Titular: Helio Fernandes

quinta-feira, 5 de março de 2015

SUPREMO SÓ COM 10 MINISTROS, FATOR MAIOR DA CRISE. O TERRORISMO DO ESTADO ISLÂMICO. A DÍVIDA DO BRASIL, ULTRAPASSA 2 TRILHÕES.
HELIO FERNANDES
05.03.15
Ontem, ás 11 horas da noite, terminava o blog, assim: "Dos Três Poderes o único inatingido, e que dará a última palavra, é o Judiciário, pela representação mais alta, o Supremo Tribunal Federal". Isso é rigorosamente verdadeiro.
Mas o Supremo corre o risco de se ultrapassado e derrotado, se continuar julgando com 10 membros e portanto com ampla possibilidade de empate.
Isso já aconteceu duas vezes quando o julgamento era no plenário, 5 a 5. Agora, nas Turmas, duas, cada uma com 5 ministros. Precisamente a que julgará os réus ou acusados da Lava-jato, têm apenas 4 ministros.
O próprio Supremo, impensadamente, decidiu: "Se a Turma do Ministro Teori Zavaski continuar com 4 membros, se houver empate, o acusado será beneficiado, absolvido, considerado inocente".
Dona Dilma vem se aproveitando dessa decisão e por receio de ter qualquer nome recusado, ha 7 meses não preenche a vaga de Joaquim Barbosa. E agindo arbitrariamente, deixando a vaga vazia. Ou tomam a decisão de obrigar o Executivo a cumprir e seu dever constitucional, ou haverá deturpação do julgamento mais esperado depois  do mensalão. Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, já criticaram dura e nominalmente a presidente, mas isso não basta.
Haverá pressão colossal sobre essa Turma até agora com 4 membros. A mesma pressão que foi feita sobre o Procurador Geral, que não resistiu, trocou duas palavras, fundamentais: DENUNCIA passou a ser INQUÉRITO, o que muda e mudou inteiramente os fatos.
Importantíssimo: essa Turma será consultada varias vezes pelo relator, Teori Zavaski. Já se prevê ou se constata que a hora do julgamento está distante, antes, muita coisa e decidir. A começar de agora, quando o relator decidirá a respeito da quebra ou permanência do sigilo. Vota mas deve ouvir a Turma. Ou um dos outros 3 pode derrubar seu voto, a coisa mais natural. O relator é importante mas não é ditador.
Um exemplo rápido; Teori Zavaski pode considerar que para completar a investigação, precisa "quebrar", o sigilo bancário, telefônico ou qualquer outro. Para isso, deverá consultar a Turma, que concordará ou não, pode se dividir em 2 a 2. Aí, o que fazer? Deve se repetir dezenas de vezes, antes do julgamento propriamente dito.
Dona Dilma só manará o nome para aprovação pelo Senado, se for obrigada. E agora com o presidente do Senado porta bandeira ou mestre sala da oposição e ovacionado de pé, ela não arriscará. Dilma não têm problema com o nome e sim com o fato de completar a Turma, que como está, parece confortável para ela e para alguns dos citados. (Vá lá, palavra substituta, que favorece algumas potencias do Congresso).
Um pouco de história e memória, só um caso, poderia citar muitos. Nixon assumiu a presidência em 20 de janeiro de 1969. Logo no fim do ano, uma vaga na Corte suprema. Mandou um nome, recusado. O segundo e o terceiro, a mesma coisa. Não insistiu. Convidou para um almoço na Casa Branca, o presidente e o líder no senado do Partido Republicano, o seu, a mesma coisa com o Partido Democrata.
Almoçaram, conversaram, no café, Nixon levantou a questão com a proposta: “Mando três nomes para o senado, os senhores escolhem um, será esse”. O Presidente do Partido Democrata logo pediu a palavra: “Presidente, pela Constituição o senhor têm prioridade. Sugiro que o senhor mande uma lista com 7 nomes, reduzimos para 3 o que o senhor escolher estará aprovado”.
(Aceito, confirmado, nenhuma crise ou desprestigio, a Constituição preservada e respeitada).
Aqui não é possível. O que deve acontecer; o Ministro da Justiça, o Advogado Geral da União, e o Chefe da Controladoria Geral da União, tentarão fazer com a turma, o mesmo que fizeram com o Procurador Geral da União. E com 4 membros poderão acreditar no destino. Com 5 terão que acreditar na sorte, podem ser fulminados pela competência, imparcialidade e principalmente os fatos, que têm estarrecido a opinião pública.
Em toda Republica jamais houve um choque tão grande entre os Três Poderes. Estão divergindo ostensivamente, um passo errado e despencarão para o conflito. Que não serve ao País, sem isso, já bem perto do precipício.
Essas empreiteiras corruptas e corruptoras, têm que aprender: “O crime não compensa”, como ensinou o juiz Sergio Moro.
A dívida e a duvida.

Com o aumento de ontem da taxa de juros, a divida do Brasil ficou IMPAGÁVEL. Todos sabem que essa palavra tem duas leituras. Primeira: provocar enormes gargalhadas, o que não é o caso. Com o aumento brutal da taxa Selix (juros) a vontade é de chorar.

Segunda: é impossível pegar uma divida que já está quase em 2 TRILHÕES e 250 BILHÕES. Para amortizar (que alguns inexperientes e ingênuos chamam de pagar) o país precisa no mínimo de 240 BILHÕES, do que dizem que é "déficit primário".

Com isso a inflação não deixa de subir, e tudo ou quase tudo sobe com ela. Com ou sem ajuste fiscal, todas as "esperanças de prosperidade", são jogadas para 2016. Este 2015 mais perdido do que a orientação de Dona Dilma, e obvio, do governo e do país.

Renan isolado.

Com a estrondada "rebelião da medida provisória", o presidente do Senado foi aplaudido pelos mais destacados líderes do PSDB. Mas nenhum apoio de senadores do PMDB, seu partido. O senador, agora Ministro Eduardo Braga, foi contundente: Indagando por jornalistas, respondeu: "O PMDB não está contra o governo, o problema é do senador Renan".

Resposta.

Wilson, o terrorismo de agora é diferente, independente, permanente. Al Quaeda e Bin Laden, davam a impressão de uma rivalidade ou mesmo guerra com os EUA. Tinham liderança que embora possa parecer surpreendente, controlava e limitava a selvageria.

Hoje não existe liderança, os terroristas agem por impulso e ação destruidora, não têm apenas o desejo de assassinar, mas principalmente o de levar o mundo ao pânico, com objetivos os mais diversificados. Têm recursos fantásticos, não se escondem, como acontecia com Bin Laden, que levou anos para ser encontrado e morto.

Agora, qualquer que seja a localização geográfica, o susto e o medo dominam
o dia-a-dia, aberta ou veladamente de milhões de pessoas. Bin Laden jamais imaginou esse recurso tenebroso mais eficiente de mobilizar jovens, de ambos os sexos para integrarem os grupos terroristas. Nos últimos três meses, mais de 4 mil atentados pela estranha sedução do terrorismo, atravessaram a Síria para chegar ao Estado Islâmico.

Eles não tem necessidade de dinheiro, são donos dos poços de petróleo mas "inventaram" a extorsão cobrando em media, 200 milhões de dólares para liberar sequestrados. Sabem que nenhum país pagará (quem pagar uma vez pagará sempre) mas criaram um espetáculo ou uma forma de assustar o mundo, com a ameaça da decapitação.

Com isso se transformam em noticia nos mais diversos órgãos de comunicação. O mundo fica em suspense, até que recebe vídeos com os assassinatos, o pânico se propaga e tudo recomeça.

Aquele vídeo com 21 sequestrados presos em jaula, e divulgado com estardalhaço faz parte da trajetória para assustar o mundo. Assustam, mas inesperadamente aparecem, assassinam, não importa que também percam a vida. Como lutar com terroristas iguais a esses que não se incomodam nem dão valor á própria vida? Não existe jeito de derrota-los, principalmente porque são grupos terroristas cujo efetivo cresce sempre. Difundiram o "charme e a sedução" de aterrorizar o mundo, para jovens de vários países, que se dispuseram a acreditar que o futuro mais radioso era e é o de se transformarem em assassinos.

O Estado Islâmico é a maior potência criminosa de todos os tempos. Se tivessem a bomba atômica, estaríamos na terceira Guerra Mundial. Como não têm, ficaremos em pânico com o que podem improvisar.

Hélio, aqui em São Luis do Maranhão, você têm uma leitora do seu blog. Continue firme e forte na luta defendendo a Petrobras e a operação Lava-jato. Obrigada, Marcia, continuaremos. É convicção irrevogável, obrigação jornalística.

PS- No centro dos acontecimentos e debaixo de todos os holofotes, a Petrobras anuncia oficialmente: “Vai desinvestir (textual na nota), mais de 13 bilhões. Venderá ativos, abandonará projetos, fará caixa com urgência”.

PS2- O que não explicaram, a opinião pública quer saber; qual o presidente (ou o Conselho)  autorizou esse suposto ativo, agora desinvestido?
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As respostas serão publicadas aqui no rodapé das matérias. (NR). E as  mensagens selecionadas só serão postadas com o primeiro nome e a cidade do internauta.
Blog do Helio Fernandes.
Amigão, continue martelando a Lava-jato. As empreiteiras escravizam mão de obra, propinam dirigentes de estatais e ainda conseguem escapulir das garras da justiça. Que país é esse?. Contamos com você na nossa luta pela Petrobrás. Amancio... Campos – RJ.
Helio,
É bom tê-lo na ativa. Que Deus te proteja, e continue nos brindando com suas opiniões. Abraços de um leitor da Tribuna e saudoso Lacerdista. Romeu... Rio de Janeiro - RJ



Os 15 dias que ditarão o alcance da crise

FERNANDO CAMARA
05.03.15

O fato mais esperado da semana é o listão de Rodrigo Janot sobre as autoridades envolvidas na Lava Jato. Paralelamente, os caminhoneiros se aproximam de Brasília para uma nova investida em busca do que consideram seus direitos. A CPI da Petrobras começa a trabalhar. Lula em campo. Dilma Rousseff edita mais uma Medida Provisória, a 699, que irá se somar às outras editadas dentro do pacote de ajuste fiscal.  E tudo isso em meio à preparação de manifestações para 15 de março, que será a cereja no bolo da crise.

A cabeça do cidadão, de Dilma, de Levy e a MP 699

O que mais mexe com a população são as medidas econômicas. É esse o maior problema do governo hoje, que não tem como correr de um forte ajuste fiscal, uma vez que os recursos não comportam os projetos governamentais. Nessa semana, a implementação da Política Fiscal se materializa em mais uma Medida Provisória, a 699, e faz voltar atrás grande parte das desonerações de impostos da indústria, comércio e serviços e aí começam os desentendimentos entre a presidente e seu principal ministro.

A política de desonerações de 2014, foi exaustivamente discutida e rediscutida, em separado, com os setores através de centenas de reuniões com os seus representantes legais. E a tudo isso, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, chamou de “brincadeira”. A presidente não gostou.
Afinal, a política fiscal que vigorava até então consumiu centenas de horas do Congresso Nacional. De repente, tudo foi substituído sem discussão alguma, e fez com que o discurso de Campanha da candidata vencedora soe num vazio, deixando o compromisso eleitoral distante da prática de Governo.

A presidente reagiu e o ministro entendeu o recado. Terá apoio para seguir em frente com o que deve ser feito, mas não para criticar o passado. Dilma deu sinais de que passa a aceitar a política proposta por Joaquim Levy, como se fosse a única alternativa para enfrentar os seus problemas. Levy fez chegar aos jornais no fim de semana, por intermédio de assessores e de viva-voz, que teria sido “coloquial demais” ao tratar da política anterior.

Resolvido o problema entre Dilma e Levy (pelo menos por enquanto), resta à presidente da República se dedicar novamente aos problemas políticos. Parlamentares do PT questionam os projetos e se preparam para mudar o pacote “Levyano”. Batem na tecla de que o certo era a proposta do ministro Mantega, de desonerar para que os empresários tivessem mais recursos para investir.

O ministro Levy, entretanto, está pensando no bolso governamental. A função do Estado é arrecadar? Para gastar em que? E é aí que muitos partidos partem para mudanças no pacote. Afinal, não foram anunciadas medidas que afetem a política fiscal no que se refere aos bancos e nem tampouco cortes expressivos na máquina pública. E o contribuinte que esta semana começa a fazer o Imposto de Renda que se estresse.

Por falar em partidos…PMDB distante
A vida de Dilma e do PMDB não está nada boa e em função disso, ela receberá a cúpula peemedebista para um jantar hoje. Renan reclamou em público da falta de interlocução entre o Governo e o PMDB. Reclama participar da construção de políticas públicas.

Romero Jucá, por sua vez, convidado para voltar à Liderança do Governo, declinou. A continuar nesse ritmo, não serão os cargos que conseguirão promover a aproximação do Governo. Agora, eles querem mais, inclusive indicar ministros do Supremo Tribunal Federal, diante da celeridade prometida à PEC da Bengala.

Lula em campo

Com tanto reboliço no cenário político: Lava Jato, crise com o PMDB coroadas com uma crise econômica, Lula reapareceu. Viajou à Brasília, solicitou reuniões, pediu a presença de Sarney , hoje sem mandato. Em reunião com senadores do PMDB, ouviu e concordou com as críticas à Dilma.

Fez o mesmo no grupo petista. E ainda deixou a cidade irritando os militares, ao mencionar que quem quisesse tirar Dilma do poder, teria que enfrentar o exército de Stédile. Soou como ameaça à democracia. Isso jamais poderia ter sido dito por um ex-presidente da República, especialmente, um que deseja ser o candidato em 2018.

Caminhoneiros

Como se não bastassem a agitação provocada por Lula, chegam a Brasília os caminhoneiros em greve. Alertamos aqui para a seriedade das consequências deste movimento. Erram aqueles que tratam como um movimento político partidarizado. Três são os principais motivos: Falta de dinheiro, pouco dinheiro, necessidade de sobreviver.

 Os caminhoneiros reclamam do alto preço dos combustíveis, do pedágio, do valor do frete. Lembram que fazer valer a lei e acabar com o monopólio da Petrobras, fiscalizar e moralizar os contratos de concessão de rodovias, e melhorar a infraestrutura do país deveriam ser prioridade do Governo. Nunca é demais recordar que o golpe que derrubou o presidente Salvador Allende, no Chile, teve início com o desabastecimento provocado por greves de caminhoneiros. Dilma deve saber história.

Petrobras

A petroleira vem se esquivando de iniciar conversa para costurar um acordo possível com a poderosa SEC. Segue anunciando em todos os canais da TV brasileira, é a grande patrocinadora, mas, com a queda de seu investimento, e citada por uma das três principais agências de cálculo de risco do mundo, está cada vez mais distante do “crédito bom” no mercado internacional.

Por falar em Petrobras…

O MPF apresentará, ao STF, a lista dos parlamentares que consideram ter algum envolvimento com os malfeitos apurados pela Operação Lava a Jato. A apresentação será dividida por capítulos e citações. O número fechado não é conhecido, mas certamente superará as duas dezenas. Ao longo das últimas 72 horas, a imprensa mencionou 28, 32, 38 e 40. Bem menor que os 80 previstos inicialmente. O ministro Teori irá analisar, nome a nome, caso a caso, e indicar quem serão os indiciados. E se espera que o ministro retire o sigilo dos processos e permita a sociedade a ter conhecimento.

Na Câmara


Esta semana saberemos quais Comissões os líderes dos partidos irão escolher e quem serão os seus futuros presidentes. É o Congresso começando a trabalhar com casa cheia e sessões. Na última quinta-feira, o movimento intenso na parte da tarde deixou servidores, jornalistas e até parlamentares antigos surpresos. Se cada um fizer a sua parte, a crise tem jeito e o 15 de março pode ser mais um dia festivo. Vejamos o que esses 15 dias nos esperam.

quarta-feira, 4 de março de 2015

JUIZ MORO: "NINGUÉM SENTARÁ EM CIMA DE DINHEIRO SUJO". GOVERNO TENTA "AMENIZAR" EMPREITEIRAS CORRUPTAS. O PROCURADOR GERAL CUSTA A DECIDIR.
HELIO FERNANDES
04.03.15
Mais uma vez a inquietação dos políticos foi adiada, embora o ministro Teori Zavaski, ficasse o dia todo esperando a famosa lista. De qualquer maneira, nenhuma surpresa no conhecimento, a não ser dos principais nomes, como o presidente da Câmara e do Senado. O ministro Trabalhou na Turma até ás 17 horas. Foi para o gabinete, até ás 21 horas e nada.
É evidente que o Ministro Zavaski não decidirá imediatamente, terá que examinar nome por nome. Já se sabe que levará muitos dias, pois pode estar (como é quase certo) atingindo o presidente da Câmara e do Senado, que podem até serem retirados dos cargos. Haja o que houver, a situação está cada vez mais complicada, Dona Dilma, que estava praticamente isolada e caminhando para o ostracismo continuará na mesma posição, mas agora acompanhada por Eduardo Cunha e Renan Calheiros. E o primeiro time da oposição que ontem aplaudiu Renan de pé como irá tratá-lo daqui em diante.
Uma vez, jornalistas perguntaram ao presidente Roosevelt, como ele defendia os Três Poderes. Resposta simples e imediata: “O Legislativo, legisla. O Executivo, executa. E o Judiciário diz se aquilo que o Legislativo legislou e o Executivo executou, é constitucional ou não”.
Brasília vive a partir de hoje uma situação singular: dos Três Poderes, o único inatingido e que dará a última palavra, ou seja, o Supremo Tribunal Federal.
O triangulo das Bermudas da impunidade das empreiteiras.
Há mais ou menos 30 anos, (na minha idade, ontem ou anteontem) na Tribuna da Imprensa de papel, escrevi e defini: “A falsa modéstia é hipocrisia tão deprimente quanto a arrogância e pretensão dos que acreditam que sabem tudo e servem a todos os governos”. Como continuo com a mesma convicção, posso lembrar o que contei aqui há 22 dias, com exclusividade que resumi no titulo destas notas.
Antes de qualquer um em jornal, internet, blog ou site revelei, com nomes, sobrenomes e cargos: “Foi desfechado um movimento para salvar as empreiteiras, que pagariam multa reduzida, e não seriam impedidas de disputar ou receber obras da própria Petrobras que elas assaltaram e roubaram. Ou de outras estatais que ainda serão investigadas”.
Os escolhidos para essa empreitada oficial de inocentar as empreiteiras corruptas e corruptores, foram selecionados pela lealdade indiscutível e por causa dos cargos que ocupam: Ministro da Justiça, Advogado Geral da União, Controladoria Geral da União, José Roberto Cardoso, Luiz Inácio Adams, Valdir Simão.
Lógico, os três falam direta e indiretamente com Dona Dilma, recebem “empurrão” ou “escorregadinha” ética da própria presidente. Os dois primeiros têm trabalhado com intensidade, mas discretamente. Valdir Simão, repreendido pelo Ministério Público Federal, não se incomodou e abriu o jogo: “Não posso abrir mão do acordo de leniência com as empreiteiras”.
Moro fulminante.
O Chefe da Controladoria da União, nem leu a conferência do juiz Sergio Moro sobre “lavagem de dinheiro”. O importante personagem jurídico da Lava-jato, comparou a ação das empreiteiras com os traficantes de drogas.
Começou citando o informante do escândalo de Watergate, que falava como “garganta profunda”. E quando não queria se expor muito para os dois jovens repórteres do “Washington Post”, ensinava: “Sigam o dinheiro”. Mas isso não foi o fundamental na conferencia dele, embora seja lição inesquecível.
Genial, irrefutável e irreversível, é o que o juiz do Paraná ensinou aos jovens na noite de segunda feira. Textual: “não basta que os corruptos percam a liberdade. Se as investigações não forem suficientes para punir o CHEFE DO CRIME, é preciso fazer com que ele fique sentado sobre o DINHEIRO SUJO, não consiga usa-lo para finalidade alguma”.
E ai concluindo, aplaudido de pé: “É preciso privar o criminoso do produto de sua atividade. O crime não deve compensar”.
Escorregadinha” de Janot.
A partir de quinta-feira passada, o Procurador geral se complicou de todas as maneiras. Confessou, “minha casa foi arrombada no inicio de janeiro, só falei agora (43 dias depois) para não prejudicar as investigações”.
Ainda na sexta-feira, deu uma reviravolta, explicou de forma surpreendente; “Não vou fazer DENUNCIAS, pedirei ao Supremo mais investigações”. Na segunda á noite anteontem, uma informação que se parece muito com o que os três espertalhões oficiais estão defendendo: “Quem tiver que pagar, vai pagar”.
Deu conotação financeira a um processo que é criminal, jurídico, ético, moral. E acrescentou, não precisava: “é um processo longo, ESTÁ COMEÇANDO AGORA”. Ninguém entendeu essa afirmação, “está começando agora”.
As prisões começaram no ano passado, para dar um exemplo, basta citar o caso do ex-diretor Cerveró: foi depor varias vezes no Congresso, sempre liberado. Viajou para a Europa, lógico de primeira classe. Quando voltou foi preso no aeroporto, levado para o Paraná. A cada dia surge nova acusação contra ele. Por que não Denuncia-lo e aos outros imediatamente?
Resposta.
Wilson..., faz pergunta simples, “existe alguma formula para acabar com o terrorismo?”, de difícil solução; Nenhuma, Wilson, o terrorismo dos terroristas veio para ficar. Não coloquei as duas palavras como redundância, e sim para reafirmar a complexidade do problema.
Não esqueci jamais a impressionante destruição das Torres Gêmeas em Nova Iorque. A partir daquele momento acreditei que aquilo seria o máximo em matéria de desumanidade, crueldade e selvageria contra a própria humanidade. Este repórter e todos que pensavam da mesma forma, completamente equivocados e agora totalmente ultrapassados.
Aquele atentado, por mais que fosse impressionante, dava a impressão de alguma coisas não planejada, ato emergencial ou circunstancial, praticado por grupo despreparado mas não organizado. Podemos lembrar que quase chegaram ao Pentágono, onde trabalhavam 679 mil funcionários. (Hoje passam de 700 mil). Pode parecer contraditório, mas é análise sensata e apropriada.
AMANHÃ CONTINUO O ASSUNTO SOBRE TERRORISMO.
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HELIO,
Você tem um livro de memórias publicado. Onde posso adquiri-lo? Pretende escrever outro? Um assistente ou colega já tem manuscritos? Fale sobre isso. Vantuil ...  – Rio de Janeiro.
Helio Fernandes.
Estimo saber que sua memória continua um alicerce. Fica aqui meu elogio a medida de proteger os internautas, publicando apenas o primeiro nome na resposta e perguntas. Abraços, do seu leitor – Alexandre... – Recife – PE.


terça-feira, 3 de março de 2015

O SISTEMA RUSSO, COMO O DA VENEZUELA, NÃO ESTÁ MADURO PARA A DEMOCRACIA. 513 "CÔNJUGES" PRIVILEGIADOS POR CUNHA. POLÍTICOS DORMIRAM BEM EM BRASÍLIA.

HELIO FERNANDES
03.03.15
Mais um dia, (ontem) e nada de lista da Lava-jato. Agora a possibilidade, quase certa, é que hoje á tarde Rodrigo Janot entregue (eletronicamente) o processo ao Ministro Zavaski. Como eu disse é uma possibilidade. Mas o país está ameaçado de reviravolta colossal, em beneficio das empreiteiras e dos políticos que seriam DENUNCIADOS e não serão mais.
O Procurador Geral da República, está cedendo ás pressões, não fará mais DENUNCIA, pedirá mais investigações. Se isso acontecer, Zavaski pode concordar ou não, e as INVESTIGAÇÕES levarão anos. Pelo menos deputados e senadores estão mais tranquilos. Isto é um informe de muito boa fonte, precisa ser confirmado para se transformar em informação.
Cônjuges aéreos.
A palavra, extravagante. O privilegio concedido a 513 deputados, desmoralizante. O comportamento do presidente da Câmara, imprudente, inoportuno, vergonhoso. Não podiam recorrer ao Supremo, o Ministro Teori Zavaski não tinha como intervir no Legislativo. Os três poderes "são harmônicos e independentes".
Putin, o suspeito de sempre.
Decididamente a Rússia jamais foi uma democracia. Os últimos 400 anos podem ser lembrados assim, 300 anos da dinastia ditadura e reacionária dos Romanoff. Que levou aos 74 anos da União Soviética, poderia ter sido um sucesso, fracasso total, acabou no Natal de 1991. Surgiram então o bêbado e desastrado (4 anos) Yeltsin, e o traidor (outros 4) Gorbatchov espião dos EUA, 8 anos perdidos.
Chegou ao poder o KGB Putin (15 anos até agora), melífluo e nada conspícuo, que tenta mistificar o mundo, conseguiu em muitos pontos. Desmembrou e tenta desbaratar a Ucrânia, armando os chamados "separatistas”. Que por ordem dele, não cumprem nem acordos que manda assinar, protegido por Dona Merkel, ex-Alemanha Oriental e grande amiga dele.
Fica saltando e saltitando entre os cargos de presidente e Primeiro Ministro, sem eleição ou com eleição fraudada e mistificada. A oposição tenta combatê-lo, mas para ele não há limite na repressão.O líder mais importante da oposição vivia em tremenda angústia, cercado, seguido, perseguido. 48 horas antes de ser morto, dizia e foi publicado: “tenho medo de ser assassinado pessoalmente pelo próprio Putin”.

O tempo de líder oposicionista, Boris Nemtsov, se esvaiu, foi assassinado covardemente. Todas as suspeitas envolvem diretamente Putin, é acusadissimo. Ele mesmo vem a público afirmar: “Não tenho nada a ver com isso, vou mandar investigar esse assassinato planejado”.

Por que um presidente que deveria estar longe de tudo, é o suspeito de sempre? Por que afirma que vai “mandar” investigar o assassinato, essas investigações não são de rotina: E por que imediatamente lançou a ideia de que “o crime foi planejado para atingi-lo e culpa-lo?”.

Delcídio Amaral e Gleise Hoffmann brigam pela presidência da Comissão de assuntos econômicos do Senado. Não são especialistas. E alem do mais, foram derrotados agora para governadores do Mato Grosso e do Paraná. Não representam ninguém.

Eunicio de Oliveira, derrotado para governador do Ceará, e Eduardo Braga, que não se elegeu governador do Amazonas, continuam no auge. Um lidera o governo no Senado, o outro é ministro da (falta) de energia.

Quatro senadores que fazem parte da Mesa, têm problemas e contas a ajustar com a Justiça. E o próprio Renan Calheiros, responde a inquéritos no Supremo e no Tribunal Regional de Brasília. Alem de possível, indiciado na Lava-jato. Assim mesmo foi reeleito presidente com apoio de Dilma, recomendação de Lula. Que República.

O segundo vice-presidente desse mesmo senado, Romero Jucá, um dos mais poderosos, foi acusado por improbidade administrativa teve que deixar o Ministério da Previdência. No Supremo, o ínclito Gilmar Mendes pediu vista do processo em 2006, só devolveu em 2010. Até agora nem sombra de julgamento, não há “pedido de pauta”.

Na Câmara a situação não é muito diferente, agora que o lobista Eduardo Cunha comanda tudo. Na Mesa, indiciados ou acusados como no senado. A CPI da Petrobras foi instalada, o presidente, num malabarismo irrepreensível, indicou o presidente (PMDB) e o relator (PT). Os dois confessaram que empreiteiras “financiaram suas campanhas”. O presidente da CPI tem 25 anos, nada contra a idade. Mas acusado nessa idade, um belo futuro o espera.

Está na Constituição, alias em todas que o Brasil já teve: “Os Poderes são harmônicos e independentes entre Si”. Até mesmo no que Dona Dilma adora chamar de “mal feitos”.

Resposta.

Rogerio... me escreve para aplaudir as aspas que coloquei citando pastores exploradores. Mas pede uma nota; “sou pastor, sem aspas, falo em duas igrejas evangélicas, não cobro nada, vivo modestamente como sempre. Ajudo a que encontrarem o caminho do Senhor, não digo que vou levá-los a Ele”.
Obrigado, Rogério, é lógico que sempre existem exceções, como é o teu caso.

Genivaldo ... comenta minha nota sobre os 5 milhões de brasileiros sem trabalho, diz que esse “desemprego é preocupante”. E repudia as dificuldades criadas por Dilma para o “seguro desemprego”. Afirma.: “em outro país, milhões estariam nas ruas protestando”.

Não acredita na afirmação da presidente, “não disputarei mais eleição”. Considera que ela será candidata ao senado em 2018. Aí não pode, Genivaldo, teria que deixar o cargo em junho de 2018, entregar a presidência ao vice Temer, que imediatamente se lançaria á reeleição. Tudo o que Lula não quer, já intimou: “Dilma, você terá que ficar no cargo até o último dia”.

Nathalia..., diz que é leitora do blog online, pede que isso fique registrado. Obrigado.

Victor... “quer saber qual é a utilidade da ABI”. Nenhuma, e o desastre é cada vez maior.  A administração desabou depois da morte de Mauricio Azedo, e agora o abandono é total, até o próprio edifício histórico, ameaça desabar. (foi projetado pelos três grandes irmãos arquitetos, Milton, Marcelo, Mauricio, MMM).

Qualquer que seja o ângulo da observação, a ABI passou de ponto de referencia obrigatória ao desprestigio total de hoje. Na última eleição votaram menos de 300 sócios. Ninguém imaginava que a ABI chegasse a esse estágio de catástrofe.

PS- Eduardo Cunha, de lobista a conferencista e evangélico, de morador num hotel precário de apaniguados, a residente num palácio oficial. E que segundo ele mesmo afirma, “é o único que decide o que é maioria ou minoria”.

PS2- As coisas pioram cada vez mais para a presidente Dilma. A partir de ontem (segunda) a conta da luz ficou mais alta, entre 22 e 45 por cento. O povo terá que pagar pelo descuido, desapreço e displicência do governo.

PS3- Vi na televisão, o protesto de moradores de uma favela. Das mais abandonadas. Um aposentado mostrava a conta de energia. Dava para ver, “247 reais”. Ele falava: “Não consigo pagar esse absurdo, agora vem o aumento enorme, não tenho culpa de nada”.
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Helio Fernandes,

Fale sobre a proximidade da Igreja Católica e o PT do Lula e Cia. Se puder, escreva sobre o que anda fazendo o número dois de mensalão, José Dirceu, e o denunciante Roberto Jefferson. O número um todos suspeitam, e por ser muito popular, muitos não querem desmistificar sua imagem de “bom moço”. – Marcos – São Paulo.

Helio.


Aqui em São Luiz- Maranhão, você tem uma leitora do seu blog. Continue forme e forte no caso da Petrobrás e Lava-jato. Contamos com sua voz nacionalista. Marcia.

domingo, 1 de março de 2015

AS EMPREITEIRAS ESTÃO NO CAMINHO DA IMPUNIDADE. NÃO MAIS “INIDÔNEAS”, BENEFICIADAS PELA “LENIÊNCIA”, GANHARÃO PELO MENOS, TEMPO. E O DOUTOR JANOT, PERMANÊNCIA OU APOSENTARIA?

HELIO FERNANDES
02.03.15

A operação Lava-jato provocou enorme satisfação na comunidade do Brasil todo, normalmente chamada de opinião  pública. Depois de profundas investigações do Ministério Público e da Policia Federal do Paraná, o juiz Sergio Moro determinou o que sempre havia sido impossível e até impensável: a prisão de dezenas de executivos ladrões das mais importantes empreiteiras do país. Roubaram BILHÕES da Petrobras, “nada acontecerá”, imaginavam.

Corruptos e corruptores convencidos de que eram mesmo poderosos, logo recorreram á Justiça. Assustados e desesperados com a negativa do Supremo de examinar e conceder qualquer benefício, compreenderam que agora tudo era para valer.

Passaram a percorrer outros caminhos, sempre insistindo, “se as empreiteiras foram consideradas inidôneas, o Brasil vai parar”. Conseguiram conquistar apoio em muitos setores, na Advocacia Geral da União, (AGU), Controladoria Geral da União (CGU), e até mesmo no Tribunal de Contas da União (TCU).

Uma fortaleza expugnável e inatingida era o Procurador Geral da Republica. Resistia a tudo, o mínimo que afirmava: “Como vou DENUNCIAR indiciados que têm foro privilegiado, assim que o juiz Sergio Moro liberar os acusados farei as denuncias ao Supremo”.

Isso valeu até certo momento, quando o Procurador se envolveu com o Ministro da Justiça. Desde que registrei aqui o encontro e a conversa dos dois, “com as mãos na boca” para evitar possível leitura labial, (textual), tudo mudou, principalmente a partir de sexta-feira.

Ricardo Janot fez revelação estrondosa, lógico, com enorme repercussão:”Minha casa foi invadida no inicio de janeiro? não quis contar nada, achei que podia prejudicar o andamento da ação Lava-jato e das punições aos envolvidos”. Mas por que o procurador vinha a público no último dia de fevereiro, se o assalto á sua casa, segundo ele mesmo, acontecera no inicio de janeiro?

E por que a contradição e a distração do Ministro da Justiça, que no meio de fevereiro, 40 dias antes da revelação do próprio Janot, dizia em entrevista: “Estava conversando com o Procurador Geral para ALERTA-LO de que pode sofrer ameaças em sua casa”.

Isso na sexta. No sábado, anteontem, numa radical mudança de posição e de propósitos, Janot veio novamente a público, já com discurso e objetivo completamente diferente.

Textual de Janot; “segunda (hoje) ou terça (amanhã) entregarei a lista ao Supremo com PEDIDO DE INVESTIGAÇÕES”.

Desapareceu a palavra DENUNCIA, tão badalada e satisfatória, surgiu esse PEDIDO de nova INVESTIGAÇÃO. Isso anula todo o trabalho realizado no Paraná, coloca a próprio Supremo, (ainda com 10 ministros) em situação embaraçosa. O fim de semana foi de alivio no Paraná e em Brasília, para políticos.

A mudança de rumo do Procurador Geral foi CONSEQUÊNCIA, INCOERÊNCIA ou COINCIDÊNCIA? Todos irão saber á partir de hoje ou amanhã. Se trocar mesmo a palavra chave contra a corrupção dos corruptores, Janot não precisa esperar o fim do mandato. Basta renunciar, já não terá mesmo mais nada a fazer como Procurador.

Levy-Dilma.

A excelente foto de André Coelho, na Primeira do “Globo” é altamente sugestiva, permitindo interpretações, ou como dizem os meteorologistas, sujeito “a chuvas e trovoadas”. Ele aparentemente de dedo em riste na direção dela, que de cara “amarrada” (nenhuma novidade) não olha para lugar algum.

Pode ser o contrario, mas não parece nada amistosa, embora as relações entre eles permitam todas as dúvidas e até certezas. Um exemplo: 24 horas antes da foto, o Ministro da Fazenda falou sobre o que o próprio governo chama de “desoneração”.

Textual, sem uma virgula a mais ou menos, como gostava Graciliano Ramos; “Essa brincadeira de desoneração custa 25 BILHÕES por ano". Acrescentou: “Foi uma grosseria”. A desoneração foi criada por Dona Dilma no primeiro mandato. Agora no inicio do segundo, o novo e surpreendente (pela escolha) Ministro da Fazenda identifica a medida como “brincadeira”.

24 horas depois da foto, o presidente da Fiesp, que concentra os maiores empresários do país, fulminou: “O segundo governo da presidente Dilma não é continuação do primeiro?”. Devia ser, só que ela não respondeu. Mas no sábado, não resistiu: “a declaração do Ministro foi infeliz”.

Dona Dilma consagrou a foto, lembrou a análise antiga: “uma foto vale mais do que mil palavras”. Durante quanto tempo Dilma e Joaquim Levy ficarão separados por tanta proximidade? Ou próximos com tantas divergências? E logo no setor econômico?

No sábado, Levy tentou uma reprimenda a si mesmo, afirmando: “Fui coloquial demais”. Não melhorou nada do ponto de vista da “grosseria e da brincadeira”. Mas deixou bem claro: está precisando com urgência de um assessor que de forma coloquial, possa ajuda-lo com um ajuste gramatical.

Resposta.

Atendendo a comentários do leitor Vinicius sobre o apoio que damos sem a menor interrupção, á operação Lava-jato, e o combate aos corruptores e corruptores das empreiteiras, por equivoco digital não foi publicada parte importante e conclusiva.

Para satisfação e consideração com os leitores, e respeito á história, completo agora. Na parte omitida está a diferença fundamental entre ser preso e JULGADO (só faltaram as algemas) e os que foram PROCESSADOS, sem nenhum risco.

Em 1963, fui preso e enquadrado na Lei de Segurança, pediram 15 anos de prisão para o repórter. Motivo: publiquei uma circular "sigilosa e confidencial" enviada para 12 generais pelo General Jair Dantas Ribeiro , Ministro da Guerra.

Recebi a circular diretamente de uma fonte acima de qualquer duvida. O Millor imediatamente escreveu, com grande repercussão: "Não quero defender o Helio por ser meu irmão. Mas um jornalista que recebe uma circular como essa e não publica, é melhor que abra um supermercado".

Lógico, não abri nenhum supermercado, fui JUGADO pelo Supremo de corpo presente. Sou o único jornalista que sofreu isso. Outros jornalistas foram PROCESSADOS, incluindo, Rui Barbosa, Prudente de Moraes, Chateaubriand, João Dantas.

Fui absolvido por 5 a 4, fiquei sempre perdendo, até que chegou a 4 a 4, e o bravo presidente Ribeiro da Costa, desempatou a meu favor. Podia ter desempatado contra, me condenando.

Os 4 que votaram me condenando, não mereciam estar no Supremo. Rasgaram a Constituição, violentaram a liberdade de expressão, agora 52 anos depois, muito discutida e debatida.

Marlene protesta contra os benefícios do que chama de "seitas evangélicas", movimentando altas somas, com rádios e televisões, jornais, e proteção da lei e do governo. Esse é um problema que assusta, preocupa, forma até um visível poder paralelo.

Os evangélicos, pessoas físicas, tem todo o direito de acreditar, manifestar sua crença e sua fé, sem contribuir para o enriquecimento de meia dúzia, que se chamam de "pastores". "Tomam" (a palavra é essa) dinheiro de ingênuos, seduzidos pelo que os "pastores" dizem, "estamos garantindo o caminho de vocês até o Senhor".

Alguns são agressivos, bradam: "Vocês têm que contribuir, precisamos pagar estes programas de televisão para ajuda-los". E colocam em lugar bem visível até "maquininhas" para receberem em cartão de débito.

Lançam livros tolos, que exigem que comprem. Movimentam fortunas, sempre com base na ingenuidade. Evangélicos devem ter toda a liberdade. Esses exploradores enriquecidos, precisam responder perante a Lei.

PS- Desde a reeleição, Dona Dilma e refugiou no silêncio do pré-ostracismo ou do ostracismo da realidade. Antes do Datafolha revelar que 77% dos entrevistados disseram "ela mentiu na campanha", tentou falar.

PS2- Mas como ignora tudo de quase tudo, desandou a falar em diálogo. Escrevi logo e vou insistir: "Diálogos só os de Platão, a presidente não sabe quem é  o filosofo, jamais ouviu o nome dele".

PS3- Dilma precisa abandonar a "idolatria" por FHC. A todo momento se compara com o ex-presidente, ato e fato incoerente, inconsequente, imprudente. Ele adora isso, sai do ostracismo, ganha "holofotes", se diverte nas redes sociais.

PS4- Anteontem, numa inauguração pífia, Dilma disparou: "No meu primeiro mandato, produzi mais energia do que FHC em oito anos de governo". Começa que não é verdade. E o que aconteceu: FHC apareceu nos mais diversos veículos de comunicação, real ou virtual.

PS5- Onde estava Dona Dilma, enquanto FHC fazia o país retroceder 80 anos em 8? E depois, no poder, por que não mandou investigar a Comissão de Desestatização (escândalo maior que o da Petrobras) "doa a quem doer", ou sem deixar "pedra sobre pedra?".
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As respostas serão publicadas aqui no rodapé das matérias. (NR). E as  mensagens selecionadas só serão postadas com o primeiro nome e a cidade do internauta.

Senhor Helio Fernandes.

O senhor escreveu na sua matéria o seguinte: ...Com essa falta de trabalho preocupante, Dona Dilma criou medidas que complicam e dificultam o recebimento do salário-desemprego. Logo ela que adora se vangloriar, que palavra (te copio), de ser a campeã da concessão dos benefícios, sociais. Na certa não se preocupa, pode repetir: “Não disputarei mais nenhuma eleição”. Em poucas linhas define dois pontos importantes para o país. A que trata do emprego e a de sua garantia social. se isso estivesse acontecendo num país politizado, com certeza milhões de pessoas estariam na rua pedindo a demissão dos governantes. Essa de que não 'é mais candidata". não cola. certamente tomou gosto pelo poder e vai tenar ao menos o Senado. - Genivaldo... - São Paulo.
A Tribuna, a/c do Helio,
Cumprimento o jornalista, que apesar da idade avançada ainda faz tilintar o teclado. Mas sobre a ABI, pergunto, afinal qual é a sua utilidade diante do que ouço falar a respeito das disputas mesquinhas que assolam aquela casa do jornalista. - Victor... Niterói - RJ.
Helio,
Meu caro repórter, envio o presente para lhe dar total solidariedade e agradecer pelo apoio aos petroleiros. Nosso queridos e estimados irmãos, colegas que lutam pela riqueza do país. Corrigindo ou acrescentando a sua informação, existem hje cerca de 20 mil companheiros, afastados, aposentados e muitos mutilados, vitimas de acidentes graves. Genaro... Macaé-RJ.
Helio Fernandes.
Sou sua leitora do blog online, aqui em São José dos Campos – SP. Registre aí. Abraços – Nathalia.




A SURREAL E INIMAGINÁVEL, INVISÍVEL PRESIDENTE DO BRASIL.
ROBERTO MONTEIRO PINHO
02.03.15
A presidente Dilma Rousseff está promovendo com todas as letras um, “arrocho” tributário, que ela teima em dizer, ”ajuste fiscal” ou “reforma tributária”. A diferença entre os três, reside exatamente no eixo da pretensão governamental, que desmancha de forma desvairada e absolutamente “insana’, todo compromisso assumido com ma sociedade, durante a campanha eleitoral de 2014.
Lembro aqui, que Dilma afirmou em entrevista ao programa especial GloboNews Eleições que no futuro, que seus quatro anos de governo ficariam marcados pelos investimentos em infraestrutura. Para ela, seu período à frente do Executivo criou as condições para que a economia do Brasil torne-se mais competitiva.
Na mesma oportunidade, Dilma disse que o país teria condições de crescer a taxas maiores e dar um salto. Mas a presidente criticou o pessimismo sobre o Brasil. O pessimismo não é uma boa reação à crise. O pessimismo é uma péssima reação à crise, afirmou.
E um dos seus muitos lampejos de imaginação surreal, ela afirmou: (...) “O risco do pessimismo em economia é de ser uma profecia autorrealizável”. E acertou! - a conta de luz vai ficar mais cara para consumidores atendidos por 58 concessionárias.
A revisão tarifária extraordinária para essas empresas foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e a previsão é de aumento médio de 23,4%. No rastro dos aumentos as contas de água tem aumento estimado em 27,6%.                        
Enquanto a população está sendo atingida diretamente no seu bolso, indiretamente vêm mais novidades. È que após determinar limites de gastos para cada ministério com custeio e investimento até abril, o governo Dilma Rousseff publicou no dia 27 de fevereiro (sexta-feira) medida provisória reduzindo o benefício fiscal da desoneração da folha de pagamento.

Com a medida os setores que pagavam 2% passarão a pagar 4,5% sobre o faturamento. Os que pagavam 1%, passarão a pagar 2,5%. (Adivinhem quem pagará a conta?).