Editoria: Helio Fernandes. Subeditoria: Roberto Monteiro Pinho

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

A MEDÍOCRE SUCESSÃO PRESIDENCIAL, DEVORA CANDIDATOS EFETIVOS E SUBSTITUTOS

HELIO FERNANDES

Faltam 40 dias para a desincompatibilização, pouco mais de 7 meses para a eleição propriamente dita. Os que temem ou se assustam que não haja eleição por causa de um golpe, deviam raciocinar melhor e concluir. 

Pode ser que não haja eleição, por falta  de candidatos. Efetivos e substitutos, consolidados nas esperanças ou ambições, ou até absolutos nas suas legendas.

E os que se julgavam invencíveis, como os parvos Alckmin e Bolsonaro, desesperados, apelam para a doação da nossa maior empresa, a Petrobras, como FHC tentou fazer no seu retrocesso de 80 anos em 8.

Comecemos pelo candidato favorito, ex-presidente querendo voltar ao cargo, Luiz Inácio Lula da Silva. Liderando todas as pesquisas no primeiro e segundo turno, qualquer que seja o adversário, estimulou indiretamente a conspiração judiciária, que o tornaria inelegível.

Conhecendo a desmoralização do judiciário, procurou dentro da legenda, um eventual ou ocasional candidato. As preferências quase totais, recaíram sobre Jaques Wagner. Governador eleito e reeleito da Bahia, escolheu e elegeu o substituto, depois,razoável ministro.

Agora, inesperadamente aparece como beneficiário de propina no valor de 82 milhões de reais. As acusações têm bases fortes. Mesmo que não haja tempo para a comprovação, não haverá também para o desmentido. Continuemos o roteiro da incompetência e da repetição.

Presidenciável em 2006, Alckmin não foi nem para o segundo turno, apesar do seu partido, o PSDB, não fosse tão desmoralizado na época. Agora, 12 anos depois, cansado de 24 anos no Bandeirantes, tenta novamente o Planalto.

Mas não admite previas. Com isso afastou um candidato com credenciais, ex-senador destacado, diplomata de carreira, prefeito eleito e reeleito de Manaus.

Percorrendo o caminho, encontramos repetentes, tentando a terceira oportunidade, Dona Marina e Ciro Gomes, sem chances, só ganhariam se disputassem sozinhos. Bolsonaro é uma grata realidade, Como não tem a menor possibilidade de se eleger, fica sem mandato, que satisfação.

Desesperado, o capitão apela para o descontrole, e apresenta sua grande bandeira. A doação da nossa maior empresa, a Petrobras. Sem possibilidades, vai acumular o soldo de capitão, e a aposentadoria de 5 mandatos inúteis. Em 20 anos só usou a tribuna para insultar ou defender torturadores.

PS- Esse é o quadro melancólico da sucessão sem sucessor. De tal maneira, que até o Temer corrupto e usurpador, pretende a reeleição, violência política, eleitoral e verbal.

PS2- Meirelles está disposto a se candidatar. Dupla alegria: deixa  o ministério e não se ele. Duplo fracasso.

PS3- Enquanto escrevo me dizem: Rodrigo Maia já decidiu: em vez de governador, será candidato a presidente. Se confirmar, é mais um a ficar sem mandato. 

PS4- Concluindo por hoje: não dou como garantida a inelegibilidade do Lula. Mas "juristas" e "magistrados", dão o fato como consumado. 

A DEMORADA INTERVENÇÃO NA SEGURANÇA

Assim que foi noticiada a intervenção na segurança do Estado do Rio, as ações  se concentraram na televisão. Apesar de apoiar a decisão, registrei que era um fato rigorosamente político, o combate aos traficantes e milicianos, mera alquimia da realidade. 

Nessas entrevistas, quem menos falou foi o general Braga Netto, apresentado como o comandante geral da operação. Justificou o silencio, afirmando que estava sendo indicado, não tinha nenhum plano de ação preparado. Estranhei o fato, que era e é rigorosamente surpreendente. O anuncio  deveria ter sido feito quando as tropas estivessem subindo os morros.

Até agora nada. A não ser as restrições "jurídicas", feitas com estardalhaço. Motivo: alguns indiciados e até procurados, estavam sendo fotografados por militares. Como os mandados de busca e apreensões (prisões), coletivos ou individuais, precisam ter nome e endereço, estavam atualizando os dados.

Do jeito  em que vai a operação, a população, provavelmente terá oportunidade de repetir uma frase popular e conhecida: "Já vi esse filme".

PS- Perguntinha ingênua, inútil, inócua: numa operação como essa, o que se pode chamar de sucesso?

DUAS NOTÍCIAS POSITIVAS, NUM PAÌS EXTRAVAGANTE E NEGATIVO

O diretor geral da PF, (Segovia,  que só fez bobagens) recebeu a noticia que deveria deixar   o cargo ontem mesmo. Por "consideração", poderia sair a pedido. Recusou,o Delegado substituto já estava esperando, foi nomeado.

A PGR, nomeada pelo presidente corrupto e usurpador, causou desconfiança. Rachel Dodge tem  agido com total competência e credibilidade. Ontem pediu  que o presidente corrupto e usurpador, fosse incluído no processo da Odebrecht. Parabéns.


Um comentário:

  1. Já está ficando cansativo!
    O jornalista está levando sua teimosia a níveis inacreditáveis!
    Vou repetir pela enésima vez,todas neste espaço:
    O GERALDO ALCKMIN FOI PARA O 2º TURNO EM 2006!
    Será que é muito difícil corrigir a informação?
    E a liderança do Lula,nas pesquisas é inconsistente e totalmente falsa diante do universo total de eleitores.
    Quando se diz que ele tem 30% dos votos há que se considerar que 65% dos eleitores ainda não se decidiram por um candidato.
    Isso quer dizer que o meliante tem 30% de 35% o que significa menos de 10% do eleitorado total.
    Seria uma vitória estrondosa para uma eleição de vereador em São Bernardo do Campo.

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