Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Covardia e subserviência ameaçam o mandato da presidente.

08.12.15
HELIO FERNANDES

O comportamento pessoal e político de Dona Dilma, inacreditável e até incompreensível. Deveria ficar em silencio ou até conversando, mas pessoalmente, nos bastidores. Ao contrario, acreditando que era uma grande estrategista, se arrojou aos pés do vice, fingindo que não sabia que ele já tomara posição ha meses. Textual na incompetência: "Conheço Temer ha anos, pessoal e politicamente, e até como grande constitucionalista".

Temer leu, riu e exibindo o ar de grande felicidade que não o abandona, decidiu aproveitar o espaço (gratuito) e responder, era simples, mas deu manchete de jornais e noticia de televisão: "Dilma nunca confiou em mim". (Como não é tão brilhante quanto acredita e espalha, usou esse “nunca confiou”, que dói no ouvido). Deveria ter dito, "jamais confiou", correto e mais elegante.

Continuando na tentativa de apagar o passado, "alguém precisa REUNIFICAR o país para salva- lo," modificou todo o texto. Ficou assim: ”Não cabe ao vice fazer oposição á presidente, nem liderar movimento para afasta-la do Planalto”. Pode até ser constitucionalista (muitos duvidam) mas seguramente não conhece Historia. Quase todos os vices conspiraram contra o presidente,  por causa disso, Vargas ficou 15 anos no poder (1930 a 1945) sem vice. Em l960 fizeram a tentativa que só valeu essa vez: o vice também tinha que ser votado separado do presidente, podia não ser eleito, como aconteceu com o notável Milton Campos.

Dona Dilma se rebaixou mais ainda, elogiando fartamente um ministro que podia demitir a qualquer momento, o que não é possível fazer com o vice. Textualmente chamou Padilha "de notável". Devia ficar envergonhada, se apresentou como vitoriosa.
Serra, depois de conversas varias vezes com o vice e recebendo a garantia e a confirmação do futuro Ministério da Fazenda, deu cobertura a ele.

Numa entrevista mostrou ao mundo sua descoberta: "Ninguém acredita que o PT recupere o país." Tem "credencial” para isso: duas vezes candidato a presidente, não conseguiu motivar o eleitorado. Agora, aos 73 anos, tenta ser coadjuvante, não pode perder tempo, tem que ser urgente.

O impeachment em varias frentes

Às 9 da manhã a Câmara já estava lotada. Reuniões diversas, poucas no plenário. Tinham que apresentar os nomes da Comissão de 65, ás 10 horas, passaram para as 2 da tarde, nada. Dona Dilma começou ainda mais cedo, ás 7 já estava com o Ministro da Justiça. Às 10, já havia recebido 32 professores, alguns conhecidíssimos. 17 entregaram pareceres, lidos numa entrevista coletiva da presidente. 8 deles, do primeiro time, deram nome e sobrenome, não puderam comparecer, justificaram. Ponto a favor da permanência, contra o impeachment.

Negativo e até irritante a insistência em manter o nome de Temer preponderando acima de tudo. E deixando visível as contradições da própria Dilma. Disse que tem falado muito com ele, a seguir se desmentiu voluntaria e impensadamente: "Ainda não falei com ele hoje, não sei onde ele está". Eram duas horas da tarde, na sexta feira na televisão, avisou: "Segunda feira pela manhã estarei em Brasília".

Maduro perdeu mas reconheceu

Inesperado, surpreendente, que pode até possibilitar analises positivas. Mas não é um gesto definitivo. A Venezuela precisa urgentemente de paz, ordem, segurança e tranquilidade, para a recuperação econômica e financeira. Mas antes de mais nada e para que possa haver dialogo, tem que haver liberdade. E liberdade, uma das palavras mais bonita e respeitada, tem que ser utilizada imediatamente para os que estão presos, violenta e arbitrariamente.

O presidente deixa entrever, e isso até os mais ligados ao poder, confirmam: “Maduro não é a principal figura da Venezuela, apesar das aparências". Parece inacreditável, mas surgem informações e explicações: "Quem manda mesmo, de verdade, é Cabello, presidente da Câmara, o homem mais rico do país, que controla todo o trafico de drogas. Os dois sobrinhos da mulher de Maduro, presos nos EUA, eram coagidos por Cabello a traficar”. Isso é dito abertamente, só não podem publicar.

De qualquer maneira, existe uma esperança. Piorar mais do que está, impossível. O povo tem que se libertar da miséria, do desabastecimento, até da falta de comanda e de remédios. Mas o cenário mudou tanto, que Macri presidente eleito da
Argentina, não pedirá mais a suspensão do país do Mercosul. Mas Cabello, tem mais poder do que o presidente, pois comanda um poder paralelo que é o Parlamento, já garantiu:"Não me entrego,não faço acordo, resistirei, tenho força para isso"
Recesso, impeachment ou cassação.

O vice trabalha pelo que acredita ser o próprio futuro, o impedimento, ou seja, na sua vida, mais um cargo sem eleição. Como consequência ou complemento, luta para que tudo demore muito tempo. Assim, quer que o Congresso feche no dia 22 e só reabra em 2 de fevereiro. Só que pode estar cometendo traição á ambição.

Explico: o presidente Dias Tofolli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), distritribuiu o processo que atinge ele e a Dilma, de cassação dos mandatos, Pode andar mais rápido, e as possibilidades de perda de mandato, maiores do que no impeachment. Pode acertar por acaso e não competência.

Depois da decisão da Comissão, batalha interna, virá a externa, contra ou a favor do recesso. 

Tumulto na Comissão do Impeachment
A segunda se esgotou, a instalação ficou para hoje, Ninguém se entendia, dissidência nos partidos. Uns achavam a Comissão muito "governista", outros muito "oposicionista.". Fizeram até chapas internas para disputar. Vão aproveitar a madrugada para divisão.

 A grande dissidência foi no PMDB. Também é o que tem maior representação: 8 deputados, 4 contra o impeachment. Mas  4 a favor. Mas houve briga até em partido com 1 representante. O líder se indicou, protestos.De qualquer maneira, já analisei,essa Comissão vale muito pouco,quase nada.

1- Del Nero, presidente "licenciado" da CBF, é corrupto mas bem informado.No dia 27 de maio, estava na Suíça, para reunião da FIFA. Quando o sócio, amigo e ex-presidente da CBF foi preso, imediatamente percebeu o que lhe aconteceria.

Sabia que roubou mais do que Marin, fugiu na mesma hora, sem ninguém saber, pegou um avião, escondido. Não precisava fechar a conta estava num hotel 5 estrelas, como convidado de Honra. (contradição).

Está ha 7 meses sem sair do Brasil, com medo de extradição, não assiste jogo nem pela televisão. Denunciado pela Policia e Procuradoria dos EUA, tem pânico que Marin faça delação premiada, que nasceu lá.
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Nossos leitores podem fazer comentários e se comunicar com os colunistas, através do: e-mail: blogheliofernandes@gmail.com

Sr editor da Tribuna, jornalista Helio Fernandes

Fui leitor do jornal Tribuna da Imprensa durante anos, e fiquei triste quando o senhor publicou na primeira página que ela deixaria de existir. Agora escreve aqui na internet, tão lépido quanto antes, e isso me faz sentir que viver é estar ativo, perseguindo o tempo, e não sendo tragado por ele. Sou aposentado metalúrgico, e travei ao lado de companheiros operários, minha luta contra o regime de opressão de 64. Saiba que tem meu total apoio as suas escritas.

Quero  fazer também um apelo. Que tal voltar com o jornal no padrão eletrônico. É o que muitos jornais estão fazendo. Acredito que deve existir alguém interessado em investir nisso, O que pode dizer sobre o assunto. O senhor  já pensou seriamente nessa possibilidade.

Um forte abraço.


Renato Célio de Almeida Junior – Niterói - RJ

Um comentário:

  1. O impeachment da presidente Dilma na visão de seus "juristas"


    Em pronunciamento feito, ontem,em Brasília,uma equipe de juristas,contratados,pela presidente Dilma Rousseff fizeram pesadas críticas ao pedido de abertura do processo de impeachment contra ela.
    O papel de um advogado de defesa é falar sobre o processo e não ficar expondo teses exdrúxulas,fugindo ao cerne da questão falando,pela televisão, bobagens para agradar ao cliente,mesmo e,principalmente, se a cliente em questão seja a primeira Magistrada do País. Se querem fazer política, entrem em um partido político e concorram a um cargo eletivo.
    Os pareceristas dilmáticos solidarizaram-se com a chefe do Governo e esqueceram de princípios consagrados secularmente pelo Direito.
    A questão do impeachment é para se discutida no âmbito exclusivo do Poder Legislativo e nesta primeira fase somente pela Câmara dos Deputados.Se aprovado,por seus membros irá para o Senado Federal,que na ocasião, será ,excepcionalmente,presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal,onde será será apreciado.Não tentem,mais uma vez de judicializar tema que já está claramente previsto em nossa legislação e principalmente não se esqueçam das lições de Montesquieu.
    Com “brilhantes” assertivas embasadas no mais puro e notável saber jurídico, do qual se julgam detentores únicos, estes simplórios senhores acabaram de uma vez por todas com aquela “bobagem” preconizada por Montesquieu sobre a separação dos Poderes, em seu livro “O Espírito das Leis”.
    A Teoria dos Três Poderes foi consagrada pelo pensador francês Montesquieu. com base, na “Política”, de Aristóteles, e no “Segundo Tratado do Governo Civil”, de John Locke. Montesquieu escreveu ” O Espírito das Leis”, traçando parâmetros fundamentais da organização política liberal.
    Montesquieu explicou, sistematizou e ampliou a divisão dos Poderes estabelecida por Locke. O filósofo iluminista preconizava, que, para afastar governos absolutistas e evitar a produção de normas tirânicas, seria fundamental estabelecer a autonomia e os limites de cada poder. Criou-se, assim, o sistema de freios e contrapesos, o qual consiste na contenção do poder pelo poder, ou seja, cada poder deve ser autônomo e exercer determinada função, porém o exercício desta função deve ser controlado pelos outros poderes. Assim, pode-se dizer que os poderes são independentes, porém harmônicos entre si.
    Essa divisão clássica está consolidada atualmente pelo artigo 16 da Declaração dos Direitos do Homem de 1789.encontra amparo e é prevista no artigo 2º na nossa Constituição Federal.
    E não é que,que os juristas da presidente Dilma o mandaram às favas todas essas “baboseiras”, ontem, naquela patética solenidade em Brasília!

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