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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O CARRASCO MÉDICE, É "DOUTOR HONORIS CAUSA" DA UFRJ. CUNHA MASSACRA DILMA, ELA NÃO PROTESTA. O POVO QUER PUNIÇÃO COM A LAVA-JATO.

HELIO FERNANDES
publicada em 08.07.15

Vargas: Três anos e sete meses.

Existe enorme semelhança entre o governo Vargas, pela primeira vez eleito pelo voto direto. E o segundo de Dona Dilma. A partir de janeiro de 1951, foram três anos e sete meses, tragédia vivida dia a dia e que terminaria em 24 de agosto de 1954, quando voluntariamente ele "deixou a vida para entrar na História".

O segundo mandato de Dona Dilma, com fatos rigorosamente parecidos, mas que ainda não se consolidaram. A presidente tomou posse em janeiro de 2015, com duração normal ou constitucional um pouco maior, até dezembro de 2018, 43 meses para Vargas, 48 para Dilma.

Vejamos rapidamente algumas coincidências, já que a presidente insiste em comparar fato da Era Vargas, com fatos que podem constituir a Era Dilma.

Vargas quase não começou o governo de 60 meses (5 anos), precisou nomear Ministro da Guerra, o presidente do Clube Militar, general da ativa de quatro estrelas, Estilac Leal. Era a maior liderança Militar–Nacionalista, acabava de derrotar o prestigiado General Oswaldo Cordeiro de farias.

Estilac tomou posse acabou a oposição duríssima de Lacerda-Golbery, amicíssimos. Mas começava a luta de Vargas pela sobrevivência.

Logo em 1952, Jango, Ministro do Trabalho, dobrou o salário mínimo, foi derrubado. Com Vargas sem poder fazer nada. Não podiam resistir a um Manifesto assinado por 69 coronéis. (A primeira assinatura era do Coronel Kruel).

Governando, mas sem poder algum, Vargas foi “imprensado entre a renuncia ou o licenciamento por 60 dias”. A oposição não dava tréguas a Vargas, ele respondia apenas com palavras ou frases: “Não renuncio nem me licencio, se insistirem encontrarão apenas minha morte”. Foi a primeira referência fúnebre.

Em março de 1953, se julgando poderosa (e parecia que era mesmo) a oposição apresentou a Câmara o pedido de impeachment. Durante quase três meses, a Câmara discutiu o assunto, até que numa noite de junho do ainda 1953, a votação foi colocada em pauta.

Para surpresa de muita gente, da oposição e da situação, o impeachment teve apenas 120 votos, a permanência de Vargas no poder, ultrapassou a casa dos 300 votos, Satisfação mas não tranquilidade.

A verdade: Vargas estava sitiado por fora e traído por dentro. As reuniões dramáticas eram diárias até que 1954 houve o assassinato do Major Vaz, oficial da FAB, de um grupo de fazia voluntariamente a segurança do deputado Carlos Lacerda. Aí explodiu tudo, Vargas completamente isolado no Catete, cada vez e com maior insistência, repetindo, “não renuncio nem aceito o licenciamento”.

No dia 23 de agosto de 1954, Vargas convocou uma reunião no Catete, com todo o ministério. Marcou para as 8 da noite, explicou, “tenho muito trabalho”. Mas quando ele saiu já eram mais de cinco da manha. Único assunto da reunião, para espanto do próprio Vargas: seu licenciamento por 30 ou 60 dias. Vargas concordou em se licenciar por 30 dias.

Quando se preparava para dormir, o irmão “Bejo” Vargas entrou, falou: “Não há licenciamento algum, você está deposto”. Vargas disse apenas, “então é isso?”, pediu ao irmão para sair. Ficou sozinho, logo se ouviu o tiro que liquidava uma Era.


UFRJ-Médici.

Não conheço o novo reitor da Universidade, sua posição e convicção em relação á "Pátria Educadora". Se for positiva, pode prestar um grande benefício ao Brasil. E já começou com uma denuncia estarrecedora.

Pouca gente sabia (eu nem tinha ideia) que a UFRJ, tem um doutor Honoris causa, que se chama Garrastazu Medici. O próprio. Pulou do SNI para "presidente", foi um dos mais arbitrários, autoritários, atrabiliarios. 

Pelo passado terrível e terrorista, merece o título de "doutor torturadores causa". Como esse título não existe, pelo menos deve ser expulso do que usurpou com uma grande manifestação do povo em frente á universidade.
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