Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

TEMER: "SÒ TRATAREI DA SUCESSÃO
A PARTIR DE MAIO"

HELIO FERNANDES

Nenhum presidente no cargo foi tantas vezes e tão repetidamente chamado de corrupto. E  ninguém como ele, desarvorada e desavergonhosamente usou  e abusou do dinheiro do contribuinte. Para fugir e se esconder bem longe do STF.

E a autorização não era para processá-lo, apenas para investigá-lo. Mas ele conhecia muito bem seu passado, sabia que investigado, o presente explodiria. Agora cuida do futuro, prevenidamente de cartas marcadas. Como os supostos ou presumíveis candidatos têm até 7 de abril para confirmarem suas condições presidenciais, estabeleceu maio, para começar as conversas sobre sucessão.

 Sem a menor credibilidade, curiosamente ninguém duvida: antes de maio o que vale é a afirmação de Temer. Candidato á reeleição (podem tentar desmentir, mas os fatos confirmarão), dará inicio oficial á campanha, sabendo quem será candidato ou quem desistirá antes. Temer tem á disposição o tempo que quiser, pode se candidatar sem sair do cargo. 

Pode não ganhar, é até mesmo quase impossível acreditar que vença, mas já esteve considerado fora do cargo, resistiu até agora. Ha meses, surpreendentemente confessou publicamente: "Já estive na eminência de renunciar, meu pessoal já estava preparado para a saída". Em 48 horas resolveu ficar, até senadores e deputados do seu grupo se surpreenderam.

Nem ele  nem ninguém contou o motivo do FICO. Mas a reviravolta e a permanência têm um fator importante: FHC. Não pelo APOIO e sim pelo DESAPOIO. O ex-presidente insistiu tanto, em entrevistas, "Temer deveria RENUNCIAR", que ele e acólitos mais íntimos concluíram e acertaram em cheio: FHC queria a vaga.

Com a sua RENUNCIA, haveria eleição indireta em 60 dias, FHC era candidatissimo. Chegou a marcar viagem para ficar 15 ou 20 dias  longe dos acontecimentos. E deu entrevista badalada á Globo News, abrindo o jogo. Temer assistiu, na mesma noite jogou FHC para o ostracismo.

Dentro da desonestidade, da falta de apoio político, da impopularidade total, desculpem, Temer foi sábio. Ficando não arriscou, saindo, perderia tudo. Ganhou um período até 2018 e a possibilidade da reeleição sem nunca ter sido eleito. E se vingou de FHC.

PS- Diga-se a bem da verdade, FHC não queria precisa ou unicamente o cargo, curto.
PS2- Pretendia entrar na Historia, como o  homem que salvou e pacificou o país.

PS3- Num personagem inteiramente dominado pelo ego e pelo exibicionismo, ficou apenas com o ostracismo. Esse é  o FHC, professor universitário aposentado aos 35 anos de idade. E candidato a suplente de senador em 1978, em plena ditadura. Ele que se apregoa como tendo sido cassado, o que jamais aconteceu.

PS4- De hoje até 7 de abril, vejamos quem desiste. E quem admite enfrentar o próprio presidente corrupto e no cargo. 

O INCERTO FUTURO DE MEIRELLES

Semana passada  apregoava, sem restrição: "Meu objetivo sempre foi ser presidente, por isso voltei para o Brasil ha quase 20  anos”. Questionado que não saía dos  2% nas  pesquisas, respondia:"Assim que eu sair do ministério, o mercado me joga lá pra cima".

Agora com Temer candidato, Meirelles precisa conversar com ele. Mas como o calendário imposto    só permite tratar de sucessão a partir de maio, o ministro da Fazenda não sabe o que fazer. Pode deixar o cargo, comunicar ao chefão.  Duas possibilidades.

1- Temer concordar, desejar felicidades. Mostrando que é candidato.

2-O presidente corrupto responder, "foi ótimo, eu ia mesmo pedir para você ser o candidato do governo".
PS- De qualquer maneira, a  situação não suporta 2 candidatos, ambos fraquíssimos.

PARABÉNS A JUCÀ, PESAMES À JUSTIÇA

Depois de 14 anos os processos contra o senador foram arquivados. Seu mandato termina no fim de 2018, a "inocência" reforça a reeleição. E ele já reivindica a presidência do senado, sucedendo Eunicio de Oliveira, cujo mandato termina no fim deste ano.

Explicação justíssima de Jucá: "Nunca presidi o senado". Outra também verdadeira: "Em 14 anos nunca fui preso"

NA MESA  DO STF, OS PRESIDENTES DOS TRÊS PODERES

Abre o pano, em primeiro plano, isolada, a Mesa do tribunal. Carmen Lucia não está sozinha. Inesperada e surpreendentemente, ladeada pelo presidente da Republica, do Senado, da Câmara. Deviam falar depois da presidente do  STF.

Ela faz um longo discurso, olha para os lados, todos constrangidos e envergonhados, estão sendo processados, cheios de acusações. Ninguém quer falar. 

Chico Caruso não perde a oportunidade, transforma a foto ocasional numa charge genial. Basta o talento, a imaginação e um rolo de esparadrapo, e está eternizada a cumplicidade de dois dos Poderes, o Executivo e o Legislativo.

PS- Na manhã seguinte, vendo a charge, Temer comenta olhando para o espelho: "Eu devia ter discursado"

*NO PERÍODO DO CARNAVAL DE 9 DE A 14 DE FEVEREIRO A COLUNA  NÃO SERÁ PUBLICADA. BOM DESCANSO AOS AMIGOS SEGUIDORES DO BLOG.


Nenhum comentário:

Postar um comentário