Titular: Helio Fernandes

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

A FUGA DO INTRADUZÍVEL GHOSN, CUSTOU 30 MILHÕES DE DÓLARES

HELIO FERNANDES

Pode parecer muito, mas não é fácil e incipiente tirar de dentro de uma cadeia de segurança máxima, um personagem como ele. A organização contratada pelo ex-presidente da Nissan-Renault,não é a única a trabalhar nesse setor de proteger, libertar e garantir a existência de personagens "fora da lei".

Como esse "administrador" de muitas pátrias, nascido e vivendo em diversos  países, começando pelo Brasil, onde nasceu. Ligado á França, sócio da empresa da qual era presidente. E ao Japão, sede da famosa empresa automobilística.

Descobriram que  desviou parte enorme de recursos , começaram os dissabores. Primeiro em liberdade. Depois  em prisão reforçada. Então, através de amigos, foram iniciados os contatos para a libertação e fuga. Em uma semana, recebeu a  proposta, com todos os detalhes da segurança da operação.

PS- Assim que o fugitivo chegou ao Líbano em segurança, o dinheiro foi movimentado. Na entrevista á TV-Globo, exigência de Ghosn, que tem muitas ligações no país, ele mentiu como sempre:"Ninguém me ajudou a SAIR do Japão,eu estava sendo perseguido pela TORPE justiça do pais".

PS- O tormento ainda não terminou para ele.Tem que explicar POLICIALMENTE,  a origem dos 30 milhões de dólares, mais de 120  MILHÕES de reais.

REFORMA MINISTERIAL DEPOIS DO CARNAVAL

Tenho tratado  do assunto com insistência, muito antes do próprio Bolsonaro. A fragilidade da equipe, é tão visível, que não é necessário informante. Basta examinar, comentar, divulgar. Agora é oficial, a revelação vem do próprio Bolsonaro, que " admitiu a reforma ministerial para março". Acrescentei, "depois do carnaval", é que nesse governo.(desgoverno) tudo tem clima carnavalesco.

Se houver mesmo reforma, baseada  na eficiência, os militares estão seguros e garantidos. Os civis mais favoritos para ficarem desempregados: Meio Ambiente, Educação, Turismo. Existem outros. Mas fazer reforma ministerial e manter esses três, é uma DESREFORMA..

PS- O Chefe da Casa Civil, já esteve em varias listas, até isolado. Mas é tão SUBSERVIENTE, que tem sido salvo. Dá  pena demiti-lo.

FINALMENTE PARECE QUE VAI TERMINAR O FORO PRIVILEGIADO E INDISCRIMINADO

O projeto foi aprovado e ARQUIVADO pelo senado em 2017. Agora a câmara articula uma nova realidade, com mão e contramão. Milhares de personagens,(principalmente do próprio judiciário )serão julgados por instancias  determinada pela Constituição, "TODOS SÃO  IGUAIS PERANTE A LEI".

O FORO PRIVILEGIADO será mantido apenas para os ocupantes destes cargos: presidente da Republica e vice, os presidentes do STF, da Câmara e do senado. 5 pessoas numa população de 210 milhões.
Está sendo discutida emenda que  PROÍBE  Juizes de primeira instancia, investigar, julgar e condenar com  medidas cautelares. Por enquanto é apenas uma emenda.

PS-  O foro PRIVILEGIADO  vem de longe. Em 1963, quase fui condenado a 15 anos de prisão. Pratiquei o CRIME NEFANDO,  de revelar (publicar) mensagem SIGILOSA e CONFIDENCIAL que  o ministro da guerra enviou a 12 generais.

PS2- Fui preso no mesmo dia, e o general CONSIDEROU que tinha foro PRIVILEGIADO,eu devia  ser julgado  pelo STF. A sorte é que o presidente STF, se chamava Ribeiro da Costa, achou que as coisas estavam estranhas, eu era mantido INCOMUNICÁVEL  até para os meus advogados.(Sobral  Pinto, o ex-ministro da Justiça Prado Kelly, Prudente  de Moraes neto, Evaristinho de Moraes).

PS3- Usando  a faculdade que o regimento interno lhe concedia, Ribeiro da Costa ficou como relator. Isso lhe permitia votar duas vezes. E se o julgamento terminasse empatado, ( o que aconteceu) ele desempataria com  o VOTO de MINERVA.

PS4- Ribeiro  da Costa nem VOTOU. Me chamou, "quero o senhor ao meu lado".Falou, textualmente, ha 56 anos: "o  senhor  nem devia estar aqui,  prestou um serviço revelando um fato que o país precisava conhecer. O senhor está LIVRE para sair daqui e se transportar para qualquer lugar".

PS5- O tribunal, lotado, todos de pé, aplaudiram o ministro.

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