAÇÃO. Centenas de diretores, executivos, gerentes, e a corrupção, tendo que percorrer e corromper tanta gente.
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